Há três categorias de homens: a) os que contam a sua história; b) os que não a contam; c) os que não a têm.
Recentes
Criamos um futuro sustentável quando investimos nos pobres, e não quando insitimos no seu sofrimento.
Quanto maior é um romance ou um poema, mais a sua magia nos separa da mão de barro que o escreveu.
A alma da gente, como sabes, é uma casa assim disposta, não raro com janelas para todos os lados, muita luz e ar puro.
As armas não conhecem limites.
A natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável.
Nunca Nos Separamos do Primeiro Amor
Já o disse em Hiroshima Mon Amour: o que conta não é a manifestação do desejo, da tentativa amorosa. O que conta é o inferno da história única. Nada a substitui, nem uma segunda história. Nem a mentira. Nada. Quanto mais a provocamos, mais ela foge. Amar é amar alguém. Não há um múltiplo da vida que possa ser vivido. Todas as primeiras histórias de amor se quebram e depois é essa história que transportamos para as outras histórias. Quando se viveu um amor com alguém, fica-se marcado para sempre e depois transporta-se essa história de pessoa a pessoa. Nunca nos separamos dele.
Não podemos evitar a unicidade, a fidelidade, como se fôssemos, só nós, o nosso próprio cosmo. Amar toda a gente, como proclamam algumas pessoas e os cristãos, é embuste. Essas coisas não passam de mentiras. Só se ama uma pessoa de cada vez. Nunca duas ao mesmo tempo.
A vaidade alheia só nos é antipática quando vai de encontro a nossa.
Taça De Coral
Lícias, pastor – enquanto o sol recebe,
Mugindo, o manso armento e ao largo espraia.
Em sede abrasa, qual de amor por Febe,
– Sede também, sede maior, desmaia.Mas aplacar-lhe vem piedosa Naia
A sede d’água: entre vinhedo e sebe
Corre uma linfa, e ele no seu de faia
De ao pé do Alfeu tarro escultado bebe.Bebe, e a golpe e mais golpe: – “Quer ventura
(Suspira e diz) que eu mate uma ânsia louca,
E outra fique a penar, zagala ingrata!Outra que mais me aflige e me tortura,
E não em vaso assim, mas de uma boca
Na taça de coral é que se mata”,
Não Sei de quem Recordo meu Passado
Não sei de quem recordo meu passado
Que outrem fui quando o fui, nem me conheço
Como sentindo com minha alma aquela
Alma que a sentir lembro.
De dia a outro nos desamparamos.
Nada de verdadeiro a nós nos une
Somos quem somos, e quem fomos foi
Coisa vista por dentro.
O sexo é o alívio da tensão. O amor é a causa
Há dentro de nós a exigência absoluta de sermos eternos e a certeza de o não sermos. O absurdo é a centelha do contacto destes dois opostos.
Há poucas desgraças neste mundo que não possas transformar num triunfo pessoal se tiveres uma vontade férrea e a competência necessária.
Acabarei como aquele que disse que pouco louvou na vida e se arrepende de não ter louvado ainda menos.
Não existe fórmula mágica para encontrar a ‘alma gêmea’. Pode-se vasculhar o mundo e, de repente, todo o tempo ela esteve ao seu lado. Deixe acontecer naturalmente, afinal não somos nós que as procuramos, mas elas quem se procuram por nós!
Deus é o poeta, os homens são apenas os atores.
De que me vale ser filho da santa? Melhor seria ser filho da outra Outra realidade menos morta Tanta mentira, tanta força bruta
A vida é para nós o que concebemos dela. Para o rústico cujo campo lhe é tudo, esse campo é um império. Para o César cujo império lhe ainda é pouco, esse império é um campo. O pobre possui um império; o grande possui um campo. Na verdade, não possuímos mais que as nossas próprias sensações; nelas, pois, que não no que elas vêem, temos que fundamentar a realidade da nossa vida.
Saber Ouvir os Outros
Saber ouvir não é deixar cair a cabeça em concordância com tudo o que é dito nem é ficar estupefacto e inexpressivo enquanto o outro fala, é sim, e pelo contrário, perceber se quem se dirige a ti quer informar-te, partilhar ou desafiar-te sobre alguma questão a teu próprio respeito ou simplesmente apoderar-se da tua mente para tornar a sua mais forte com o intuito de te conseguir manipular a seu bel-prazer.
Consegues fazer a destrinça entre estes dois tipos de pessoas? E-te fácil distinguir um do outro?
Consegues identificar duas pessoas com quem recentemente tenhas conversado e com quem tenhas sentido realidades tão ambíguas como estas?
O que sentiste após cada conversa?
Agradeceste ao primeiro e expulsaste o segundo da tua vida ou culpaste o primeiro e resignaste-te perante o segundo?É fundamental que consigas aperceber-te disto e é por isso que a inteligência emocional é um requisito tão importante para quando somos os recetores da verdade ou do ego de quem se dirige a nós. Nunca te esqueças do seguinte: independentemente daquilo que te possam dizer, és tu que permites que essa pessoa continue a fazer parte da tua vida, és tu que te pões a jeito porque levas essa pessoa demasiado a sério,
O bonito me encanta. Mas o sincero, ah! Esse me fascina.