HĂĄ muito tempo que vinha tomando atenção a conversas daquela natureza: entre operĂĄrios ao almoço, entre uma esteticista e uma cliente, entre dois gravatas que se cruzavam no quiosque, entre miĂșdas bebendo copos na rua. NinguĂ©m se ouvia. E talvez a explicação atĂ© estivesse na escola, que ensinara a participação, mesmo a alarve, quando a inteligĂȘncia, muito provavelmente, se encontrava no silĂȘncio. Em todo o caso, nĂŁo se podia entender este mundo sem considerar a solidĂŁo – e essa Ă© que era a tragĂ©dia.