Passagens sobre Caminhos

1151 resultados
Frases sobre caminhos, poemas sobre caminhos e outras passagens sobre caminhos para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

√Č justamente porque a humanidade n√£o sabia por onde ia que conseguiu encontrar o seu caminho.

Lutar Contra as Adversidades

Depois dos bons momentos… v√™m sempre os piores. O encontro com o mais belo da exist√™ncia n√£o anula a nossa fragilidade. Mais uma vez, ca√≠mos. Mais uma vez, experimentamos a derrota, sentimos que n√£o somos t√£o importantes quanto julg√°vamos, nem, t√£o-pouco, nada de extraordin√°rio. Estamos, mais uma vez, no ch√£o. Encolhidos. Como no ventre da nossa m√£e.

A fraqueza acumulada √© uma adversidade brutal. N√£o √© apenas necess√°rio lutar contra o que temos por diante, temos de combater tamb√©m as derrotas das lutas anteriores, todas as dores, cicatrizes e feridas abertas… todas as perdas.

O que faz à vontade o sofrimento recorrente? Aumenta a tentação de ceder ao mal. Como se fosse natural habituarmo-nos mais aos vícios do que às virtudes.

A cada passo o caminho se torna mais longo…

Sofremos o que n√£o merecemos. Mas a tristeza s√≥ √© absurda quando n√£o se sabe por que se luta… enquanto n√£o se consegue ver sentido algum na dor…

Há homens e mulheres que, longe dos olhares alheios, lutam contra adversidades enormes, que alguns imaginam impossíveis. Lutam, sofrem e erguem-se, apesar de tudo.

A sua vontade de viver e sorrir é maior do que a de desistir e chorar.

Continue lendo…

Os nossos maiores problemas não estão nos obstáculos do caminho, mas na escolha da direção errada.

Erros da Inteligência e do Coração

Os erros e as d√ļvidas da intelig√™ncia desaparecem mais depressa, sem deixar rasto, que os erros do cora√ß√£o; desaparecem n√£o tanto em consequ√™ncia de discuss√Ķes e pol√©micas como gra√ßas √† l√≥gica inilud√≠vel dos acontecimentos da vida viva, que √†s vezes trazem consigo o verdadeiro escape e mostram o caminho adequado, sen√£o logo, na primeira altura, num prazo relativamente breve, em certas ocasi√Ķes, sem haver necessidade de se esperar pela gera√ß√£o seguinte. Com os erros do cora√ß√£o o mesmo n√£o sucede. O erro do cora√ß√£o √© de maior monta; significa que o esp√≠rito frequentemente, o esp√≠rito de toda a na√ß√£o, est√° doente, sofre de qualquer cont√°gio e n√£o poucas vezes essa enfermidade, esse contacto, implicam tal grau de cegueira, que toda a na√ß√£o se torna incur√°vel… por mais tentativas que se fa√ßam para a salvar. Pelo contr√°rio, essa cegueira desfigura os factos a seu talante, deforma-os segundo as delirantes vis√Ķes do esp√≠rito doente e at√© pode suceder que toda a na√ß√£o prefira ir para a ru√≠na conscientemente, quer dizer, conhecendo j√° a sua cegueira, a deixar-se curar… pois j√° n√£o quer que a curem.

O pior é que ela poderia riscar tudo o que pensara. Seus pensamentos eram, depois de erguidos, estátuas no jardim e ela passava pelo jardim olhando e seguindo o seu caminho.

Ser Feliz

Ser feliz √© reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreens√Ķes e per√≠odos de crise. Ser feliz n√£o √© uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu pr√≥prio ser.

Ser feliz √© deixar de ser v√≠tima dos problemas e tornar-se autor da sua pr√≥pria hist√≥ria. √Č atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um o√°sis no rec√īndito da sua alma. √Č agradecer a Deus em cada manh√£ pelo milagre da vida.

Ser feliz √© n√£o ter medo dos pr√≥prios sentimentos. √Č saber falar de si mesmo. E ter a coragem de ouvir um ¬ęn√£o¬Ľ. √Č ter seguran√ßa para receber uma cr√≠tica, mesmo que injusta. √Č beijar os filhos, ter prazer com os pais e ter momentos po√©ticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.

Ser feliz √© deixar viver a crian√ßa livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de n√≥s. √Č ter maturidade para dizer ¬ęeu errei¬Ľ. √Č ter ousadia para dizer ¬ęperdoa-me¬Ľ. √Č ter sensibilidade para expressar ¬ęeu preciso de ti¬Ľ. E ter capacidade de dizer ¬ęeu amo-te¬Ľ.

Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades que lhe permita ser feliz…

Continue lendo…

A Essência da Poesia

Não aprendi nos livros qualquer receita para a composição de um poema; e não deixarei impresso, por meu turno, nem sequer um conselho, modo ou estilo para que os novos poetas recebam de mim alguma gota de suposta sabedoria. Se narrei neste discurso alguns sucessos do passado, se revivi um nunca esquecido relato nesta ocasião e neste lugar tão diferentes do sucedido, é porque durante a minha vida encontrei sempre em alguma parte a asseveração necessária, a fórmula que me aguardava, não para se endurecer nas minhas palavras, mas para me explicar a mim próprio.
Encontrei, naquela longa jornada, as doses necess√°rias para a forma√ß√£o do poema. Ali me foram dadas as contribui√ß√Ķes da terra e da alma. E penso que a poesia √© uma ac√ß√£o passageira ou solene em que entram em doses medidas a solid√£o e solidariedade, o sentimento e a ac√ß√£o, a intimidade da pr√≥pria pessoa, a intimidade do homem e a revela√ß√£o secreta da Natureza. E penso com n√£o menor f√© que tudo se apoia – o homem e a sua sombra, o homem e a sua atitude, o homem e a sua poesia – numa comunidade cada vez mais extensa, num exerc√≠cio que integrar√° para sempre em n√≥s a realidade e os sonhos,

Continue lendo…

Sei que tudo é perfeito, porque seguiu de escala a escala o caminho fatal em relação a si mesmo. Nada escapa à perfeição das coisas, é essa a história de tudo.

Tornar-se humano pode-se transformar em ideal, e sufocar-se de acr√©scimos… ser humano n√£o deveria ser um ideal para o homem que √© fatalmente humano, ser humano tem que ser o modo como eu, coisa viva, obedecendo por liberdade ao caminho do que √© vivo, sou humana.

A Diagonal da Vida

Ao olharmos o caminho que percorremos na vida, ao abarcarmos o seu ¬ęerr√≥neo curso labir√≠ntico¬Ľ (Fausto), n√£o podemos deixar de ver muita felicidade malograda, muita desgra√ßa atra√≠da, e talvez facilmente exageremos nas repreens√Ķes a n√≥s mesmos. O curso da vida n√£o √© certamente a nossa obra exclusiva, mas o produto de dois factores, a saber, a s√©rie dos acontecimentos e a das nossas decis√Ķes. S√©ries que sempre interagem e se modificam reciprocamente. Al√©m disso, h√° o facto de que, em ambas, o nosso horizonte √© sempre bastante limitado, na medida em que n√£o podemos predizer com muita antecipa√ß√£o as nossas decis√Ķes e muito menos prever os acontecimentos; na verdade, de ambos conhecemos com justeza apenas os acontecimentos e decis√Ķes actuais.
Sendo assim, enquanto o nosso alvo est√° longe, n√£o podemos dirigir-nos directamente para ele, mas s√≥ por aproxima√ß√Ķes e conjecturas, ami√ļde tendo de bordejar. Tudo o que conseguimos √© tomar decis√Ķes sempre segundo a medida das circunst√Ęncias presentes, na esperan√ßa de faz√™-lo bem, para desse modo nos aproximarmos do alvo principal. Na maioria das vezes, portanto, os acontecimentos e as nossas inten√ß√Ķes b√°sicas s√£o compar√°veis a duas for√ßas que agem em direc√ß√Ķes opostas, sendo a diagonal resultante o curso da nossa vida.

Continue lendo…

Nunca se pode dizer at√© onde esse caminho nos levar√°; cede-se primeiro em palavras e depois, pouco a pouco, em subst√Ęncia tamb√©m.

A sublimidade de desperdi√ßar uma vida que podia ser √ļtil, de nunca executar uma obra que por for√ßa seria bela, de abandonar a meio caminho a estrada certa da vit√≥ria!

Vaidade a Qualquer Preço

Muitas vezes obramos bem por vaidade, e também por vaidade obramos mal: o objecto da vaidade é que uma acção se faça atender, e admirar, seja pelo motivo, ou razão que for. Não só o que é digno de louvor é grande; porque também há cousas grandes pela sua execração; é o que basta para a vaidade as seguir, e aprovar. A maior parte das empresas memoráveis, não tiveram a virtude por origem, o vício sim; e nem por isso deixaram de atrair o espanto, e admiração dos homens.
A fama n√£o se comp√Ķe apenas do que √© justo, e o raio n√£o s√≥ se faz atend√≠vel pela luz, mas pelo estrago. A vaidade apetece o estrondoso, sem entrar na discuss√£o da qualidade do estrondo: faz-nos obrar mal, se desse mal pode resultar um nome, um reparo, uma mem√≥ria. Esta vida √© um teatro, todos queremos representar nele o melhor papel, ou ao menos um papel importante, ou em bem, ou em mal. A vaidade tem certas regras, uma delas √©, que a singularidade n√£o s√≥ se adquire pelo bem, mas tamb√©m pelo mal, n√£o s√≥ pelo caminho da virtude, mas tamb√©m pelo da culpa; n√£o s√≥ pela verdade,

Continue lendo…

A Imensa Imoralidade da Existência

Viver era como correr em c√≠rculo num grande labirinto, esse g√©nero de labirinto para crian√ßas que se v√™ em certos parques de jogos modernos; em cima de uma pedra no meio do labirinto h√° uma pedra brilhante; os m√≠udos chegam com as faces coradas, cheios de uma f√© inabal√°vel na honestidade do labirinto e come√ßam a correr com a certeza de alcan√ßarem dentro de pouco tempo o seu alvo. Corremos, corremos, e a vida passa, mas continuaremos a correr na convic√ß√£o de que o mundo acabar√° por se mostrar generoso para quem correr sem des√£nimo, e quando por fim descobrimos que o labirinto s√≥ aparentemente tende para o ponto central, √© tarde demais – de facto, o construtor do labirinto esmerou-se a desenhar v√°rias pistas diferentes, das quais s√≥ uma conduz √† p√©rola, de modo que √© o acaso cego e n√£o a justi√ßa l√ļcida o que determina a sorte dos que correm.
Descobrimos que gast√°mos todas as nossas for√ßas a realizar um trabalho perfeitamente in√ļtil, mas √© muito tarde j√° para recuarmos. Por isso n√£o √© de espantar que os mais l√ļcidos saiam da pista e suprimam algumas voltas in√ļteis para atingirem o centro cortando caminho. Se dissermos que se trata de uma ac√ß√£o imoral e maldosa,

Continue lendo…