Beleza é a outra forma da verdade.
Passagens sobre Verdade
2286 resultadosA mentira é o papel-moeda da verdade. Só tem crédito quando representa um valor que não convém pôr em circulação.
O erro criou muito mais do que a verdade.
Uma mentira pode dar a volta ao mundo, enquanto a verdade ainda calça seus sapatos.
O ouvido é a segunda porta da verdade, e a primeira da mentira.
Os espíritos transmitem as verdades do mundo espiritual às pessoas do mundo terreno geralmente através de símbolos. Habitando um mundo superior ao nosso, não dispões de outro meio de comunicar conosco a não ser por símbolos. As pessoas do mundo terreno foram criadas para exprimir coisas e fatos do mundo terreno. Para expressar verdades espirituais que transcendem o mundo real, só se pode recorrer a símbolos.
Nunca Aprendi a Viver
De repente eu me vi e vi o mundo. E entendi: o mundo é sempre dos outros. Nunca meu. Sou o pária dos ricos. Os pobres de alma nada armazenam. A vertigem que se tem quando num súbito relâmpago-trovoada se vê o clarão do não entender. EU NÃO ENTENDO! Por medo da loucura, renunciei à verdade. Minhas idéias são inventadas. Eu não me responsabilizo por elas. O mais engraçado é que nunca aprendi a viver. Eu não sei nada. Só sei ir vivendo. Como o meu cachorro. Eu tenho medo do ótimo e do superlativo. Quando começa a ficar muito bom eu ou desconfio ou dou um passo para trás. Se eu desse um passo para a frente eu seria enfocada pelo amarelado de esplendor que quase cega.
A dúvida é a escola da verdade.
A natureza colocou em nossas mentes um insaciável desejo de ver a verdade.
A arte existe para que a verdade não nos destrua.
A desilusão de agora será a benção de amanhã. E a desilusão é a visita da verdade.
As nossas únicas verdades, homem, são as nossas dores.
Talvez nada seja totalmente verdade e talvez nem mesmo isto.
Quando a verdade for demasiado débil para se defender, terá de passar ao ataque.
Gosto sempre do mistério, mas gosto mais da verdade.
Todo o Mal Provém não da Privação mas do Supérfluo
Ser feliz é, afinal, não esperar muito da felicidade, ser feliz é ser simples, desambicioso, é saber dosear as aspirações até àquela medida que põe o que se deseja ao nosso alcance. Pegando de novo em Tolstoi, que vem sendo em mim um padrão tutelar, lembremos de novo um dos seus heróis, o príncipe Pedro Bezoukhov (do romance ‘Guerra e Paz’). As circunstâncias fizeram-no conviver no cativeiro com um símbolo da sabedoria popular, um tal Karataiev. Pois esse companheirismo desinteressado e genuíno, esse encontro com a vida crua mas desmistificadora, não só modificaram o príncipe Pedro como lhe revelaram o que ele precisava de saber para atingir o que nós, pobres humanos, debalde perseguimos: a coerência, a pacificação interior, que são correctivos da desventura.
Tolstoi salienta-nos que Pedro, após essa vivência, apreendera, não pela razão mas por todo o seu ser, que o homem nasceu para a felicidade e que todo o mal provém não da privação mas do supérfluo, e que, enfim, não há grandeza onde não haja verdade e desapego pelo efémero. Isto, aliás, nos é repetido por outra figura de Tolstoi, a princesa Maria, ao acautelar-nos com esta síntese desoladora: «Todos lutam, sofrem e se angustiam,
O Limite da Lógica
O critério simplesmente lógico da verdade, isto é, o acordo de um conhecimento com as leis gerais e formais do entendimento e da razão, é, decerto, a condition sine qua non e, portanto, a condição negativa de qualquer verdade; mas a lógica não pode ir mais além; nenhuma pedra de toque lhe permite descobrir o erro que atinge não a forma, mas o conteúdo.
Estamos ligados a Deus por um conduto infinitamente grande, cuja saída está em nosso interior. O que abre a saída desse conduto é o ‘despertar para a Verdade’; e o que a obstrui são as ‘ilusões’ da mente.
O Monge Maldito
Os devotos painéis dos antigos conventos,
Reproduzindo a santa imagem da Verdade,
Davam certo conforto aos sóbrios monumentos,
Tornavam menos fria aquela austeridade.Olhos fitos em Deus, nos santos mandamentos,
Mais de um monge alcançou palma de santidade,
A’ Morte consagrando obras e pensamentos
Numa vida de paz, de labor, de humildade.Minh’alma é um coval onde, monge maldito,
Desde que existe o mundo, aborrecido, habito,
Sem ter um só painel que possa contemplar…— O’ monge mandrião! se quer’s viver, contente,
uma vida de paz, não seja indolente;
Caleja-me essas mãos, trabalha! vai cavar!Tradução de Delfim Guimarães
Existem duas verdades que nunca podem ser separadas neste mundo: 1ª que a soberania reside no povo; 2ª que o povo nunca deve exercê-la.