Cita√ß√Ķes de C√≠cero

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Frases, pensamentos e outras cita√ß√Ķes de C√≠cero para ler e compartilhar. Os melhores escritores est√£o em Poetris.

Uma Alma Grande e Corajosa

Um esp√≠rito corajoso e grande √© reconhecido principalmente devido a duas caracter√≠sticas: uma consiste no desprezo pelas coisas exteriores, na convic√ß√£o de que o homem, independentemente do que √© belo e conveniente, n√£o deve admirar, decidir ou escolher coisa alguma nem deixar-se abater por homem algum, por qualquer quest√£o espiritual ou simplesmente pela m√° fortuna. A outra consiste no facto – especialmente quando o esp√≠rito √© disciplinado na maneira acima referida – de se dever realizar feitos, n√£o s√≥ grandes e seguramente, bastante √ļteis, mas ainda em grande n√ļmero, √°rduos e cheios de trabalhos e perigos, tanto para a vida como para as muitas coisas que √† vida interessam.
Todo o esplendor, toda a dimensão (devo acrescentar ainda a utilidade), pertencem à segunda destas duas características; porém, a causa e o princípio eficiente, que os tornam homens grandes, à primeira.
Naquela est√°, com efeito, aquilo que torna os esp√≠ritos excelentes e desdenhosos das coisas humanas. Na verdade, pode isto ser reconhecido por duas condi√ß√Ķes: em primeiro lugar, se estimares alguma coisa como sendo boa unicamente porque √© honesta, em segundo lugar, se te encontrares livre de toda a perturba√ß√£o de esp√≠rito. Consequentemente, o facto de se ter em pouca conta aquelas coisas humanas e de se desprezar,

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Sócrates foi o primeiro a evocar a filosofia do céu à terra, deu-lhe a cidadania nas cidades, introduziu-a também nas casas e obrigou-a a ocupar-se da vida e dos costumes, das coisas boas e das más.

O homem de se próprio não pode amar pois o amor não pode ser dominado pelos mortais. Somente o Criador domina o amor. Por isso o mortal só pode amar a partir do momento em que conhece o criador.

A que homem livre governar√° quem n√£o pode governar suas pr√≥prias paix√Ķes?

Est√° em nossas m√£os apagar inteiramente da nossa mem√≥ria os infort√ļnios e as recorda√ß√Ķes desagrad√°veis.

Não importa a ciência, todos os caminhos darão no mesmo fim. Desenvolvemos ciência apenas por esporte. O que vem depois é o segredo da criatividade.

O Interesse na Amizade

Aqueles que almejam somente o interesse na amizade, afastam dela o seu mais doce v√≠nculo. O que nos agrada n√£o √© a utilidade oferecida pelo nosso amigo, mas sim o carinho desse amigo; e tudo o que nos for oferecido por ele ser-nos-√° agrad√°vel, contanto que transpare√ßa a dedica√ß√£o. T√£o longe est√° que seja a indig√™ncia que cultiva as amizades que justamente aqueles que, pelas suas riquezas, pelo seu cr√©dito e sobretudo pelas suas virtudes, a mais segura das garantias, t√™m menos necessidade dos outros, ‚ÄĒ s√£o os mais generosos e benfeitores. N√£o sei se ser√° bom que os nossos amigos n√£o necessitem de n√≥s. Como poderia mostrar meu zelo por Cipi√£o, se ele n√£o procurasse os meus conselhos e os meus servi√ßos, seja na paz, ou na guerra? A nossa amizade n√£o nasceu pois, da utilidade, mas a utilidade a seguiu.

O primeiro dever do historiador é não trair a verdade, não calar a verdade, não ser suspeito de parcialidades ou rancores.