Acredita no Teu PrĂłprio Pensamento

Acredita no teu prĂłprio pensamento; crer que o que Ă© certo para ti, no teu coração, o Ă© tambĂ©m para todos os homens – isso Ă© o gĂ©nio. Expressa a tua convicção latente e ela será o juĂ­zo universal; pois sempre o mais Ă­ntimo se converte no mais externo, e o nosso primeiro pensamento Ă©-nos devolvido pelas trombetas do JuĂ­zo Final. A voz da mente Ă© familiar a cada um; o maior mĂ©rito que atribuĂ­mos a MoisĂ©s, PlatĂŁo e Milton Ă© o de terem reduzido a nada livros e tradições, e dito o que pensavam eles prĂłprios, nĂŁo o que pensavam os homens. Um homem deveria aprender a distinguir e contemplar esse raio de luz que brilha atravĂ©s da sua mente, vindo do interior, melhor do que o brilho do firmamento de bardos e sábios. E, no entanto, expulsa o seu pensamento, sem lhe dar importância, apenas porque Ă© o seu.
Em toda a obra de génio, reconhecemos os nossos próprios pensamentos rejeitados; são-nos devolvidos com uma certa majestade alienada. As grandes obras de arte não nos oferecem lição mais impressionante do que essa. Elas ensinam-nos a aceitar, com bem humorada inflexibilidade, as nossas impressões espontâneas, especialmente quando todo o clamor das vozes esteja do lado oposto.

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