Cita√ß√Ķes de Vasco Pinto de Magalh√£es

25 resultados
Frases, pensamentos e outras cita√ß√Ķes de Vasco Pinto de Magalh√£es para ler e compartilhar. Os melhores escritores est√£o em Poetris.

Saber Discernir

Primeiro p√°ra, senta-te e pensa o que pretendes de bem. Depois, pondera, n√£o as hip√≥teses te√≥ricas, mas as possibilidades reais. Ent√£o, entre duas realidades, podes escolher a melhor. Discernir n√£o √© descobrir a √ļnica hip√≥tese boa, √© decidir, entre coisas boas, qual √© a melhor, a mais construtiva para si e para os outros. Se √© f√°cil ou dif√≠cil, isso n√£o conta.

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Uma Boa Ideia

Não há nada mais prático do que uma boa ideia. Uma boa ideia não é apenas algo de interessante que nos vem à cabeça, mas é, sobretudo, um propósito que nos leva a fazer o bem e a querer ser bons. Há pessoas que ficam a discutir ideias até se desgastarem. E há outras que procuram confrontar as suas ideias na acção para mudar o mundo.

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A Fraqueza Infantil do Orgulho

Todos querem a paz, mas h√° muita gente que n√£o se disp√Ķe a fazer as pazes. Parece que n√£o acreditam que duas pessoas zangadas ou um casal desavindo se possam reconciliar. Preferem afirmar posi√ß√Ķes. De facto, o orgulhoso n√£o √© inteligente! Se fosse inteligente, j√° teria percebido que a coisa mais humana √© levantar-se dos seus erros e recome√ßar cada dia. N√£o o tentar e agarrar-se aos seus direitos parece for√ßa, mas √© fraqueza infantil.

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Dialogar em Vez de Discutir

Est√° o casal aos gritos, est√£o os pol√≠ticos aos berros… E comenta-se a prop√≥sito: “√Č preciso discutir para chegar a algum lado, da discuss√£o nasce a luz”. Bem, a verdade √© que n√£o se v√™ nada. S√≥ quando sou capaz de ouvir, quando sinceramente admito que o outro pode ter raz√£o ou parte dela, √© que posso come√ßar a ver. √Č isso que acontece? Deus queira… Discutir √© querer ganhar. Dialogar √© procurar a verdade com o que h√° de bom em cada um.

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Fazer o que se Gosta ou Gostar do que se Faz?

Fazer o que se gosta ou gostar do que se faz? Pode parecer o mesmo, mas é bem diferente. Já santo Agostinho dizia que o segredo de uma vida feliz estava em gostar Рe aprender a gostar Рde fazer aquilo que se tem que fazer e que é a nossa missão. Quem só faz aquilo de que gosta, limita-se a seguir os seus apetites e fica criança mimada. Nem é feliz, nem se pode contar com ele.

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Quem S√≥ Pensa em Si…

Um dos principais motivos da viol√™ncia √© a pessoa dar mais aten√ß√£o ao que se passa dentro dela, aos seus conflitos e press√Ķes, do que √†quilo que acontece fora. S√≥ pensa nela, s√≥ v√™ o seu umbigo, e n√£o mede com objectividade o que lhe √© exterior. N√£o comunica, explode; n√£o fala, desabafa e exige; n√£o ouve, imp√Ķe e ataca. Quem s√≥ pensa em si, fica cego e culpa os outros. E descarrega neles a sua raiva sem qualquer medida ou respeito.

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Vale Mais Perdoar do que Vingar-se

Vale mais perdoar do que vingar-se. Acreditar nisto e viv√™-lo √© ter f√©. H√° quem pense que ter f√© √© acreditar noutras vidas. Mas um acto de f√©, de f√© vivida, √© acreditar e agir convencido que mais vale amar. √Č f√© porque anda tudo a dizer o contr√°rio: ‘Vinga-te, mostra os teus direitos, imp√Ķe-te.’ √Č nisso que as pessoas acreditam, e o nosso mundo √© o que se v√™, porque n√£o se acredita no amor.

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Optimizar, em Vez de Ser Optimista

Ser optimista √© bom, mas tem os seus perigos. O optimista pode n√£o perceber bem os problemas dos outros, pode n√£o dar o verdadeiro valor ao mal. Outra coisa √© ter a capacidade de optimizar. Optimizar √© tirar o melhor partido poss√≠vel de tudo o que acontece, mesmo de uma cat√°strofe. Perante ela, quem sabe optimizar p√Ķe-se numa atitude positiva, anima os outros e reage bem. Mais vale optimizar que ser optimista.

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Ser Feliz

Ser feliz √© ter futuro e √© dar futuro. Todos pensamos ser felizes e acordamos todos os dias com esse desejo. Mas ser feliz n√£o √© uma sorte, nem √© aus√™ncia de problemas. √Č viver com sentido, com coragem, construindo o futuro e dando futuro. Isso depende de mim.

Era uma vez um homem que corria e corria pela vida… A vida era curta e necessitava de correr muito para gozar muito e ser feliz. E quanto mais corria, mais necessitava de correr! Descobria sempre mais lugares para visitar! Necessitava encontrar tudo e gozar de tudo. At√© que um dia, cansado de tanto correr, parou. Ent√£o, a felicidade p√īde alcan√ß√°-lo.

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Ser Realista Sem Perder o Ideal

√Č preciso viver com os p√©s na terra e a cabe√ßa no c√©u. Isto √©, ser realista sem perder o ideal. Ali√°s, um ideal – e n√£o um idealismo – √© uma meta concreta, poss√≠vel, onde se pretende chegar. Por isso, a primeira coisa que a pessoa de ideais tem a fazer √© conhecer muito bem a sua realidade. S√≥ conhecendo e amando essa realidade, saber√° faz√™-la crescer e purific√°-la do que n√£o √© ideal.

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N√£o Fa√ßas Mudan√ßas ou Op√ß√Ķes Quando Est√°s em Baixo

Em tempo de desola√ß√£o n√£o se fazem mudan√ßas. √Č um antigo princ√≠pio da sabedoria que se pode traduzir assim: quando andas em baixo, n√£o fa√ßas op√ß√Ķes. Sim, ent√£o n√£o se tem luz nem discernimento para o fazer. Espera pacientemente, clarifica-te, que chegar√° o momento certo da decis√£o.

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Vida Difícil

Enquanto não aceitarmos que a vida é difícil, e isso não é mau, não só não arranjamos estratégias e calma para vencer as dificuldades, como as aumentamos e arranjamos uma dificuldade maior. O que torna a vida ainda mais difícil do que é na realidade é pensar que ela devia ser fácil ou que alguém tem direito à facilidade.

A Felicidade Vem do Compromisso

A felicidade vem do compromisso. Alguns pensam que n√£o, que uma pessoa mais solta, sem liga√ß√Ķes nem obriga√ß√Ķes, √© mais feliz! Ser√°? Ela faz o que lhe apetece e n√£o o que quer. Fica escrava das ondas, das emo√ß√Ķes, vai para onde puxa o que ‘est√° a dar’ e n√£o para onde quer e deve. Estar solto n√£o √© o mesmo que ser livre. E comprometer-se livra-nos da escravid√£o das fantasias e dos apetites.

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Crescer ou Decrescer

Tudo o que n√£o cresce, decresce e arrisca-se a desaparecer. Este parece ser um princ√≠pio b√°sico da vida. N√£o h√° meio termo, ningu√©m fica de fora desta realidade. Se deixo de investir numa rela√ß√£o, ela n√£o se aguenta; se n√£o dou continuidade √† minha forma√ß√£o, deformo-me inevitavelmente, e por a√≠ fora… E quem n√£o continua a investir na f√© e no amor, corre o risco de perder ambas as coisas.

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O Grande Engano da Mediocridade

O grande engano da mediocridade! Este √© um alerta para os nossos dias. O f√°cil, o imediato, o que d√° para todos, o que passa por democr√°tico, o que est√° ‘benzinho’ e mediano, parece, tantas vezes, a solu√ß√£o. N√£o fazer ondas, ceder, ir pelo mais ou menos, vale tudo desde que n√£o chegue c√° o inc√≥modo: este √© o retrato dos desiludidos! Nivelar por baixo n√£o √© caminho, √© engano.

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Prioridades ou Emergências ?

H√° uma pergunta que me parece essencial: movo-me por prioridades ou por emerg√™ncias? Isto √©: ando a correr atr√°s de urg√™ncias, como tantas vezes nos acontece, ou sou capaz de parar e ver o que √© priorit√°rio ser feito? Ser ¬ębombeiro¬Ľ √© simp√°tico, mas ser√° esse o meu papel no mundo, aquela miss√£o que a mais ningu√©m pertence? Podemos ter que andar a ¬ęapagar fogos¬Ľ, mas que o imediato n√£o encubra o essencial e que o contributo espec√≠fico de cada um n√£o se perca.

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Défice de Maturidade

¬ęA maturidade √© uma ave que levanta voo ao cair da tarde¬Ľ. Foi Plat√£o que o disse, poeticamente. E, realmente, os nossos ¬ęhomenzinhos¬Ľ feitos √† pressa e cheios de opini√Ķes, tal como os fabricam as nossas sociedades de acelera√ß√£o e abund√Ęncia, s√£o t√£o infantis afectivamente!… O problema √© ainda mais grave numa sociedade que n√£o respeita os velhos.

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As Pessoas s√£o Como os Envelopes

As pessoas e os encontros, por vezes, s√£o como os envelopes bem endere√ßados que recebemos. Sabe-se o nome e a morada, mas n√£o se sabe o que vem l√° dentro. Ser√° uma conta a pagar, um convite, um folheto de publicidade? Ser√° uma cunha, umas boas festas? √Č que o envelope rasga-se e depois v√™-se o que vem l√° dentro. As inten√ß√Ķes do cora√ß√£o v√™m sempre ao de cima, n√£o h√° m√°scara que lhes resista…

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Absolutizar e Relativizar

Uma grande tenta√ß√£o nossa √© a de absolutizar. Pegar num acontecimento negativo e dizer: ¬ę√© tudo assim¬Ľ. Olhar um problema s√©rio e n√£o ser capaz de ver mais nada para al√©m disso. Absolutizar cega e escraviza. O caminho √©, pois, o de relativizar, n√£o tirar do contexto, ver tamb√©m o resto dos acontecimentos e, depois, relacionar com outras exig√™ncias. Relativizar e relacionar. Come√ßa a√≠ o caminho de paz.

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