Poemas sobre Hoje de Ant贸nio Feliciano de Castilho

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Poemas de hoje de Ant贸nio Feliciano de Castilho. Leia este e outros poemas de Ant贸nio Feliciano de Castilho em Poetris.

Qu茫o Grande, Meus Amigos

Qu茫o grande, meus amigos, n茫o era o Povo em que um Poeta podia dizer isto, sem medo de que o mundo, nem a posteridade, o desmentisse!

E n贸s tamb茅m, n贸s, os Portugueses, j谩 houve um tempo, em que pouco menos fomos.

Ouvi como o nosso Cam玫es o cantava:

Mas em tanto que cegos, e sedentos
andais do vosso sangue, 贸 gente insana,
n茫o faltar茫o crist茫os atrevimentos
nesta pequena casa Lusitana.
De 脕frica tem mar铆timos assentos;
茅 na 脕sia mais que todas soberana;
na quarta parte nova os campos ara,
e, se mais mundo houvera, l谩 chegara.
Hoje… que s茫o aquela Roma, e este Portugal?
Roma pereceu. Portugal, se n茫o agoniza, enferma gravemente.
Mas para Roma n茫o h谩 j谩 esperan莽a; para n贸s h谩 ainda uma. Sabeis qual?
Sois v贸s, v贸s mesmos, v贸s unicamente, 贸 Lavradores.

Os Treze Anos

(Cantilena)

J谩 tenho treze anos,
que os fiz por Janeiro:
Madrinha, casai-me
com Pedro Gaiteiro.

J谩 sou mulherzinha,
j谩 trago sombreiro,
j谩 bailo ao domingo
com as mais no terreiro.

J谩 n茫o sou Anita,
como era primeiro;
sou a Senhora Ana,
que mora no outeiro.

Nos ser玫es j谩 canto,
nas feiras j谩 feiro,
j谩 n茫o me d谩 beijos
qualquer passageiro.

Quando levo as patas,
e as deito ao ribeiro,
olho tudo 脿 roda,
de cima do outeiro.

E s贸 se n茫o vejo
ningu茅m pelo arneiro,
me banho co’as patas
Ao p茅 do salgueiro.

Miro-me nas 谩guas,
rostinho trigueiro,
que mata de amores
a muito vaqueiro.

Miro-me, olhos pretos
e um riso fagueiro,
que diz a cantiga
que s茫o cativeiro.

Em tudo, madrinha,
j谩 por derradeiro
me vejo mui outra
da que era primeiro.

O meu gib茫o largo,
de arminho e cordeiro,
j谩 o dei 脿 neta
do Br谩s cabaneiro,

dizendo-lhe: 芦Toma
gib茫o,

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