Cita√ß√Ķes de Camilo Castelo Branco

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Frases, pensamentos e outras cita√ß√Ķes de Camilo Castelo Branco para ler e compartilhar. Os melhores escritores est√£o em Poetris.

D√≠vidas de amor s√≥ as paga o amor, o amor silencioso, o amor cuja linguagem balbuciam os anjos, o amor, que faz seu ninho nas fibras √≠ntimas do seio, e a√≠ morre, quando o peso de uma pedra fria lhe esmaga o santo asilo. (…) √Č esse amor que impele o homem; todos os c√°lculos da cabe√ßa abortam, n√£o vingam, se os n√£o sancciona o benepl√°cito da for√ßa motriz, que roda os eixos desta m√°quina quebradi√ßa, chamada vida.

Quem n√£o conhece a mulher amiga, p√Ķe a m√£o sobre o cora√ß√£o e n√£o encontra a√≠ a flor, que se rega nas l√°grimas, quer de alegria quer de rec√≠proca tristeza.

O amor d√°-se mal nas casas amea√ßadas de pobreza. √Č como os ratos que pressentem as ru√≠nas dos pardieiros em que moram, e retiram-se.

Todo o homem tem uma por√ß√£o de in√©pcia que h√°-de sair em prosa ou verso, em palavras ou obras, como o carnej√£o de um fur√ļnculo. Quer queira quer n√£o, um dia a v√°lvula salta e o pus repuxa.

N√£o √© de avisados e experientes ceder √† c√≥lera. (…) Operai ap√≥s reflex√£o madura. Ela vence mais que a viol√™ncia do pensamento r√°pido, e fugaz. A sabedoria √© irm√£ da prud√™ncia, e pouco avisado anda aquele, que se apega √†s asas do g√©nio iracundo, que n√£o prev√™ despenhadeiros.

Um amor natural e espont√Ęneo, gerado na simplicidade do cora√ß√£o, alimentando-se de si, sem ostentar-se √°s emula√ß√Ķes dos outros, sem abastardar-se no jogo de pequenas mis√©rias, s√£o a iguaria apetitosa da mulher saciada.

Se Queres Ser Feliz Abdica da Inteligência

Os tolos s√£o felizes; eu se fosse casado eliminava os tolos da minha casa. Cada cidad√£o, que me fosse apresentado, n√£o poderia s√™-lo, sem exibir o diploma de s√≥cio da academia real das ci√™ncias. Olha, crian√ßa, decora estas duas verdades que o Balzac n√£o menciona na ¬ęFisiologia do Casamento¬Ľ. Um erudito, ao p√© da tua mulher, fala-lhe na civiliza√ß√£o grega, na decad√™ncia do imp√©rio romano, em economia politica, em direito publico, e at√© em qu√≠mica aplicada ao extracto do esp√≠rito de rosas. Confessa que tudo isto o maior mal que pode fazer √† tua mulher √© adormec√™-la. O tolo n√£o √© assim. Como ignora e desdenha a ci√™ncia, dispara √† queima roupa na tua pobre mulher quantos galanteios importou de Paris, que s√£o originais em Portugal, porque s√£o ditos num idioma que n√£o √© franc√™s nem portugu√™s.

Tua mulher, se tem a infelicidade de não ter em ti um marido doce e meigo, começa a comparar-te com o tolo, que a lisonjeia, e acha que o tolo tem muito juízo. Concedido juízo ao tolo, concede-se-lhe razão; concedida a razão, concede-se-lhe tudo. Ora aí tens porque eu antes queria ao pé de minha mulher o padre José Agostinho de Macedo,

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Onde est√£o vinte pessoas reunidas em preg√£o ao insulto do infort√ļnio, a√≠ sem d√ļvida est√£o acobertados vinte crimes. Do elo da libertinagem ao elo da ladroeira preencham a cadeia com os fuzis que faltam.

Eu gosto dos portugueses. Viajei alguns meses na sua terra, e simpatizei com as mulheres, que s√£o quase todas gordas e vermelhas. Eu gosto muito das mulheres vermelhas e gordas.

√Č for√ßoso recorrer ao inconceb√≠vel, ao sobrenatural, ao misticismo da provid√™ncia oculta para compreender o que vulgarmente se chama ¬ęfatalidade¬Ľ.