Passagens de Alain

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Frases, pensamentos e outras passagens de Alain para ler e compartilhar. Os melhores escritores est√£o em Poetris.

O amor da verdade em si parece-me, até nova reflexão, um simples jogo de palavras.

Saber é compreender como é que a mais insignificante das coisas está ligada ao todo; nada existe por si só.

A l√≥gica mais rigorosa n√£o passa de um invent√°rio das liga√ß√Ķes que fazem uma maneira de dizer depender de uma outra.

A experiência como espectáculo é naturalmente enganadora.

Desejos em Função das Necessidades

O desejo tem mais fantasia do que a inclinação, e nem sempre ocorre segundo a necessidade. Pode-se desejar uma coisa da qual não se tem experiência. Por isso não existe limite aos desejos que os inventores nos possam dar, como o avião, o rádio, a televisão, ir à lua, etc. Deseja-se o novo. A sensatez exige que estabeleçamos os nossos desejos a partir das nossas necessidades e mesmo (afinal, adquirem-se necessidades) a partir do nível médio dos homens.

Enganarmo-nos é o preço de pensarmos, a humanidade reina graças à ousadia dos seus erros.

Gosto de supor que a obra de arte é o que provoca a salvação da alma pelo menos durante um instante.

O trabalho que não pode separar a ideia é um trabalho contra a natureza. A ideia não existe, o que existe é o indivíduo.

A felicidade não é algo que se persegue, mas algo que se tem. Não existindo essa posse, é apenas uma palavra.

Todas as paix√Ķes, como nome indica, v√™m do facto de sofrermos em vez de governarmos.

Sempre houve duas religi√Ķes, uma das quais nos puxa para fora e para as pr√°ticas, e a outra, pelo contr√°rio, que nos reconduz a algo de indom√°vel em n√≥s mesmos.

Qualquer Conhecimento Vem a Partir da Experiência

Qualquer conhecimento vem a partir da experi√™ncia. Compreendam que aquele que s√≥ quisesse consultar o seu esp√≠rito e fechar todos os seus sentidos n√£o poderia pensar absolutamente nada; encontraria ainda menos nessa medita√ß√£o somente interior alguma verdade relativa ao mundo… na massa dos nossos conhecimentos, que n√£o passam da massa das nossas experi√™ncias, deve-se contudo distinguir os que se baseiam na constata√ß√£o segundo as regras, isto √©, com avalia√ß√Ķes, repeti√ß√Ķes, testemunhos, provas e contraprovas, e os que s√£o poss√≠veis de provar ou demonstrar √† maneira do ge√≥metra.

Quanto melhor se enche a vida, menos se tem medo de perdê-la.

Não é possível ler quando não se conhecem as letras, só que as letras são apagadas pelo sentido.

Toda a consci√™ncia √© de ordem moral, pois sempre op√Ķe o que deveria ser ao que √©.

√Č preciso querer ser feliz e contribuir para isso. Se ficarmos na posi√ß√£o do espectador impass√≠vel, deixando para a felicidade apenas a entrada livre e as portas abertas, ser√° a tristeza que entrar√°.

O erro consiste em supormos que a ação tende para o prazer, pois o prazer acompanha a ação.