Cita√ß√Ķes sobre Amor

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Frases sobre amor, poemas sobre amor e outras cita√ß√Ķes sobre amor para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Quem trata bem apenas os elementos √ļteis √© um ego√≠sta. Amor verdadeiro √© o sentimento que faz o homem tratar bem at√© os elementos in√ļteis.

Embora as pessoas sintam uma mágoa e sentimento de perda genuínos pela morte dos entes queridos, esta dor está relacionada com o apego ou uma falsa identificação da mente, e não com o amor. Para além disso, uma vida de isolamento e solidão não salva ninguém do apego e do sofrimento.

Hóstias

A Emílio de Menezes

Nos arminhos das nuvens do infinito
Vamos noivar por entre os esplendores,
Como aves soltas em vergéis de flores,
Ou penitentes de um estranho rito.

Que seja nosso amor — sid√©rio mito! —
O límpido turíbulo das dores,
Derramando o incenso dos amores
Por sobre o humano coração aflito.

Como num templo, numa clara igreja,
Que o sonho nupcial gozado seja,
Que eu durma e sonhe nos teus níveos flancos.

Contigo aos astros f√ļlgidos alado,
Que sejam hóstias para o meu noivado
As flores virgens dos teus seios brancos!

A Inconst√Ęncia no Amor e na Amizade

N√£o pretendo justificar aqui a inconst√Ęncia em geral, e menos ainda a que vem s√≥ da ligeireza; mas n√£o √© justo imputar-lhe todas as transforma√ß√Ķes do amor. H√° um encanto e uma vivacidade iniciais no amor que passa insensivelmente, como os frutos; n√£o √© culpa de ningu√©m, √© culpa exclusiva do tempo. No in√≠cio, a figura √© agrad√°vel, os sentimentos relacionam-se, procuramos a do√ßura e o prazer, queremos agradar porque nos agradam, e tentamos demonstrar que sabemos atribuir um valor infinito √†quilo que amamos; mas, com o passar do tempo, deixamos de sentir o que pens√°vamos sentir ainda, o fogo desaparece, o prazer da novidade apaga-se, a beleza, que desempenha um papel t√£o importante no amor, diminui ou deixa de provocar a mesma impress√£o; a designa√ß√£o de amor permanece, mas j√° n√£o se trata das mesmas pessoas nem dos mesmos sentimentos; mant√™m-se os compromissos por honra, por h√°bito e por n√£o termos a certeza da nossa pr√≥pria mudan√ßa.
Que pessoas teriam começado a amar-se, se se vissem como se vêem passados uns anos? E que pessoas se poderiam separar se voltassem a ver-se como se viram a primeira vez? O orgulho, que é quase sempre senhor dos nossos gostos,

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Siga-se Amor

Ou fosse, Nize, em nós pouca cautela,
Ou que alguém pressentisse o nosso enleio,
Tudo se sabe já; tudo é já cheio,
Qu’algum cuidado há muito nos disvela.

Dizem, qu’eu sou feliz, que tu és bela;
E às vezes com satírico rodeio,
Um murmura, outro zomba, e sem receio
A fama cada qual nos atropela.

Mas se nunca se tapa a boca à gente,
E se amor sempre activo nos devora,
Porque aquela é mordaz, porque este ardente;

Adoremo-nos pois como até agora:
Siga-se amor; arraste-se a corrente;
E se o mundo falar, que fale embora.

O amor, seja por quem for ou em que circunst√Ęncias, deveria estar imune a qualquer culpa e a qualquer atrito. Acredito profundamente que quando se ama, √© largada para o ar que todos respiramos uma esp√©cie de energia capaz de contagiar gente que acabou de se conhecer, e de todas as partes do mundo, ao ponto de transformar as suas indecis√Ķes em a√ß√Ķes.

De Amor

Considera o amor como um retoque num quadro antigo
que subitamente o vem iluminar:
vimo-nos muitas vezes antes de seres no meu olhar
aquela luz em um país perdido
que tu quiseste em v√£o esconder, negar.

O quadro manteve o mesmo fulgor:
a reverberação no silêncio da perda,
o desamor.

Quem avivou o brilho das tintas, quem corrigiu o baço
sinal da morte? Fal√°mos de uma dor
num fundo esbatido. Fal√°mos do grito mudo do teu corpo.
Fal√°mos de amor.

Gosto de Amar

gosto de amar com os dedos,
encontrar o centímetro em que nasce o orgasmo
em ti, perceber a extens√£o da forma como te sobressaltas,
e encostar-te o meu ouvido à boca para ouvir a voz de
deus.

gosto de amar com os olhos,
gastar a hipótese do sono e ver-te adormecer,
a noite escura e o silêncio de um abraço,
e se queres que te diga
só te escolhi por engano, queria o amor dos livros
e virei escritor, os dias inteiros à espera do teu corpo
para que as metáforas aconteçam.

gosto de amar com as l√°grimas,
praticar o abismo, a largura estreita dos teus l√°bios,
a sensação de mar excessivo da tua língua,
até a maneira como me percorres o sexo
com a extremidade da tua respiração parada,
e sobretudo submeter-me ao castigo da emoção
de te amar ainda depois do final do prazer,
a pequena morte acabada
e a vida toda outra vez a começar.

gosto de amar com o que me resta,
e tudo o que sei é que me resta amar-te.

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Dona Abastança

¬ęA caridade √© amor¬Ľ
Proclama dona Abastança
Esposa do comendador
Senhor da alta finança.

Família necessitada
A boa senhora acode
Pouco a uns a outros nada
¬ęDar a todos n√£o se pode.¬Ľ

J√° se deixa ver
Que n√£o pode ser
Quem
O que tem
D√° a pedir vem.

O bem da bolsa lhes sai
E sai caro fazer o bem
Ela d√° ele subtrai
Fazem como lhes convém
Ela aos pobres d√° uns cobres
Ele incans√°vel l√° vai
Com o que tira a quem n√£o tem
Fazendo mais e mais pobres.

J√° se deixa ver
Que n√£o pode ser
Dar
Sem ter
E ter sem tirar.

Todo o que milh√Ķes furtou
Sempre ao bem-fazer foi dado
Pouco custa a quem roubou
Dar pouco a quem foi roubado.

Oh engano sempre novo
De t√£o estranha caridade
Feita com dinheiro do povo
Ao povo desta cidade.

Insatisfeito

Quem ler os versos meus onde h√° certa tristeza
e certo desencanto suave e contrafeito,
poder√° num momento pensar, com certeza,
que trago inutilmente um cora√ß√£o no peito!…

E que vivo afinal inquieto e insatisfeito
de paix√£o em paix√£o… de surpresa em surpresa,
– como um rio a mudar o curso do seu leito
sem saber aonde o arrasta a própria correnteza!

E acertar√° talvez, – pois falta essa mulher
que consiga escrever seu nome em minha vida
sem deixar no passado outro nome qualquer…

Falta-me um grande amor… Falta-me tudo em suma!
E sinto a alma vazia, estranha e incompreendida
por ter amado tantas sem amar nenhuma!

Baladas Rom√Ęnticas – Verde…

Como era verde este caminho!
Que calmo o céu! que verde o mar!
E, entre fest√Ķes, de ninho em ninho,
A Primavera a gorjear!…
Inda me exalta, como um vinho,
Esta fatal recordação!
Secou a flor, ficou o espinho…
Como me pesa a solid√£o!

√ďrf√£o de amor e de carinho,
√ďrf√£o da luz do teu olhar,
РVerde também, verde-marinho,
Que eu nunca mais hei de olvidar!
Sob a camisa, alva de linho,
Te palpitava o cora√ß√£o…
Ai! coração! peno e definho,
Longe de ti, na solid√£o!

Oh! tu, mais branca do que o arminho,
Mais p√°lida do que o luar!
– Da sepultura me avizinho,
Sempre que volto a este lugar…
E digo a cada passarinho:
“N√£o cantes mais! que essa can√ß√£o
Vem me lembrar que estou sozinho,
No ex√≠lio desta solid√£o!”

No teu jardim, que desalinho!
Que falta faz a tua m√£o!
Como inda √© verde este caminho…
Mas como o afeia a solid√£o!

O entusiasmo. A necessidade de inovar e come√ßar coisas novas. O amor √† vida. O sentido da beleza. A vontade de sonhar, que ainda n√£o passou. Se √© que tenho qualidades, essa √© uma delas. Quando tomo conta de um projecto que me agrade, sou outra vez um mi√ļdo de 20 anos.

Precisamos dar um sentido humano √†s nossas constru√ß√Ķes. E, quando o amor ao dinheiro, ao sucesso nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os l√≠rios do campo e as aves do c√©u.

modo de amar

prometo ser-te fiel se mo fores
também, não é certo que mo venhas a
ser. por isso, j√° to perdoo

prefiro partir assim para o resto da
vida. assim, com os olhos abertos à
frustração e talvez à vulnerabilidade

n√£o prevejo nada em concreto, acredita,
não tenho olhos para outras moças,
só o digo assim por ser verdade

que tarde ou cedo havemos de encontrar
nos outros motivos de inusitado
interesse, e depois, pergunto,

vale mais que acordemos um amor
sobreposto ao futuro, um amor agora
que tenha conhecimento do futuro

e n√£o esperar mais nada sen√£o
a verdade. a decadente verdade que
chega j√° depois dos primeiros beijos