Soneto De Aniversário

Setembro me agasalha nos seus galhos
e de amor canto no seu verde ventre:
Eis a ventura vaga em danação,
bronze canonizado nas cigarras.

O canto é breve, fino, e já anuncia
o inconfundĂ­vel som do Ăşltimo acorde:
aquele dĂł de peito em nĂł estrĂ­dulo.
Como BashĂ´ sonhara, Ă© despedida

que mal se sabe, Ă© morte anunciada,
canora liturgia sazonal.
Em setembro me mato e me renasço

em canto livre, rouco, sem ter palco,
representando de cor e salteado
o meu 13, que é fado e sortilégio.