Passagens de Auguste Comte

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Viver pelo Outro

Melhor do que qualquer outro animal sociável, o homem tende cada vez mais a uma unidade realmente altruísta, menos fácil de realizar do que a unidade egoísta, embora muito superior em plenitude e em estabilidade.
(…) Toda a educa√ß√£o humana deve preparar todos para viverem pelo outro a fim de reviverem no outro.
(…) O ser deve-se subordinar a uma exist√™ncia exterior a fim de nela encontrar a origem da sua pr√≥pria estabilidade. Ora, essa condi√ß√£o s√≥ se pode realizar satisfatoriamente sob o dom√≠nio das inclina√ß√Ķes que disp√Ķem cada um a viver sobretudo pelo outro.

Nenhuma renova√ß√£o mental pode realmente regenerar a sociedade a n√£o ser quando a sistematiza√ß√£o das ideias conduz √† sistematiza√ß√£o dos sentimentos, a √ļnica socialmente decisiva, e sem a qual jamais a filosofia substituiria a religi√£o.

Na ordem humana, √ļnico tipo completo da ordem universal, n√£o existem fam√≠lias sem sociedade, assim como sociedades sem fam√≠lias.

Os maiores esforços dos génios mais sistemáticos não conseguiriam construir pessoalmente qualquer língua real.

Superiores pelo amor, mais dispostas a subordinar a inteligência e a actividade ao sentimento, as mulheres constituem espontaneamente seres intermediários entre a Humanidade e os homens.

Não se conhece completamente uma ciência enquanto não se souber da sua história.

Teoria e Pr√°tica

Se, por um lado, qualquer teoria positiva deve ser necessariamente fundamentada em observa√ß√Ķes, √© igualmente sens√≠vel, por outro, que, para se entregar √† observa√ß√£o, o nosso esp√≠rito necessita de uma teoria qualquer. Se, ao contemplar os fen√≥menos, n√£o os ligarmos imediatamente a alguns princ√≠pios, n√£o apenas nos ser√° imposs√≠vel combinar essas observa√ß√Ķes isoladas e, consequentemente, delas tirar algum fruto, mas ser√≠amos inteiramente incapazes de ret√™-las; e, na maioria das vezes, os factos permaneceriam despercebidos aos nossos olhos.

Mesmo que a terra fosse dentro de pouco tempo abalada por um choque celeste, viver para o outro, subordinar a personalidade à sociabilidade, não cessariam de constituir até ao fim o bem e o dever supremos.

A família humana não passa no fundo da nossa menor sociedade; e o conjunto normal da nossa espécie forma apenas, em sentido inverso, a família mais vasta.

Se o amor estimula a acreditar superando o orgulho, a f√© disp√Ķe a amar prescrevendo a submiss√£o.