Cita√ß√Ķes sobre Vez

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Frases sobre vez, poemas sobre vez e outras cita√ß√Ķes sobre vez para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Em vez de tentar proteger-se de ambientes negativos, é preferível ampliar a sua força e vitalidade. Quando o seu corpo, mente e coração irradiam energia, poder e luz, protegem-no automaticamente e dispersam a negatividade que encontra.

A Vontade de Mudar

A mudan√ßa implica dor. D√≥i porque nos obrigamos a romper com padr√Ķes calcinados de conforto e pregui√ßa onde controlamos e sabemos tudo. Obriga-nos a crescer e n√£o h√° nada que cres√ßa sem nos abanar, criar desconforto e necessidade de adapta√ß√£o. Mas quem muda sempre alcan√ßa. Ningu√©m chega a lado nenhum que valha a pena sem ter mudado alguma coisa. A vontade de mudar √© uma esp√©cie de igni√ß√£o que liga o principal motor que nos conduz, o cora√ß√£o. Mudar √© voltar a sentir, assumir responsabilidades, curar o que h√° para ser tratado e, finalmente, agir. E muitas vezes nem √© preciso sair do mesmo lugar, basta alterarmos o significado mental que damos √† situa√ß√£o que estamos a viver.

Auto-Retrato

Poeta é certo mas de cetineta
fulgurante de mais para alguns olhos
bom artes√£o na arte da proveta
narciso de lombardas e repolhos.

Cozido à portuguesa mais as carnes
suculentas da auto-import√Ęncia
com toicinho e talento ambas partes
do meu caldo entornado na inf√Ęncia.

Nos olhos uma folha de hortel√£
que é verde como a esperança que amanhã
amanheça de vez a desventura.

Poeta de combate disparate
palavr√£o de mach√£o no escaparate
porém morrendo aos poucos de ternura.

Os escritores por vezes lançam-se a eles próprios nas maiores profundezas do desespero, a fim de o dominarem e seguirem em frente.

Em vez de estarmos constantemente a submeter os outros a um interrogatório, seria melhor as tomarmos no silêncio tal como elas são.

A Inconst√Ęncia no Amor e na Amizade

N√£o pretendo justificar aqui a inconst√Ęncia em geral, e menos ainda a que vem s√≥ da ligeireza; mas n√£o √© justo imputar-lhe todas as transforma√ß√Ķes do amor. H√° um encanto e uma vivacidade iniciais no amor que passa insensivelmente, como os frutos; n√£o √© culpa de ningu√©m, √© culpa exclusiva do tempo. No in√≠cio, a figura √© agrad√°vel, os sentimentos relacionam-se, procuramos a do√ßura e o prazer, queremos agradar porque nos agradam, e tentamos demonstrar que sabemos atribuir um valor infinito √†quilo que amamos; mas, com o passar do tempo, deixamos de sentir o que pens√°vamos sentir ainda, o fogo desaparece, o prazer da novidade apaga-se, a beleza, que desempenha um papel t√£o importante no amor, diminui ou deixa de provocar a mesma impress√£o; a designa√ß√£o de amor permanece, mas j√° n√£o se trata das mesmas pessoas nem dos mesmos sentimentos; mant√™m-se os compromissos por honra, por h√°bito e por n√£o termos a certeza da nossa pr√≥pria mudan√ßa.
Que pessoas teriam começado a amar-se, se se vissem como se vêem passados uns anos? E que pessoas se poderiam separar se voltassem a ver-se como se viram a primeira vez? O orgulho, que é quase sempre senhor dos nossos gostos,

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Siga-se Amor

Ou fosse, Nize, em nós pouca cautela,
Ou que alguém pressentisse o nosso enleio,
Tudo se sabe já; tudo é já cheio,
Qu’algum cuidado há muito nos disvela.

Dizem, qu’eu sou feliz, que tu és bela;
E às vezes com satírico rodeio,
Um murmura, outro zomba, e sem receio
A fama cada qual nos atropela.

Mas se nunca se tapa a boca à gente,
E se amor sempre activo nos devora,
Porque aquela é mordaz, porque este ardente;

Adoremo-nos pois como até agora:
Siga-se amor; arraste-se a corrente;
E se o mundo falar, que fale embora.

O Sono como Condi√ß√£o de Sa√ļde

Eu presto homenagem √† sa√ļde como a primeira musa, e ao sono como condi√ß√£o de sa√ļde. O sono beneficia-nos principalmente pela sa√ļde que propicia; e tamb√©m ocasionalmente pelos sonhos, em cuja confusa trama uma li√ß√£o divina por vezes se infiltra. A vida d√°-se em breves ciclos ou per√≠odos; depressa nos cansamos, mas rapidamente nos relan√ßamos. Um homem encontra-se exaurido pelo trabalho, faminto, prostrado; ele mal √© capaz de erguer a m√£o para salvar a sua vida; j√° nem pensa. Ele afunda-se no sono profundo e desperta com renovada juventude, cheio de esperan√ßa, coragem, pr√≥digo em recursos e pronto para ousadas aventuras. ¬ęO sono √© como a morte, e depois dele o mundo parece recome√ßar de novo. Pensamentos claros surgem firmes e luminosos, como est√°tuas sob o sol. Refrescada por fontes supra-sens√≠veis, a alma escala a mais clara vis√£o¬Ľ [William Allingham].

De Amor

Considera o amor como um retoque num quadro antigo
que subitamente o vem iluminar:
vimo-nos muitas vezes antes de seres no meu olhar
aquela luz em um país perdido
que tu quiseste em v√£o esconder, negar.

O quadro manteve o mesmo fulgor:
a reverberação no silêncio da perda,
o desamor.

Quem avivou o brilho das tintas, quem corrigiu o baço
sinal da morte? Fal√°mos de uma dor
num fundo esbatido. Fal√°mos do grito mudo do teu corpo.
Fal√°mos de amor.

No √Ęmago de nosso ser, existe a perfei√ß√£o inata. Essa perfei√ß√£o latente √© a for√ßa motriz que nos impulsiona a agir de modo a nos aperfei√ßoarmos cada vez mais.

Gosto de Amar

gosto de amar com os dedos,
encontrar o centímetro em que nasce o orgasmo
em ti, perceber a extens√£o da forma como te sobressaltas,
e encostar-te o meu ouvido à boca para ouvir a voz de
deus.

gosto de amar com os olhos,
gastar a hipótese do sono e ver-te adormecer,
a noite escura e o silêncio de um abraço,
e se queres que te diga
só te escolhi por engano, queria o amor dos livros
e virei escritor, os dias inteiros à espera do teu corpo
para que as metáforas aconteçam.

gosto de amar com as l√°grimas,
praticar o abismo, a largura estreita dos teus l√°bios,
a sensação de mar excessivo da tua língua,
até a maneira como me percorres o sexo
com a extremidade da tua respiração parada,
e sobretudo submeter-me ao castigo da emoção
de te amar ainda depois do final do prazer,
a pequena morte acabada
e a vida toda outra vez a começar.

gosto de amar com o que me resta,
e tudo o que sei é que me resta amar-te.

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Ouvi-los a Todos, no Silêncio

Detesto a ac√ß√£o. A ac√ß√£o mete-me medo. De dia podo as minhas √°rvores, √† noite sonho. Sinto Deus – toco-o. Deus √© muito mais simples do que imaginas. Rodeia-me – n√£o o sei explicar. Terra, mortos, uma poeira de mortos que se ergue em tempestades, e esta m√£o que me prende e sustenta e que tanta for√ßa tem…
Como em ti, há em mim várias camadas de mortos não sei até que profundidade. Às vezes convoco-os, outras são eles, com a voz tão sumida que mal a distingo, que desatam a falar. Preciso da noite eterna: só num silêncio mais profundo ainda, conto ouvi-los a todos.

Ontem, matou-se um doente, enforcando-se. Escrevi nas minhas notas: suicidou-se no pavilh√£o um doente. O dia est√° lindo. Se voltar a terceira vez aqui, farei o mesmo. Queira Deus que seja o dia t√£o belo como o de hoje.

O entusiasmo. A necessidade de inovar e come√ßar coisas novas. O amor √† vida. O sentido da beleza. A vontade de sonhar, que ainda n√£o passou. Se √© que tenho qualidades, essa √© uma delas. Quando tomo conta de um projecto que me agrade, sou outra vez um mi√ļdo de 20 anos.

O primeiro humano que xingou a seu inimigo em vez de atirar-lhe uma pedra foi o fundador da civilização.

Somos um país grande, não somos um país pequeno. Comanda­mos interesses muitas vezes importantes, e isto no Mundo. Nós continuamos aferrados à ideia de que somos pequenos, flamamos em pequeno. Há que fazer tudo em grande. Mas somos para aí uns pobres e parecemos não ter envergadura para isso.

Ser feliz é o maior afrodisíaco que existe. Você só passa por esta vida uma vez. Não Vai Ter Bis.