Cita√ß√Ķes sobre Guerra

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Frases sobre guerra, poemas sobre guerra e outras cita√ß√Ķes sobre guerra para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Se tanta pena tenho merecida

Se tanta pena tenho merecida
Em pago de sofrer tantas durezas,
Provai, Senhora, em mim vossas cruezas,
Que aqui tendes u~a alma oferecida.

Nela experimentai, se sois servida,
Desprezos, desfavores e asperezas,
Que mores sofrimentos e firmezas
Sustentarei na guerra desta vida.

Mas contra vosso olhos quais ser√£o?
Forçado é que tudo se lhe renda,
Mas porei por escudo o coração.

Porque, em t√£o dura e √°spera contenda,
√Č bem que, pois n√£o acho defens√£o,
Com me meter nas lanças me defenda.

Criminosos s√£o uma pequena minoria em qualquer √©poca ou pa√≠s. E o dano que eles causaram √† humanidade √© infinitesimal quando comparado com os horrores ‚Äď o derramamento de sangue, as guerras, as perseguis√Ķes, a fome, as escraviza√ß√Ķes, as destrui√ß√Ķes em grande escala ‚Äď perpetradas pelos governos da humanidade. Potencialmente, o governo √© a mais perigosa amea√ßa aos direitos do homem: ele mantem o monop√≥lio do uso de for√ßa f√≠sica contra v√≠timas legalmente desarmadas. Quando irrestrito e ilimitado pelos direitos individuais, um governo √© o mais mortal inimigo do homem.

Tente me ensinar das tuas coisas Que a vida é séria e a guerra é dura, se não puder cale essa boca E deixa eu viver minha loucura.

Protesto

Não é no teu corpo que se imola
para a ceia dos meus sentidos
a v√≠tima n√ļbil, a √°urea mola
que cinge o amor recente aos idos.

Mas é também no teu corpo que corre
o sangue que o meu sangue socorre.

Não é no teu corpo que se ergue
a guerra fria dos meus nervos.

nem nasceram tuas transparências
para a cegueira dos meus dedos.

Mas é também no teu corpo insano
que perscruto meu desconforto humano.

Não é no teu corpo, nos teus olhos
de fauno, que colho as minhas ditas,
nem o jasmim de tua boca flore
para a vis√£o que me solicita.

Mas √© tamb√©m no teu corpo √ļnico
que o amor √† forma do Amor re√ļno.

Não é no teu corpo que concentro
minha sede (esta sede ferina
que morre de seu farto alimento
e vive de quanto se elimina)

Mas é também teu corpo a medida
destas √°guas sobre a minha ferida.

Não é no teu corpo, mas é tanto
no teu corpo meu √ļltimo ref√ļgio,

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Somos a favor da abolição da guerra, não queremos a guerra. Mas a guerra só pode ser abolida com a guerra. Para que não existam mais fuzis, é preciso empunhar o fuzil.

Se colocares numa parte da balança as vantagens e na outra as desvantagens, perceberás que uma paz injusta é muito melhor do que uma guerra justa.

A Genética Condiciona a Felicidade

Uma era de felicidade simplesmente n√£o √© poss√≠vel porque as pessoas querem apenas desej√°-la, mas n√£o possu√≠-la, e cada indiv√≠duo aprende durante os seus bons tempos a de facto rezar por inquieta√ß√Ķes e desconforto. O destino do homem est√° projetado para momentos felizes ‚ÄĒ toda a vida os t√™m ‚ÄĒ, mas n√£o para eras felizes. Estas, por√©m, permanecer√£o fixadas na imagina√ß√£o humana como “o que est√° al√©m das montanhas”, como um legado de nossos ancestrais: pois o conceito de uma era de felicidade foi sem d√ļvida adquirido nos tempos primordiais, a partir da condi√ß√£o em que, depois de um esfor√ßo violento na ca√ßa e na guerra, o homem se entrega ao repouso, estica os membros e sente as asas do sono ro√ßando a sua pele. Ser√° uma falsa conclus√£o se, na trilha dessa remota e familiar experi√™ncia, o homem imaginar que, ap√≥s eras inteiras de labor e inquieta√ß√£o, ele poder√° usufruir, de modo correspondente, daquela condi√ß√£o de felicidade intensa e prolongada.

A Auto-Destruição da Justiça

√Ä medida que aumenta o poderio de uma sociedade, assim esta d√° menos import√Ęncia √†s faltas dos seus membros, porque j√° lhes n√£o parecem perigosas nem subversivas; o malfeitor j√° n√£o est√° reduzido ao estado de guerra, n√£o pode nele cevar-se a c√≥lera geral; mais ainda: defendem-no contra essa c√≥lera.
O aplacar a c√≥lera dos prejudicados, o localizar o caso para evitar dist√ļrbios, e procurar equival√™ncias para harmonizar tudo (compositio) e principalmente o considerar toda a infrac√ß√£o como expi√°vel e isolar portanto o ulterior desenvolvimento do direito penal. √Ä medida, pois, que aumenta numa sociedade o poder e a consci√™ncia individual, vai-se suavizando o direito penal, e, pelo contr√°rio, enquanto se manifesta uma fraqueza ou um grande perigo, reaparecem a seguir os mais rigorosos castigos.

Isto √©, o credor humanizou-se conforme se foi enriquecendo; como que no fim, a sua riqueza mede-se pelo n√ļmero de preju√≠zos que pode suportar. E at√© se concebe uma sociedade com tal consci√™ncia do seu poderio, que se permite o luxo de deixar impunes os que a ofendem. ¬ęQue me importam a mim esses parasitas? Que vivam e que prosperem; eu sou forte bastante para me inquietar por causa deles…¬Ľ A justi√ßa,

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Em pol√≠tica a caricatura √© de boa guerra. √Č uma arma terr√≠vel, mas n√£o desleal, porque, se exagera o falso, √© para impedir que haja algu√©m que caia nele; a caricatura diz de mais para que n√≥s digamos apenas o suficiente.

Política é quase tão excitante quanto a guerra, e quase tão perigosa. Na guerra, você só pode ser morto uma vez, mas, em política, muitas vezes.

Os Malefícios da Rivalidade na Escola

Poucas serão as escolas em que o mestre não anime entre os alunos o espírito de emulação; aos mais atrasados apontam-se os que avançaram como marcos a atingir e ultrapassar; e aos que ocuparam os primeiros lugares servem os do fim da classe de constantes esporas que os não deixam demorar-se no caminho, cada um se vigia a si e aos outros e a si próprio apenas na medida em que se estabelece um desnível com o companheiro que tem de superar ou de evitar.
A mesquinhez de uma vida em que os outros n√£o aparecem como colaboradores, mas como inimigos, n√£o pode deixar de produzir toda a surda inveja, toda a vaidade, todo o despeito que se marcam em linhas principais na psicologia dos estudantes submetidos a tal regime; nenhum amor ao que se estuda, nenhum sentimento de constante enriquecer, nenhuma vis√£o mais ampla do mundo; esfor√ßo de vencer, temor de ser vencido; √© j√° todo o temperamento de ¬ęstruggle¬Ľ que se afina na escola e lan√ßar√° amanh√£ sobre a terra mais uma turma dos que tudo se desculpam.
Quem n√£o sabe combater ou n√£o tem interesse pela luta ficar√° para tr√°s, entre os piores; e √© certamente esta predomin√Ęncia dada ao esp√≠rito de batalha um dos grandes malef√≠cios dos sistemas escolares assentes sobre a rivalidade entre os alunos;

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A Habilidade Específica do Político

A habilidade espec√≠fica do pol√≠tico consiste em saber que paix√Ķes pode com maior facilidade despertar e como evitar, quando despertas, que sejam nocivas a ele pr√≥prio e aos seus aliados. Na pol√≠tica como na moeda h√° uma lei de Gresham; o homem que visa a objectivos mais nobres ser√° expulso, excepto naqueles raros momentos (principalmente revolu√ß√Ķes) em que o idealismo se conjuga com um poderoso movimento de paix√£o interesseira. Al√©m disso, como os pol√≠ticos est√£o divididos em grupos rivais, visam a dividir a na√ß√£o, a menos que tenham a sorte de a unir na guerra contra outra. Vivem √† custa do ¬ęru√≠do e da f√ļria, que nada significam¬Ľ. N√£o podem prestar aten√ß√£o a nada que seja dif√≠cil de explicar, nem a nada que n√£o acarrete divis√£o (seja entre na√ß√Ķes ou na frente nacional), nem a nada que reduza o poderio dos pol√≠ticos como classe.

Faça amor e não guerra! Não precisamos de problemas. O que precisamos é de amor.