Cita√ß√Ķes sobre Masmorras

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Infelizmente, n√£o somos livres como gostar√≠amos de ser no √Ęmago do intelecto. Ali√°s, os piores c√°rceres, as piores masmorras, as mais apertadas algemas podem estar dentro de n√≥s.

Luiz Gama

A Raul Pompéia

Tantos triunfos te contando os dias,
Iam-te os dias descontando e os anos,
Quando bramavas, quando combatias
Contra os b√°rbaros, contra os desumanos;

Quando a alma brava e procelosa abrias
Inverg√°vel ao pulso dos tiranos,
E ígnea, como os desertos africanos
Dilacerados pelas ventanias…

Contra o inimigo atroz rompeste em guerra,
Grilh√Ķes a rebentar por toda a parte,
Por toda a parte a escancarar masmorras.

Morreste!… Embalde, Escravid√£o! Por terra
Rolou… Morreu por n√£o poder matar-te!
Também não tarda muito que tu morras!

A √Āgua Toda Secou At√© Nos Olhos

‚ÄĒ Meu culto ao Cear√°, Cora√ß√£o do Brasil.

O rio vai morrer, sem que nada o socorra,
sem que ninguém, jamais, bendiga o moribundo.
Morre na solidão, no silêncio profundo,
e o malárico mal o mantém em modorra.

A enfermidade faz que da boca lhe escorra
o limo, feito fel, viscoso e nauseabundo.
E o terror se lhe vê das órbitas ao fundo.
Paralítico jaz na estreitez da masmorra.

Tu só, tu, meu Irmão, que a miséria não vence.
Que suportando a sede, a fome, a febre, o frio,
sem que prêmio nenhum teu martírio compense.

Poeta, herói, semideus, sabes o desvario,
a sobre-humana dor, a bravura, cearense,
de quem se suicidou, vendo morrer o rio.

O Anjo Da Redenção

Soberbo, branco, etereamente puro,
Na m√£o de neve um grande facho aceso,
Nas nevroses astrais dos sóis surpreso,
Das trevas deslumbrando o caos escuro.

Portas de bronze e pedra, o horrendo muro
Da masmorra mortal onde est√°s preso
Desce, penetra o Arcanjo branco, ileso
Do ódio bifronte, torso, torvo e duro.

Maravilhas nos olhos e prodígios
Nos olhos, chega dos azuis litígios
Desce à tua caverna de bandido.

E sereno, agitando o estranho facho,
P√Ķe-te aos p√©s e a cabe√ßa, de alto a baixo,
Auréolas imortais de Redimido!

Em Sórdida Masmorra Aferrolhado

Em sórdida masmorra aferrolhado,
De cadeias aspérrimas cingido,
Por ferozes contr√°rios perseguido,
Por línguas impostoras criminado:

Os membros quase nus, o aspecto honrado
Por vil boca, e vil m√£o roto, e cuspido,
Sem ver um só mortal compadecido
De seu funesto, rigoroso estado:

O penetrante, o b√°rbaro instrumento
De atroz, violenta, inevit√°vel morte
Olhando j√° na m√£o do algoz cruento:

Inda assim, não maldiz a iníqua sorte
Inda assim tem prazer, sossego, alento,
O s√°bio verdadeiro, o justo, o forte.

Da maldade que nos fazem devemos tirar li√ß√Ķes para n√£o faz√™-la aos outros. Aprender o bem, com o mal, e pratic√°-lo, √© andar sob as b√™n√ß√£os do c√©u e jamais perder-se nas masmorras dos pecados.