Esta vida não foi feita para ser lamentada; mas para ser usufruída.
Recentes
O ofício há-de transformar-se em natureza, a obrigação há-de converter-se em essência, e devem os homens deixar o que são, para chegarem a ser o que devem.
O homem sem educação, por mais alto que o coloquem, fica sempre um subalterno.
Quantos homens consideramos felizes apenas porque os vemos passar.
O homem médio está mais interessado numa mulher que esteja interessada nele do que numa mulher com belas pernas.
Difícil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que se mais ama. Eu desisti. Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, e sim por não ter mais condições de sofrer.
Se eu prefiro os gatos aos cães é porque não existem gatos policiais.
Sem perceber, a sociedade moderna – consumista, rápida e stressante – alterou algo que deveria ser inviolável, o ritmo de construção de pensamentos, gerando consequências muito graves para a saúde emocional, o prazer de viver, o desenvolvimento da inteligência, a criatividade e a sustentabilidade das relações sociais. Adoecemos coletivamente. Este é um grito de alerta.
O conselho é uma dádiva perigosa, mesmo dos sábios para os sábios, e tudo pode dar errado.
Todo filho da raça saxônica é educado para desejar ser o primeiro. Este é o nosso sistema; e um homem mede sua grandeza pelos arrependimentos, invejas e ódios de seus concorrentes.
O fantasioso nega a verdade para si mesmo; o mentiroso apenas para os outros.
O bom coração não sente que o é; se sentisse perderia a qualidade.
Chove. que fiz eu da vida? Fiz o que ela fez de mim… De pensada, mal vivida… Triste de quem é assim !
O Andaime
O tempo que eu hei sonhado
Quantos anos foi de vida!
Ah, quanto do meu passado
Foi só a vida mentida
De um futuro imaginado!Aqui à beira do rio
Sossego sem ter razão.
Este seu correr vazio
Figura, anônimo e frio,
A vida vivida em vão.A ‘sp’rança que pouco alcança!
Que desejo vale o ensejo?
E uma bola de criança
Sobre mais que minha ‘s’prança,
Rola mais que o meu desejo.Ondas do rio, tão leves
Que não sois ondas sequer,
Horas, dias, anos, breves
Passam — verduras ou neves
Que o mesmo sol faz morrer.Gastei tudo que não tinha.
Sou mais velho do que sou.
A ilusão, que me mantinha,
Só no palco era rainha:
Despiu-se, e o reino acabou.Leve som das águas lentas,
Gulosas da margem ida,
Que lembranças sonolentas
De esperanças nevoentas!
Que sonhos o sonho e a vida!Que fiz de mim? Encontrei-me
Quando estava já perdido.
Impaciente deixei-me
Como a um louco que teime
No que lhe foi desmentido.
A vida é uma sucessão contínua de oportunidades.
Apenas a consciência da mortalidade pode conduzir à convivência da imortalidade, à aceitação desprendida do trânsito da matéria.
O homem semeia hoje a causa, Deus amanhã amadurece o efeito.
Age com toda a sinceridade da alma; não enganes a ti próprio.
Pensar consiste, ordinariamente, em ir dos conceitos às coisas, e não das coisas aos conceitos. (em Introdução à Metafísica)
Os desgostos da vida ensinam a arte do silêncio.