Passagens de Immanuel Kant

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Todo o conhecimento humano come√ßou com intui√ß√Ķes, passou da√≠ aos conceitos e terminou com ideias.

Os Germes da Natureza

Numa floresta, as árvores, justamente pelo facto de que uma tenta arrebatar da outra o ar e o sol, esforçam-se à porfia por se ultrapassarem umas às outras e, portanto, crescem belas e erectas. Porém, pelo contrário, as que lançam em liberdade os seus ramos segundo a sua vontade, afastadas de outras árvores, crescem mirradas, contorcidas e curvadas. Toda a cultura, toda a arte, que ornamentam a humanidade, assim como a ordem social mais bela, são frutos da falta de sociabilidade, que é forçada por si mesma a disciplinar-se e a desabrochar com isso por completo, impondo-se tal artifício, os germes da natureza.

√Č por isso que se mandam as crian√ßas √† escola: n√£o tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar calmas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois n√£o pensem mesmo que t√™m de p√īr em pr√°tica as suas ideias.

A simples consciência, mas empiricamente determinada, da minha própria existência prova a existência dos objetos no espaço fora de mim.

A democracia constitui necessariamente um despotismo, porquanto estabelece um poder executivo contrário à vontade geral. Sendo possível que todos decidam contra um cuja opinião possa diferir, a vontade de todos não é por tanto a de todos, o qual é contraditório e oposto à liberdade.

A Insoci√°vel Sociabilidade dos Homens

O meio que a natureza utiliza para levar a bom termo o desenvolvimento de todas as suas disposi√ß√Ķes √© o seu antagonismo no interior da sociedade, na medida em que este √©, no entanto, no final de contas, a causa de uma organiza√ß√£o regular dessa sociedade. Entendo aqui por antagonismo a insoci√°vel sociabilidade dos homens, ou seja, a sua inclina√ß√£o para entrar em sociedade, inclina√ß√£o que √© contudo acompanhada de uma repulsa geral a entrar em sociedade, que amea√ßa constantemente desagreg√°-la.

A ¬ęautonomia¬Ľ da vontade √© o princ√≠pio √ļnico de todas as leis morais e dos deveres que est√£o em conformidade com elas.

A moral, propriamente dita, não é a doutrina que nos ensina como sermos felizes, mas como devemos tornar-nos dignos da felicidade.

Ser feliz é necessariamente o desejo de todo o ser razoável mas finito, portanto é inevitavelmente um princípio determinante da sua faculdade de desejar.