As lágrimas dos velhos são tão terríveis como as das crianças são naturais.
Passagens de Honoré de Balzac
244 resultadosLugares e Estados de Alma
A influência exercida sobre a nossa alma, pelos diferentes lugares, é uma coisa digna de observação. Se a melancolia nos conquista infalivelmente quando estamos à beira das águas, uma outra lei da nossa natureza impressionante faz com que, nas montanhas, os nossos sentimentos se purifiquem: ali a paixão ganha em profundidade o que parece perder em vivacidade.
Quando se ama, vive-se ao mesmo tempo nos três tempos do verbo.
Da maciez de uma esponja molhada até à dureza de uma pedra-pomes, existem infinitas nuances. Eis o homem.
Quanto mais criticamos menos amamos.
O poder é uma ação, e o princípio eletivo é o da discussão. Não há política possível com uma discussão permanente.
Lady Astor: Se você fosse meu marido, Winston, eu envenenaria o seu chá.
Winston Churchill: Se eu fosse o seu marido, Nancy, eu tomaria esse chá.
O Crime da Palavra
Nenhum código, nenhuma instituição humana pode prevenir o crime moral que mata com uma palavra. Nisso consta a falha das justiças sociais; aí está a diferença que há entre os costumes da sociedade e os do povo; um é franco, outro é hipócrita; a um, a faca, à outra, o veneno da linguagem ou das ideias; a um a morte, à outra a impunidade.
O interesse e o talento são os únicos conselheiros conscientes e lúcidos.
O remorso é uma impotência, ele voltará a cometer o mesmo pecado. Apenas o arrependimento é uma força que põe termo a tudo.
A verdade literária nunca poderá ser a verdade da natureza.
Uma confiança atrevida não desagrada às mulheres.
O ódio tem melhor memória do que o amor.
A felicidade só cria recordações.
Talvez não seja a virtude outra coisa senão a urbanidade da alma.
O poder não consiste em bater muito ou muitas vezes, mas em acertar em cheio.
Esse homem é o soldado armado com a espada e eu sou o soldado armado com a pena… Mas eu triunfarei onde Napoleão foi derrotado, pois conquistarei o mundo.
Há algo tocante na associação de dois seres para suportar a vida.
É tão absurdo dizer que um homem não pode amar a mesma mulher toda a vida, quanto dizer que um violinista precisa de diversos violinos para tocar a mesma música.
Pelos meados de julho do ano de 1838, um daqueles veículos colocados recentemente em circulação nas praças de Paris e chamados de milords passava pela rua da Universidade, conduzindo um homem gordo, de estatura mediana, com uniforme de capitão da guarda nacional.