Cita√ß√Ķes sobre Avareza

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Todos Somos Escravos

N√£o h√° raz√£o, caro Luc√≠lio, para s√≥ buscares amigos no foro ou no senado: se olhares com aten√ß√£o encontr√°-los-√°s em tua casa. Muitas vezes um bom material permanece inutilizado por falta de quem o trabalhe. Tenta, pois, e v√™ o resultado. Tal como √© estupidez comprar um cavalo inspeccionando, n√£o o animal, mas sim a sela e o freio, assim √© o c√ļmulo da estupidez julgar um homem pela roupa ou pela condi√ß√£o social, que, de resto, √© t√£o exterior a n√≥s como a roupa. ¬ę√Č um escravo¬Ľ. Mas pode ter alma de homem livre. ¬ę√Č um escravo¬Ľ. Mas em que √© que isso o diminui? Aponta-me algu√©m que o n√£o seja: este √© escravo da sensualidade, aquele da avareza, aquele outro da ambi√ß√£o, todos s√£o escravos da esperan√ßa, todos o s√£o do medo.
Posso mostrar-te um antigo c√īnsul sujeito ao mando de uma velhota, um ricalha√ßo submetido a uma criadita, posso apontar-te jovens filhos de nobil√≠ssimas fam√≠lias que se fazem escravos de bailarinos: nenhuma servid√£o √© mais degradante do que a voluntariamente assumida. A√≠ tens a raz√£o por que n√£o deves deixar que os nossos tolos te impe√ßam de seres agrad√°vel para com os teus escravos, em vez de os tratares com altiva superioridade.

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A avareza embacia toda a glória; diz-se que tem havido ilustres celerados, mas ninguém disse ainda que houvesse ilustres avarentos.

Embora a avareza impeça um homem de se tornar necessariamente pobre, geralmente torna-o demasiado timorato para enriquecer.

Para a nossa avareza, o muito é pouco; para a nossa necessidade, o pouco é muito.

As Coisas Têm um Preço em Função da Nossa Opinião

Que a nossa opini√£o atribui um pre√ßo √†s coisas, v√™-se por aquelas, em grande n√ļmero, em que nos fixamos por estimarmos n√£o a elas mas sim a n√≥s; e n√£o consideramos nem as suas qualidades nem as suas utilidades, mas somente o que nos custa a obt√™-las, como se isso fosse uma parte da sua subst√Ęncia; e chamamos de valor n√£o ao que elas trazem mas sim ao que lhes colocamos. Daqui depreendo que somos grandes administradores do nosso investimento. Ele vale tanto quanto pesa, justamente porque pesa. A nossa opini√£o nunca o deixa correr sem carga √ļtil. A compra d√° valor ao diamante, e a dificuldade √† virtude, e a dor √† devo√ß√£o, e o amargor ao medicamento.
Houve um s√≥ que, para chegar √† pobreza, atirou os seus escudos nesse mesmo mar que tantos outros esquadrinham por todos os lados para pescar riquezas. Epicuro diz que ser rico n√£o √© al√≠vio e sim mudan√ßa de dificuldades. Na verdade, n√£o √© a pen√ļria, √© antes a abund√Ęncia que produz a avareza.

Ode Marítima

Sozinho, no cais deserto, a esta manh√£ de Ver√£o,
Olho pro lado da barra, olho pro Indefinido,
Olho e contenta-me ver,
Pequeno, negro e claro, um paquete entrando.
Vem muito longe, nítido, clássico à sua maneira.
Deixa no ar distante atr√°s de si a orla v√£ do seu fumo.
Vem entrando, e a manh√£ entra com ele, e no rio,
Aqui, acolá, acorda a vida marítima,
Erguem-se velas, avançam rebocadores,
Surgem barcos pequenos de tr√°s dos navios que est√£o no porto.
H√° uma vaga brisa.
Mas a minh’alma est√° com o que vejo menos,
Com o paquete que entra,
Porque ele est√° com a Dist√Ęncia, com a Manh√£,
Com o sentido marítimo desta Hora,
Com a doçura dolorosa que sobe em mim como uma náusea,
Como um começar a enjoar, mas no espírito.

Olho de longe o paquete, com uma grande independência de alma,
E dentro de mim um volante começa a girar, lentamente,

Os paquetes que entram de manh√£ na barra
Trazem aos meus olhos consigo
O mistério alegre e triste de quem chega e parte.

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… Em tempos idos, em nossa cidade (Floren√ßa) existiram costumes muitos lindos e louv√°veis dos quais hoje n√£o sobrou nenhum, e isso ocorre por causa da avareza desmedida.

√Č um escravo. Mas talvez livre de esp√≠rito. √Č um escravo. Isso far√° mal a ele? Aponta algu√©m que n√£o o seja. Um √© escravo do prazer, outro, da avareza, outro, da ambi√ß√£o, todos, do medo.