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Dominar ou Morrer

Uma esp√©cie nasce, um tipo fixa-se e torna-se forte sob a longa luta com condi√ß√Ķes desfavor√°veis essencialmente constantes. Inversamente, sabe-se pelas experi√™ncias dos criadores de gado que as esp√©cies que foram superalimentadas e, de um modo geral, tiveram demasiada protec√ß√£o e cuidados, logo tendem marcadamente para a varia√ß√£o de tipos e abundam em prod√≠gios e monstruosidades (tamb√©m em v√≠cios monstruosos). Considere-se agora uma comunidade aristocr√°tica, por exemplo uma antiga polis grega ou Veneza como institui√ß√£o volunt√°ria ou involunt√°ria, destinada √† selec√ß√£o: h√° ali homens convivendo dependentes uns dos outros e que querem impor a sua esp√©cie, em geral porque se t√™m que impor ou de contr√°rio correm o terr√≠vel risco de serem exterminados.

Cada Leitura é Única

Muitos autores s√£o ao mesmo tempo os seus pr√≥prios leitores – √† medida que escrevem -, e √© por isso que tantos vest√≠gios do leitor aparecem nos seus escritos – tantas observa√ß√Ķes cr√≠ticas – tanto que pertence √† prov√≠ncia do leitor e n√£o √† do autor. Travess√Ķes – palavras em mai√ļsculas – passagens grifadas – tudo isso pertence √† esfera do leitor. O leitor p√Ķe a √™nfase como tem vontade – ele de facto faz de um livro o que deseja. N√£o √© todo o leitor um fil√≥logo? N√£o existe uma √ļnica leitura v√°lida somente, no sentido usual. A leitura √© uma opera√ß√£o livre. Ningu√©m me pode prescrever como e o que lerei.

A Perfeição

O que me tranquiliza é que tudo o que existe, existe com uma precisão absoluta. O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete não transborda nem uma fração de milímetro além do tamanho de uma cabeça de alfinete. Tudo o que existe é de uma grande exatidão. Pena é que a maior parte do que existe com essa exatidão nos é tecnicamente invisível. Apesar da verdade ser exata e clara em si própria, quando chega até nós se torna vaga pois é tecnicamente invisível. O bom é que a verdade chega a nós como um sentido secreto das coisas. Nós terminamos adivinhando, confusos, a perfeição.

A Consistência do Ser

Diz-se que quem modifica de tempos a tempos as suas ideias n√£o merece qualquer confian√ßa, porque faz supor que as suas √ļltimas afirma√ß√Ķes s√£o t√£o err√≥neas como as anteriores. E, por outro lado, quem mant√©m as suas primeiras ideias e n√£o as abandona facilmente, passa por teimoso e iludido. Perante estes dois ju√≠zos opostos da cr√≠tica, h√° s√≥ uma op√ß√£o a fazer: permanecer-se aquilo que se √©, e seguir-se apenas o pr√≥prio ju√≠zo.

Toda a Sociedade Est√° dentro de Mim

Fazer qualquer coisa ao contr√°rio do que todos fazem √© quase t√£o mau como fazer qualquer coisa porque todos a fazem. Mostra uma igual preocupa√ß√£o com os outros, uma igual consulta da opini√£o deles – caracter√≠stica certa da inferioridade absoluta. Abomino por isso a gente como Oscar Wilde e outros que se preocupam com seres imorais ou infames, e com o impingir paradoxos e opini√Ķes delirantes. Nenhum homem superior desce at√© dar √† opini√£o alheia tal import√Ęncia que se preocupe em contradiz√™-la.
Para o homem superior n√£o h√° outros. Ele √© o outro de si pr√≥prio. Se quer imitar algu√©m, √© a si pr√≥prio que procura imitar. Se quer contradizer algu√©m, √© a si mesmo que busca contradizer. Procura ferir-se, a si pr√≥prio, no que de mais √≠ntimo tem… faz partidas √†s suas pr√≥prias opini√Ķes, tem longas conversas cheias de desprezo e com as sensa√ß√Ķes que sente. Todo o homem que h√° sou Eu. Toda a sociedade est√° dentro de mim. Eu sou os meus melhores amigos e os meus verdadeiros inimigos. O resto – o que est√° l√° fora – desde as plan√≠cies e os montes at√© √†s gentes – tudo isso n√£o √© sen√£o paisagem…

A Ironia da Escolha

O prazer – um dos mais aut√™nticos – de apreender que algu√©m est√° for√ßado a escolher, que n√£o pode ter duas coisas ao mesmo tempo. √Č um sinal do car√°cter tr√°gico da vida, que consiste no facto de um valor n√£o se conciliar com outro. Consequ√™ncia: renunciaste a muitas coisas para ter uma s√≥ – e agrada-te que os outros sintam tamb√©m o imp√©rio desta lei.
As pessoas que take for granted qualquer coisa entram em colisão contigo na medida justamente em que pretendem escapar a esse carácter trágico. As pessoas que gozam pagãmente qualquer coisa, idem, na medida também em que negam, por avidez, a incerteza e a contingência. Aspirar a qualquer coisa, pretendê-la, é em si mesmo agressivo na medida em que suprime a ironia da vida.
Odiamos os outros porque nos odiamos a nós próprios.
Tu, no entanto, take for granted o que não se deve take for granted. Aqui vem a propósito a pureza do coração, a humildade, a aceitação do mundo de Deus.

H√° que P√īr Pedra sobre Pedra

Nunca pensei em ser governo, nunca o quis mesmo, mas interessei-me sempre muito pelos neg√≥cios p√ļblicos, pelos neg√≥cios do Pa√≠s. E a√≠ tem um exemplo, anterior √† minha entrada no Governo, que lhe pode dar uma ideia do ritmo da minha ac√ß√£o, da tal marcha vagarosa de que me acusam…
(…) √Č que me fui habilitando, lentamente, sem precipita√ß√Ķes, quase sem dar por isso, liberto de qualquer ambi√ß√£o de ordem pessoal. E assim, quando a minha interven√ß√£o na m√°quina do Estado p√īde ser √ļtil, ela foi aproveitada, talvez, como n√£o seria se eu tivesse improvisado uma cultura. Pois com a marcha do Pa√≠s o mesmo acontece. H√° que p√īr pedra sobre pedra, mas desinteressadamente, sem pensar na gl√≥ria pr√≥pria e sem pensar at√©, excessivamente, na ab√≥bada, na finalidade. A √Ęnsia de chegar ao fim, de fazer muitas coisas ao mesmo tempo leva, √†s vezes, ao fim, mas ao fim de tudo…

O Jogo da Conformidade Ofusca a Vis√£o

A objec√ß√£o contra o conformar-se a usos que se tornaram peremptos para ti √© a de que dissipam a tua for√ßa. Fazem-te perder tempo e borram a nitidez do teu car√°cter. Se mant√©ns uma Igreja morta; se contribuis para uma Sociedade B√≠blica morta; se votas com um grande partido tanto a favor como contra o governo; se p√Ķes a mesa de igual modo ao das donas de casa mesquinhas – tenho dificuldade em descobrir, sob todos esses mantos, a tua exacta personalidade. E, claro est√°, muita e muita for√ßa √©-te subtra√≠da da tua pr√≥pria vida.
Mas age, que te conhecerei. Executa o teu trabalho e te fortificar√°s. Um homem deve ter em mente que o jogo da conformidade ofusca a vis√£o.
Se conheço a tua seita, antecipo o teu argumento.

A Maneira como cada um Pensa Determina a sua Maneira de Viver

A vida n√£o √© governada por actos ou circunst√Ęncias extr√≠nsecos, vindos de fora. Cada um de n√≥s cria a sua pr√≥pria vida pelos pensamentos que tem. Marco Aur√©lio afirmou: – ¬ęA nossa vida √© o que os nossos pensamentos fazem dela.¬Ľ Emerson disse: – ¬ęO homem √© o que pensa ser.¬Ľ Jesus Cristo ensinou: – ¬ęO que um homem pensa no seu cora√ß√£o √© o que ele √©.¬Ľ Um simples pensamento n√£o constr√≥i ou destr√≥i uma vida, mas um h√°bito de pensar pode faz√™-lo. N√£o podemos pensar em derrota e sair vitoriosos. Um h√°bito fixo de esperan√ßa √© a cura para um cora√ß√£o preocupado e perturbado. Podemos fazer mais contra n√≥s ou a nosso fazer que qualquer for√ßa estranha.
A maneira como cada um pensa determina a sua maneira de viver. Todo o pensamento bom contribui com a sua quota-parte para o resultado final da nossa vida. Um simples pensamento tido pela manh√£ pode encher o dia inteiro de alegria e de sol, ou de tristeza e des√Ęnimo. Quantos dias n√£o t√™m sido deprimentes devido a um pensamento inconsiderado ou mal√©volo. Voc√™ nunca poder√° ser melhor ou mais elevado que o seu melhor pensamento.

O Futuro de Portugal

O que calcula que seja o futuro da raça portuguesa?
‚ÄĒ O Quinto Imp√©rio. O futuro de Portugal ‚ÄĒ que n√£o calculo, mas sei ‚ÄĒ est√° escrito j√°, para quem saiba l√™-lo, nas trovas do Bandarra, e tamb√©m nas quadras de Nostradamus. Esse futuro √© sermos tudo. Quem, que seja portugu√™s, pode viver a estreiteza de uma s√≥ personalidade, de uma s√≥ na√ß√£o, de uma s√≥ f√©? Que portugu√™s verdadeiro pode, por exemplo, viver a estreiteza est√©ril do catolicismo, quando fora dele h√° que viver todos os protestantismos, todos os credos orientais, todos os paganismos mortos e vivos, fundindo-os portuguesmente no Paganismo Superior? N√£o queiramos que fora de n√≥s fique um √ļnico deus! Absorvamos os deuses todos! Conquistamos j√° o Mar: resta que conquistemos o C√©u, ficando a terra para os Outros, os eternamente Outros, os Outros de nascen√ßa, os europeus que n√£o s√£o europeus porque n√£o s√£o portugueses. Ser tudo, de todas as maneiras, porque a verdade n√£o pode estar em faltar ainda alguma cousa! Criemos assim o Paganismo Superior, o Polite√≠smo Supremo! Na eterna mentira de todos os deuses, s√≥ os deuses todos s√£o verdade.

O Inimigo é Mais Útil que o Amigo

A tua atitude emerge do que costumas dizer: ¬ęAinda sou capaz de utilizar quem √© por mim. Mas prefiro, por comodidade, mandar o meu advers√°rio para o outro campo e abster-me de agir sobre ele, a n√£o ser pela guerra¬Ľ.
Ao proceder assim, n√£o fazes mais que endurecer e forjar o teu advers√°rio.
E eu c√° digo que amigo e inimigo s√£o palavras da tua lavra. √Č certo que especificam qualquer coisa, como definir o que se passar√° se vos encontrardes num campo de batalha, mas um homem n√£o se rege s√≥ por uma palavra. Sei de inimigos que est√£o mais perto de mim ou que me s√£o mais √ļteis ou que me respeitam mais do que os amigos. As minhas faculdades de ac√ß√£o sobre o homem n√£o est√£o ligadas √† sua posi√ß√£o verbal. Direi mesmo que actuo melhor sobre o meu inimigo do que sobre o amigo: quem caminha na mesma direc√ß√£o que eu, oferece-me menos oportunidades de encontro e de troca do que aquele que vem contra mim, disposto a n√£o deixar escapar a m√≠nima palavra ou gestos meus, que lhe podem sair caros.

Sabedoria é não Querer Compreender

Pensar, ainda assim, √© agir. S√≥ no devaneio absoluto, onde nada de activo interv√©m, onde por fim at√© a nossa consci√™ncia de n√≥s mesmos se atola num lodo – s√≥ a√≠, nesse morno e h√ļmido n√£o-ser, a abdica√ß√£o da ac√ß√£o competentemente se atinge.
N√£o querer compreender, n√£o analisar… Ver-se como √† natureza; olhar para as suas impress√Ķes como para um campo – a sabedoria √© isto.

Se Fosse Alguma Coisa, N√£o Poderia Imaginar

Monotonizar a exist√™ncia, para que ela n√£o seja mon√≥tona. Tornar an√≥dino o quotidiano, para que a mais pequena coisa seja uma distrac√ß√£o. No meio do meu trabalho de todos os dias, ba√ßo, igual e in√ļtil, surgem-me vis√Ķes de fuga, vest√≠gios sonhados de ilhas long√≠nquas, festas em √°leas de parques de outras eras, outras paisagens, outros sentimentos, outro eu.
Mas reconheço, entre dois lançamentos, que se tivesse tudo isso, nada disso seria meu.

Mais vale, na verdade, o patrão Vasques que os Reis do Sonho; mais vale, na verdade, o escritório da Rua dos Douradores do que as grandes áleas dos parques impossíveis. Tendo o patrão Vasques, posso gozar a visão interior das paisagens que não existem. Mas se tivesse os Reis do Sonho, que me ficaria para sonhar? Se tivesse as paisagens impossíveis, que me restaria de possível ?
(…) Posso imaginar-me tudo, porque n√£o sou nada. Se fosse alguma coisa, n√£o poderia imaginar. O ajudante de guarda-livros pode sonhar-se imperador romano; o Rei de Inglaterra n√£o o pode fazer, porque o Rei de Inglaterra est√° privado de o ser, em sonhos, outro rei que n√£o o rei que √©. A sua realidade n√£o o deixa sentir.

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Toda a Ideia Geral é Puramente Intelectual

As ideias gerais s√≥ se podem introduzir na esp√©cie com o aux√≠lio das palavras, e o entendimento n√£o as apreende sen√£o por meio das proposi√ß√Ķes. √Č uma das raz√Ķes por que os animais n√£o poderiam formar tais ideias, nem jamais adquirir a perfectibilidade que delas depende. Quando um macaco vai, sem hesitar, de uma noz a outra, julga-se que tenha a ideia geral dessa esp√©cie de fruta e que compare o seu arqu√©tipo a esses dois indiv√≠duos? N√£o, sem d√ļvida; mas, a vista de uma dessas nozes lembra √† sua mem√≥ria as sensa√ß√Ķes que recebeu da outra, e os seus olhos, modificados de certa maneira, anunciam ao seu gosto a modifica√ß√£o que vai receber. Toda a ideia geral √© puramente intelectual; por pouco que a imagina√ß√£o tome parte nela, a ideia torna-se, logo, particular.
Procurai traçar a imagem de uma árvore em geral, e jamais o conseguireis; contra a vossa vontade, é preciso vê-la grande ou pequena, desgalhada ou em copa, clara ou escura; e, se dependesse de vós não ver senão o que se acha em toda a árvore, essa imagem não se pareceria mais com uma árvore. Os seres puramente abstractos vêem-se do mesmo modo, ou não se concebem senão por meio do discurso.

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Cadê Eu?

Cadê eu? perguntava-me. E quem respondia era uma estranha que me dizia fria e categoricamente: tu és tu mesma. Aos poucos, à medida que deixei de me procurar fiquei distraída e sem intenção alguma. Eu sou hábil em formar teoria. Eu, que empiricamente vivo. Eu dialogo comigo mesma: exponho e me pergunto sobre o que foi exposto, eu exponho e contesto, faço perguntas a uma audiência invisível e esta me anima com as respostas a prosseguir. Quando eu me olho de fora para dentro eu sou uma casca de árvore e não a árvore. Eu não sentia prazer. Depois que eu recuperei meu contato comigo é que me fecundei e o resultado foi o nascimento alvoroçado de um prazer todo diferente do que chamam prazer.

As L√°grimas e os Homens

Vede que misteriosamente puseram as l√°grimas nos olhos a Natureza, a Justi√ßa, a Raz√£o, a Gra√ßa. A Natureza para rem√©dio; a Justi√ßa para castigo; a Raz√£o para arrependimento; a Gra√ßa para triunfo. Como pelos olhos se contrai a m√°cula do pecado, p√īs a Natureza nos olhos as l√°grimas, para que com aquela √°gua se lavassem as manchas: como pelos olhos se admite a culpa, p√īs a Justi√ßa nos olhos as l√°grimas para que estivesse o supl√≠cio no mesmo lugar do delito: como pelos olhos se concebe a ofensa, p√īs a Raz√£o nos olhos as l√°grimas, para que onde se fundiu a ingratid√£o, a desfizesse o arrependimento: e como pelos olhos entram os inimigos √† alma, p√īs a Gra√ßa nos olhos as l√°grimas, para que pelas mesmas brechas onde entraram vencedores, os fizesse sair correndo. Entrou Jonas pela boca da baleia pecador; sa√≠a Jonas pela boca da baleia arrependido. Raz√£o √© logo e Justi√ßa, e n√£o s√≥ Gra√ßa, sen√£o Natureza, que pois os olhos s√£o a fonte universal de todos os pecados, sejam os rios de suas l√°grimas a satisfa√ß√£o tamb√©m universal de todos; e que paguem os olhos por todos chorando, j√° que pecaram em todos vendo: Quo fonte manavit nefas,

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Avalia√ß√Ķes Precipitadas

Uma característica inata do homem e muito intimamente entrelaçada com a sua natureza reside no facto de a proximidade das coisas não lhe chegar para o conhecimento. E isso apesar de cada fenómeno de que nós próprios temos consciência ser nesse momento o que nos está mais próximo, podendo nós, portanto, se formos capazes de o penetrar com vigor, exigir-lhe que se explique a si mesmo.
Trata-se, contudo, de qualquer coisa que os homens n√£o aprendem porque vai contra a sua natureza. √Č assim que mesmo as pessoas de cultura n√£o podem deixar de relacionar uma dada verdade que acabam de constatar numa dada situa√ß√£o e lugar, n√£o apenas com um fen√≥meno pr√≥ximo, mas tamb√©m com fen√≥menos muito mais amplos e extremamente distantes, do que resultam erros ap√≥s erros. O fen√≥meno pr√≥ximo s√≥ se relaciona com um fen√≥meno distante no sentido em que todas as coisas se regem por um conjunto muito restrito de grandes leis que se manifestam por toda a parte.

Atravess√°mos e Vencemos Tudo

Olho para o passado com embriagu√™s, mas n√£o √© com menos deslumbramento que encaro o nosso futuro. Eis-nos, agora, um do outro para todo o sempre, sem ansiedades, sem inquieta√ß√Ķes, sem ang√ļstias. Atravess√°mos e vencemos tudo o que era mau e que poderia ser fatal. Estamos na plena posse dos nossos dois destinos fundidos num s√≥. O nosso amor n√£o ter√° a frescura dos primeiros tempos, mas √© um amor posto √† prova, um amor que conhece a sua for√ßa, e que mesmo para al√©m do t√ļmulo, espera ser infinito. O amor, quando nasce, s√≥ v√™ a vida, o amor que dura v√™ a eternidade.