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Guardemo-nos de erguer a felicidade da nossa vida sobre um ¬ęamplo fundamento¬Ľ, exigindo muito dessa felicidade: pois, estando apoiada sobre tal base, ela desaba mais facilmente, j√° que oferece muito mais oportunidades para acidentes, que n√£o tardam em faltar.

Se você reunir cinco sábios para tomar uma decisão, todos eles se tornarão medíocres.

O amor √© como uma planta. N√£o podes simplesmente p√ī-lo num vaso e esperar que cres√ßa. Tens de cuidar dele e de o regar.

Para a forma√ß√£o da consci√™ncia p√ļblica, para a cria√ß√£o de determinado ambiente, dada a aus√™ncia de esp√≠rito cr√≠tico ou a dificuldade de averigua√ß√£o individual, a apar√™ncia vale a realidade, ou seja: a apar√™ncia √© uma realidade pol√≠tica.

Um Grande Carácter não é Comparável

Quando vemos um grande homem, imaginamos uma semelhança com alguma personalidade histórica e profetizamos a sequência do seu carácter e do seu destino, dedução que necessariamente falhará. Ninguém jamais resolverá o problema do seu carácter, de acordo com os nossos prognósticos, mas de acordo com a própria orientação, personalíssima e sem precedente.
O car√°cter aspira √† largueza; n√£o se deve misturar com as pessoas, nem ser julgado por epis√≥dios colhidos na velocidade da vida quotidiana ou em poucas ocasi√Ķes. Como um grande edif√≠cio, necessita de perspectiva. N√£o pode formar, e provavelmente n√£o forma, rela√ß√Ķes rapidamente; e n√£o devemos desejar explica√ß√Ķes precipitadas, seja na √©tica popular ou na nossa pr√≥pria, da sua ac√ß√£o.

O Castigo do Egoísta

Quem não sabe viver com caridade e abraçar a dor dos outros, tem como castigo sentir com violência intolerável a dor própria. A dor só pode suportar-se tornando-a comum e compartilhando-a com os outros que sofrem. O castigo do egoísta está em só disso se aperceber sob a férula (castigo), tentando em vão aprender a caridade, por interesse.

Um Estado Desacostumado

N√£o √© imposs√≠vel assistir a um desvio anormal no funcionamento latente ou vis√≠vel das leis da natureza. Efectivamente, se qualquer um se der ao engenhoso trabalho de interrogar as diversas fases da sua exist√™ncia (sem esquecer qualquer delas, porque talvez fosse essa a que estava destinada a fornecer a prova do que afirmo), n√£o ser√° sem um certo espanto, que noutras circunst√Ęncias seria c√≥mico, que se recordar√° de que em determinado dia, para come√ßar a falar de coisas objectivas, foi testemunha de qualquer fen√≥meno que parecia ultrapassar, e positivamente ultrapassava, as no√ß√Ķes conhecidas fornecidas pela observa√ß√£o e pela experi√™ncia, como, por exemplo, as chuvas de sapos, cujo m√°gico espect√°culo n√£o foi a princ√≠pio compreendido pelos s√°bios. E de que, noutro dia, para falar em segundo e √ļltimo lugar de coisas subjectivas, a sua alma apresentou ao olhar investigador da psicologia, n√£o vou ao ponto de dizer uma aberra√ß√£o da raz√£o (que, no entanto, n√£o deixaria de ser curiosa; pelo contr√°rio, ainda o seria mais), mas, pelo menos, para n√£o me fazer rogado perante certas pessoas frias, que nunca perdoariam as locubra√ß√Ķes flagrantes do meu exagero, um estado desacostumado, muitas vezes grav√≠ssimo, que significa que o limite concedido pelo bom-senso √† imagina√ß√£o √©,

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