Passagens de Friedrich Nietzsche

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Frases, pensamentos e outras passagens de Friedrich Nietzsche para ler e compartilhar. Os melhores escritores est√£o em Poetris.

Aten√ß√£o! N√£o h√° nada que tanto gostemos de mostrar aos outros como o selo do segredo… sem esquecer o que h√° debaixo.

Os leitores extraem dos livros, consoante o seu car√°cter, a exemplo da abelha ou da aranha que, do suco das flores retiram, uma o mel, a outra o veneno.

Não procure por felicidades, graças bem-aventuranças distantes e desconhecidas, mas por aquilo que você gostaria de viver de novo e por toda a eternidade.

A Memória é o Maior Tormento do Homem

Considera o rebanho que passa ao teu lado pastando: ele não sabe o que é ontem e o que é hoje; ele saltita de lá para cá, come, descansa, digere, saltita de novo; e assim de manhã até a noite, dia após dia; ligado de maneira fugaz por isto, nem melancólico nem enfadado. Ver isto desgosta duramente o homem porque ele vangloria-se da sua humanidade frente ao animal, embora olhe invejoso para a sua felicidade Рpois o homem quer apenas isso, viver como animal, sem melancolia, sem dor; e o que quer entretanto em vão, porque não quer como o animal. O homem pergunta mesmo um dia ao animal: por que não falas sobre a tua felicidade e apenas me observas?
O animal quer tamb√©m responder e falar, isso deve-se ao facto de que sempre se esquece do que queria dizer, mas tamb√©m j√° esqueceu esta resposta e silencia: de tal modo que o homem se admira disso. Todavia, o homem tamb√©m se admira de si mesmo por n√£o poder aprender a esquecer e por sempre se ver novamente preso ao que passou: por mais longe e r√°pido que ele corra, a corrente corre junto. √Č um milagre: o instante em um √°timo est√° a√≠,

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Pretensos Graus de Verdade

Uma das frequentes conclus√Ķes falsas √© esta: como algu√©m √© verdadeiro e sincero para connosco, pois diz a verdade. Assim, a crian√ßa acredita nos ju√≠zos dos pais, o crist√£o nas afirma√ß√Ķes do fundador da Igreja. Do mesmo modo, n√£o se quer admitir que tudo aquilo, que os homens, com sacrif√≠cio da felicidade e da vida, defenderam em s√©culos anteriores, nada mais era do que erros: talvez se diga que tenham sido graus da verdade. Mas, no fundo, acha-se que se algu√©m acreditou honestamente em alguma coisa e combateu e morreu pela sua cren√ßa, seria, contudo, por de mais injusto se, efectivamente, apenas um erro o tivesse inspirado. Um caso assim parece contradizer a eterna justi√ßa; por isso, o cora√ß√£o das pessoas sens√≠veis decreta constantemente contra a sua cabe√ßa a seguinte norma: entre ac√ß√Ķes morais e ju√≠zos intelectuais tem de haver um nexo necess√°rio. Infelizmente, n√£o √© assim, pois n√£o h√° justi√ßa eterna.

A Dieta do Génio

Os meios de que J√ļlio C√©sar se serviu para se defender das doen√ßas e das dores de cabe√ßa: grandes caminhadas, um modo de vida simpl√≠ssimo, perman√™ncia constante ao ar livre, fadigas cont√≠nuas ‚ÄĒ estas s√£o, em grandes tra√ßos, as regras de conserva√ß√£o e defesa geral contra a extrema vulnerabilidade dessa m√°quina subtil, e que trabalha a uma alt√≠ssima press√£o, chamada g√©nio.

S√£o de rejeitar todos os elogios: fazer s√≥ o que nos √© √ļtil ou o que nos d√° prazer; ou o que somos obrigados a fazer.

O que vem a ser a originalidade? ¬ęVer¬Ľ alguma coisa que ainda tem nome, que ainda n√£o pode ser nomeada, ainda que toda a gente a tenha debaixo dos olhos. Tais como os homens s√£o de ordin√°rio, √© somente o nome da coisa que come√ßa a tornar-lha vis√≠vel. Os originais, geralmente foram tamb√©m os ¬ęnomeadores¬Ľ.