CitaçÔes sobre Colchas

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Frases sobre colchas, poemas sobre colchas e outras citaçÔes sobre colchas para ler e compartilhar. Leia as melhores citaçÔes em Poetris.

Maturidade Emocional

Dez funçÔes da inteligĂȘncia multifocal resultantes do treino da emoção e da arte de pensar:

1. A arte de amar a vida e tudo o que a promove.

2. A arte de contemplar o belo.

3. A arte da serenidade: pensar antes de reagir.

4. A arte de expor e nĂŁo impor as ideias.

5. A arte da solidariedade.

6. A arte de gerir os pensamentos dentro e fora dos focos de tensĂŁo.

7. Colocar-se no lugar dos outros.

8. Ter espĂ­rito empreendedor.

9. Trabalhar perdas e frustraçÔes.

10. Trabalhar em equipa.

Se vocĂȘ tem cinco dessas caracterĂ­sticas bem trabalhadas na sua personalidade, a sua maturidade emocional estĂĄ bem acima da mĂ©dia. Se, das seis artes da inteligĂȘncia multifocal, vocĂȘ viver intensamente pelo menos trĂȘs delas, saiba que Ă© um poeta da vida. Infelizmente, a grande maioria das pessoas nĂŁo tem constituĂ­da na colcha de retalhos da personalidade nem sequer duas dessas dez caracterĂ­sticas.

Requiem para um Defunto Vulgar

Antoninho morreu. Seu corpo resignado
Ă© como um rio incolor, regressando Ă  nascente
num silĂȘncio de espanto e mistĂ©rio revelado.
EstĂĄ ali – estando ausente.

Jaz de corpo inteiro e fato preto.
Ele, da cabeça aos pés,
trivial e completo,
eståtua de proa e moço de convés.

Jaz como se dormisse (pelo menos
Ă© o que dizem as velhas carpideiras).
Jaz imĂłvel, sem gestos, sem acenos.
Jaz morto de todas as maneiras.

Jaz morto de cansaço, de pobreza, de fome
(sobretudo, de fome). Jaz morto sem remédio.
É apenas, sobre um papel azul, um nome.
De ser mais qualquer coisa, a morte impede-o.

Jaz alheio a tudo Ă  sua volta,
Ă  grita dos parentes, companheiros,
como um cavalo à rédea solta
ou no mar largo, os rĂĄpidos veleiros.

Jaz inĂștil, feio, pesado,
a colcha de crochet aconchega-o na cama.
Nunca esteve tĂŁo quente e animado.
Nunca foi tĂŁo menino de mama.

Os filhos olham-no e fazem contas cuidadosas:
padre, enterro, velĂłrio, certidĂŁo
de Ăłbito… E discutem, com manhas de raposas,

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Himeneu

Na cama, onde a aurora deixa
Seu mais suave palor
Dorme ninando uma gueixa
A dona do meu amor.

De pijama aberto, flui
Um seio redondo e escuro
Que como, lasso, possui
O segredo de ser puro.

E de uma colcha, uma coxa
Morena, na sombra frouxa
Irrompe, em repouso morno

Enquanto eu, desperto, a vĂȘ-la
Mesmo sendo o homem dela
Me morro de dor-de-corno.

Quero Acabar

Quero acabar entre rosas, porque as amei na infĂąncia.
Os crisĂąntemos de depois, desfolhei-os a frio.
Falem pouco, devagar.
Que eu não oiça, sobretudo com o pensamento.
O que quis? Tenho as mĂŁos vazias,
Crispadas flebilmente sobre a colcha longĂ­nqua.
O que pensei? Tenho a boca seca, abstrata.
O que vivi? Era tĂŁo bom dormir!

O Camarim

A luz do sol afaga docemente
As bordadas cortinas de escumilha;
Penetrantes aromas de baunilha
Ondulam pelo tépido ambiente.

Sobre a estante do piano reluzente
Repousa a Norma, e ao lado uma quadrilha;
E do leito francĂȘs nas colchas brilha
De um cão de raça o olhar inteligente.

Ao pé das longas vestes, descuidadas
Dormem nos arabescos do tapete
Duas leves botinas delicadas.

Sobre a mesa emurchece um ramalhete,
E entre um leque e umas luvas perfumadas
Cintila um caprichoso bracelete.

Se vocĂȘ nĂŁo criticar suas ideias negativas elas farĂŁo parte da colcha de retalhos da sua existĂȘncia.