Cita√ß√Ķes de Am√≠lcar de Sousa

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Frases, pensamentos e outras cita√ß√Ķes de Am√≠lcar de Sousa para ler e compartilhar. Os melhores escritores est√£o em Poetris.

Da velha confusão de teorias médicas, da grande época obscura do empirismo, como um dogma da ciência de então, uma forma errónea e cheia de preconceito, como se fora um mandado religioso e por isso mesmo eivado de má fé, surgiu com esta frase perturbante: O homem é omnívoro. Como à boca se pode levar tudo que se queira, daí resultou essa monstruosidade deturpante da humanidade!

[O leite] não é alimento do homem, mas sim dos filhos das vacas, dos cabritos, dos jumentos, etc., antes de terem dentes para comer as ervas dos montes e prados!

O Médico do futuro é só aquele que nada receitar. Ensinem os doentes a viverem conforme a Natureza e os sãos a não se desviarem dela. O medicamento fez já as suas provas. São negativas.

Quem ataca um preconceito, seja ele qual for, tem contra si o escárnio e a maledicência. Que tais ironias e que tais cruéis invectivas não sejam a barreira para determos a razão de proceder convenientemente!

Desde a forma dos dentes √† capacidade do est√īmago e √†s dimens√Ķes do intestino, como dados anat√≥micos em refer√™ncia √† compara√ß√£o da s√©rie animal de que o homem √© primaz ‚Äď tudo demonstra que o g√©nero humano n√£o √© omn√≠voro. A dentadura √© semelhante √† dos s√≠mios antrop√≥ides que se alimentam de frutos; e se os obrigarmos a serem carn√≠voros, imediatamente estigmas de degeneresc√™ncia se notam, doen√ßas de pele, a queda dos pelos, o reum√°tico e outras manifesta√ß√Ķes de artritismo.

O melhor que os pais podem deixar aos filhos √© a sa√ļde. Por isso, para que os filhos n√£o tenham doen√ßas, s√≥ o regime natural, a vida ao ar livre e o exerc√≠cio salutar √© que vale e √© belo.

Mas porque √© que estas ideias n√£o as tem defendido a classe m√©dica? √Č simples a resposta. √Č que n√£o h√° p√≠lulas de sol, nem inje√ß√Ķes de exerc√≠cio, nem t√£o pouco vacinas de ar… e √© preciso viver dos doentes.

Ver morrer um boi √© para uma consci√™ncia l√≠mpida e para um esp√≠rito moral um espect√°culo canibalesco, incompat√≠vel com a humanidade. [‚Ķ] Assistir ao assassinato dum cordeiro √©, sem d√ļvida, barbaridade infame. Queremos acreditar que a maior parte da gente que bebe √†s colheres a sopa, ou corta com a faca um peda√ßo de vaca, se visse morrer os animais n√£o se banquetearia com t√£o grande g√°udio‚Ķ

M√£es! que tendes os vossos filhos doentes pelo erro da vossa n√£o higiene para com eles, n√£o lhes deis o caldinho aconselhado ainda por tantos preconceituosos e inveterados.

A carne n√£o √© o alimento do homem. Para o ser, dev√≠amos poder matar os animais com as m√£os e garras, e triturarmos os ossos ou lacerar os m√ļsculos ainda quentes com os dentes, como faz a hiena. Desprovidos de armas cortantes e do artif√≠cio da culin√°ria, o homem n√£o pode utilizar-se da carne nem do peixe.

A velha fábula de Prometeu que roubou o fogo do céu para comer os cadáveres dos animais cozinhados, eis a base em que assenta toda a errónea conduta da humanidade.