Passagens sobre Ciência

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Frases sobre ci√™ncia, poemas sobre ci√™ncia e outras passagens sobre ci√™ncia para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Mas faz algu√©m que se tenha apaixonado ouvir o ronco do seu est√īmago, e a unidade de corpo e alma, essa ilus√£o l√≠rica da idade da ci√™ncia, imediatamente cai por terra.

Existem muitas hipóteses em ciência que estão erradas. Isso é perfeitamente aceitável, eles são a abertura para achar as que estão certas.

O Fundamento da Cultura

O fundamento da cultura, assim como do car√°cter, √© por fim o sentimento moral. Essa √© a fonte do poder, que preserva a sua eterna jovialidade, e obt√©m a sua renda de cada novidade da ci√™ncia. A ci√™ncia corrige os velhos credos e p√Ķe de lado, com cada nova percep√ß√£o, os nossos catecismos infantis. Mas ela necessita de uma f√© comensur√°vel com as √≥rbitas mais largas e as leis universais que descobre. Mesmo assim, ela n√£o surpreende o sentimento moral, pois este √© mais antigo e aguardava expectante essas descobertas mais amplas.

A Grande Inteligência é Sobreviver

A grande Inteligência é sobreviver.
As tartarugas portanto n√£o s√£o teimosas nem lentas, dominam;
SIM, a ciência.
Toda a tecnologia √© quase in√ļtil e est√ļpida,
porque a artesanal tartaruga,
a espont√Ęnea TARTARUGA,
permanece sobre a terra mais anos que o homem.
Portanto,
como a grande inteligência é sobreviver,
a tartaruga é Filósofa e Laboratório,
e o Homem que já foi Rei da criação
n√£o passa, afinal, de um crust√°ceo FALSO,
um lavagante pedante;
um animal de cabeça dura. Ponto.

O Pudor é um Sentimento Masculino

O pudor √© um sentimento masculino. Quando uma mulher conhece outra, ao fim de dez minutos est√° j√° a explicar-lhe como √© que o marido trabalha na cama. Ao fim de dez anos ou de uma vida, um homem n√£o explica a outro como trabalha a mulher. √Č que o homem n√£o √© um novo-rico do sexo. Ou respeita a mulher por simples machismo?
Porque √© por machismo, por exemplo, que muitas vezes admira uma mulher que se distinguiu nas artes ou nas ci√™ncias. Implicitamente tem-se a ideia de que o normal seria n√£o se distinguir. Se portanto se distingue, √© isso t√£o extraordin√°rio como um trapezista de circo ou coisa assim. Admirando-se ent√£o a mulher, simultaneamente se humilha. Dessa humilha√ß√£o se fazem muitas admira√ß√Ķes.

O Homem não é um Ser Egoísta

Todos os homens est√£o prontos a morrer pelo que amam. N√£o diferem a n√£o ser pelo grau da coisa amada e da concentra√ß√£o ou dispers√£o do amor. Ningu√©m se desama a si mesmo. O homem deseja ser ego√≠sta e n√£o consegue. √Č a caracter√≠stica mais tocante da sua desgra√ßa e a fonte da sua grandeza.
O homem dedica-se sempre a uma ordem. No entanto, salvo ilumina√ß√£o sobrenatural, esta ordem tem como n√ļcleo o pr√≥prio ou um ser particular (que pode ser uma abstrac√ß√£o) para o qual se transferiu (Napole√£o para os soldados, a Ci√™ncia, o Partido, etc.). Ordem perspectiva.

O Espaço Que a Tecnologia Expulsa

A tecnologia que inunda o mundo de hoje, e a ciência que a serviu, não o invadem apenas na parte exterior do homem mas ainda os seus domínios interiores. Assim o que daí foi expulso não deixou apenas o vazio do que o preenchia, mas substituiu-o pelo que marcasse a sua presença. O mais assinalável dessa presença é por exemplo um computador.

Em ciência não existe um erro tão grosseiro que, amanhã ou depois, sob alguma perspectiva, não pareça profético.

Meus amigos, uma falsa ci√™ncia gera ateus, mas a verdadeira ci√™ncia leva os homens a se curvar diante da divindade…

A Vantagem do Conhecimento Alargado

No que se refere ao esp√≠rito dotado de capacidades elevadas – o √ļnico que pode ousar a solu√ß√£o dos grandes e dif√≠ceis problemas concernentes ao universal e geral das coisas -, ele far√° bem em estender o m√°ximo poss√≠vel o seu horizonte, mas sempre com equanimidade, para todos os lados, sem se perder muito numa dessas regi√Ķes bem espec√≠ficas e conhecidas apenas por poucos. Ou seja, sem penetrar demasiado profundamente nas especialidades de alguma ci√™ncia isolada, muito menos envolver-se com a micrologia. Pois n√£o tem necessidade de se dedicar a objectos de dif√≠cil acesso para livrar-se da multid√£o de concorrentes; pelo contr√°rio, justamente aquilo que est√° ao alcance de todos √© o que fornecer√° a mat√©ria para combina√ß√Ķes novas, importantes e verdadeiras. Desse modo, o seu m√©rito poder√° ser apreciado por todos os que conhecem os dados, portanto, por uma boa parte do g√©nero humano. Nisso reside a imensa diferen√ßa entre a gl√≥ria que os poetas e os fil√≥sofos alcan√ßam e aquela acess√≠vel a f√≠sicos, qu√≠micos, anatomistas, mineralogistas, zo√≥logos, fil√≥logos, historiadores, etc.

Pensamos de Mais e Sentimos de Menos

Queremos todos ajudar-nos uns aos outros. Os seres humanos são assim. Queremos viver a felicidade dos outros e não a sua infelicidade. Não queremos odiar nem desprezar ninguém. Neste mundo há lugar para toda a gente. E a boa terra é rica e pode prover às necessidades de todos.
O caminho da vida pode ser livre e belo, mas desvi√°mo-nos do caminho. A cupidez envenenou a alma humana, ergueu no mundo barreiras de √≥dio, fez-nos marchar a passo de ganso para a desgra√ßa e a carnificina. Descobrimos a velocidade, mas prendemo-nos demasiado a ela. A m√°quina que produz a abund√Ęncia empobreceu-nos. A nossa ci√™ncia tornou-nos c√≠nicos; a nossa intelig√™ncia, cru√©is e impiedosos. Pensamos de mais e sentimos de menos. Precisamos mais de humanidade que de m√°quinas. Se temos necessidade de intelig√™ncia, temos ainda mais necessidade de bondade e do√ßura. Sem estas qualidades, a vida ser√° violenta e tudo estar√° perdido.
O avi√£o e a r√°dio aproximaram-nos. A pr√≥pria natureza destes inventos √© um apelo √† fraternidade universal, √† uni√£o de todos. Neste momento, a minha voz alcan√ßa milh√Ķes de pessoas atrav√©s do mundo, milh√Ķes de homens sem esperan√ßa, de mulheres, de crian√ßas, v√≠timas dum sistema que leva os homens a torturar e a prender pessoas inocentes.

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Ode Triunfal

√Ä dolorosa luz das grandes l√Ęmpadas el√©ctricas da f√°brica
Tenho febre e escrevo.
Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,
Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos.

√ď rodas, √≥ engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno!
Forte espasmo retido dos maquinismos em f√ļria!
Em f√ļria fora e dentro de mim,
Por todos os meus nervos dissecados fora,
Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto!
Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos,
De vos ouvir demasiadamente de perto,
E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um excesso
De express√£o de todas as minhas sensa√ß√Ķes,
Com um excesso contempor√Ęneo de v√≥s, √≥ m√°quinas!

Em febre e olhando os motores como a uma Natureza tropical –
Grandes tr√≥picos humanos de ferro e fogo e for√ßa –
Canto, e canto o presente, e também o passado e o futuro,
Porque o presente é todo o passado e todo o futuro
E há Platão e Virgílio dentro das máquinas e das luzes eléctricas
Só porque houve outrora e foram humanos Virgílio e Platão,
E pedaços do Alexandre Magno do século talvez cinquenta,

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Só se pode chamar ciência ao conjunto de receitas que funcionam sempre. Tudo o resto é literatura.

Inteligência de Rotina

A matem√°tica √© uma ci√™ncia muito bela. Os matem√°ticos por√©m, muitas vezes, nada valem. Acontece com a matem√°tica quase o mesmo que com a teologia. Da mesma maneira que os homens se dedicam √† √ļltima, por pouco que exer√ßam uma fun√ß√£o p√ļblica, pretendem ter um cr√©dito particular de santidade e um parentesco mais estreito com Deus, ainda que entre eles haja um grande n√ļmero de aut√™nticos tratantes, os pretensos matem√°ticos exigem com muita frequ√™ncia ser considerados profundos pensadores, embora entre eles se encontrem as mentes mais entulhadas de mix√≥rdias, incapazes de fazer qualquer trabalho que exija reflex√£o e que n√£o possa ser reduzido de imediato a essa combina√ß√£o f√°cil de sinais que √© mais obra da rotina do que do pensamento.

A ci√™ncia √© grosseira, a vida √© subtil, e √© para corrigir essa dist√Ęncia que a literatura nos importa.

A Leitura √© a Mais Nobre das Distrac√ß√Ķes

Se o gosto pelos livros aumenta com a intelig√™ncia, os perigos, como vimos, diminuem com ela. Um esp√≠rito original sabe subordinar a leitura √† actividade pessoal. Ela √© para ele apenas a mais nobre das distra√ß√Ķes, sobretudo a mais enobrecedora, pois, s√≥ a leitura e o saber conferem ¬ęas boas maneiras¬Ľ do esp√≠rito. O poder da nossa sensibilidade e da nossa intelig√™ncia, s√≥ o podemos desenvolver dentro de n√≥s pr√≥prios, nas profundezas da nossa vida espiritual. Mas √© nesse contacto com os outros esp√≠ritos que a leitura √©, que se faz a educa√ß√£o das “maneiras” do esp√≠rito. Os letrados permanecem, apesar de tudo, como as pessoas not√°veis da intelig√™ncia, e ignorar um determinado livro, uma determinada particularidade da ci√™ncia liter√°ria, ser√° sempre, mesmo num homem de g√©nio, uma marca de grosseria intelectual. A distin√ß√£o e a nobreza consistem na ordem do pensamento tamb√©m, numa esp√©cie de franco-ma√ßonaria de costumes, e numa heran√ßa de tradi√ß√Ķes.