Passagens sobre Comparação

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Frases sobre compara√ß√£o, poemas sobre compara√ß√£o e outras passagens sobre compara√ß√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Não há comparação entre o que se perde por fracassar e o que se perde por não tentar.

O Amor-Próprio como Fonte de Todos os Males

√Č preciso n√£o confundir o amor-pr√≥prio e o amor de si mesmo, duas paix√Ķes muito diferentes pela sua natureza e pelos seus efeitos. O amor de si mesmo √© um sentimento natural que leva todo o animal a velar pela sua pr√≥pria conserva√ß√£o, e que, dirigido no homem pela raz√£o e modificado pela piedade, produz a humanidade e a virtude. O amor-pr√≥prio √© apenas um sentimento relativo, fact√≠cio e nascido na sociedade, que leva cada indiv√≠duo a fazer mais caso de si do que de qualquer outro, que inspira aos homens todos os males que se fazem mutuamente, e que √© a verdadeira fonte da honra.
Bem entendido isso, repito que, no nosso estado primitivo, no verdadeiro estado de natureza, o amor-pr√≥prio n√£o existe; porque, cada homem em particular olhando a si mesmo como o √ļnico espectador que o observa, como o √ļnico ser no universo que toma interesse por ele, como o √ļnico juiz do seu pr√≥prio m√©rito, n√£o √© poss√≠vel que um sentimento que teve origem em compara√ß√Ķes que ele n√£o √© capaz de fazer possa germinar na sua alma.
Pela mesma raz√£o, esse homem n√£o poderia ter √≥dio nem desejo de vingan√ßa, paix√Ķes que s√≥ podem nascer da opini√£o de alguma ofensa recebida.

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Loira

Eu descia o Chiado lentamente
Parando junto às montras dos livreiros
Quando passaste ir√īnica e insolente,
Mal pousando no chão os pés ligeiros.

O céu nublado ameaçava chuva,
Saía gente fina de uma igreja;
Destacavam no traje de vi√ļva
Teus cabelos de um louro de cerveja.

E a mim, um desgraçado a quem seduzem
Compara√ß√Ķes estranhas, sem raz√£o,
Lembrou-me este contraste o que produzem
Os gal√Ķes sobre os panos de um caix√£o.

Eu buscava uma rima bem intensa
Para findar uns versos com amor;
Olhaste-me com cega indiferença
Através do lorgnon provocador.

Detinham-se a medir tua eleg√Ęncia
Os dandies com aprumo e galhardia;
Segui-te humildemente e a dist√Ęncia,
N√£o fosses suspeitar que te seguia.

E pensava de longe, triste e pobre,
Desciam pela rua umas varinas
Como podias conservar-te sobre
O salto exagerado das botinas.

E tu, sempre febril, sempre inquieta,
Havia pela rua uns charcos de √°gua
Ergueste um pouco a saia sobre a an√°gua
De um tecido ligeiro e violeta.

Adorável! Na idéia de que agora
A branda an√°gua a levantasse o vento
Descobrindo uma curva sedutora,

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Expectativa Frustrada

Qu√£o melhor √© apercebermo-nos de que as origens da ira s√£o insignificantes e inofensivas! O que tu v√™s acontecer junto dos animais, tamb√©m encontrar√°s nos homens: vivemos perturbados por coisas fr√≠volas e v√£s. O vermelho excita o touro, a √°spide ergue-se perante uma sombra, um pano ati√ßa um urso ou um le√£o: todos os seres da natureza ferozes e selvagens se assustam com coisas v√£s. O mesmo acontece com os esp√≠ritos inquietos e insensatos: s√£o vencidos pelas apar√™ncias; √© por isso que consideram ofensiva uma gratifica√ß√£o modesta, a causa mais frequente da ira ou, pelo menos, a mais amarga de todas. De facto, iramo-nos com aqueles que nos s√£o mais queridos porque nos deram menos do que esper√°vamos ou menos do que os outros obtiveram; para qualquer um dos casos, h√° um rem√©dio. Ele deu mais a outro homem: contentemo-nos com a nossa parte, sem fazermos compara√ß√Ķes: nunca ser√° feliz aquele que atormenta quem √© mais feliz que ele. Recebi menos do que esperava: talvez esperasse mais do que me era devido. Este capricho √© um dos mais tem√≠veis, pois dele nascem as iras mais perniciosas e mais capazes de atentar contra as coisas mais sagradas.

A Charrua do Mal

Foram os esp√≠ritos fortes e os esp√≠ritos malignos, os mais fortes e os mais malignos, que obrigaram a natureza a fazer mais progressos: reacenderam constantemente as paix√Ķes que adormecidas – todas as sociedades policiadas as adormecem -, despertaram constantemente o esp√≠rito de compara√ß√£o e de contradi√ß√£o, o gosto pelo novo, pelo arriscado, pelo inexperimentado; obrigaram o homem a opor incessantemente as opini√Ķes √†s opini√Ķes, os ideais aos ideais.
As mais das vezes pelas armas, derrubando os marcos fronteiri√ßos, violando as cren√ßas, mas fundando tamb√©m novas religi√Ķes, criando novas morais! Esta ¬ęmaldade¬Ľ que se encontra em todos os professores do novo, em todos os pregadores de coisas novas, √© a mesma ¬ęmaldade¬Ľ que desacredita o conquistador, se bem que ela se exprime mais subtilmente e n√£o mobilize imediatamente o m√ļsculo; – o que faz de resto com que desacredite com menos for√ßa! – O novo, de qualquer maneira, √© o mal, pois √© aquilo que quer conquistar, derrubar os marcos fronteiri√ßos, abater as antigas cren√ßas; s√≥ o antigo √© o bem! Os homens de bem em todas as √©pocas, s√£o aqueles que implantam profundamente as velhas ideias para lhes dar fruto, s√£o os cultivadores do esp√≠rito. Mas todos os terrenos acabam por se esgotar,

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Cartas Trocadas para o Marido e para o Amante

Anais,

Uma terr√≠vel asneira foi feita. Enviaste a carta para o Hugo, no dia em que chegaste, e mandaste-lhe a minha. O Hugo est√° freneticamente a tentar entrar em contacto comigo. Mandou a Am√©lia aqui, que deixou debaixo da porta o bilhete que junto. Ela esteve aqui de manh√£ e outra vez esta noite. Pensei de manh√£ que era o pr√≥prio Hugo e que ele tinha vindo para me “apanhar”… Por isso, n√£o abri a porta.

J√° que eu tinha recebido a carta dele na noite anterior (a tua carta para ele), tive um pressentimento de que as cartas tinham sido postas nos envelopes errados e fiquei apreensivo. Esta noite enviei-lhe a sua carta para o n√ļmero 18 da Ave. de Versailles, sem dar a minha morada. N√£o posso dizer nesta carta se chegarei a receber a que me era devida. Espero que sim. Suponho que ele saiba tudo agora. Mas estou a evit√°-lo, porque n√£o quero admitir nem negar. Ele deve estar furioso, mas, ao mesmo tempo, num estado terr√≠vel. Eu pr√≥prio estou exausto de apreens√£o. Trouxe o Fred para ficar aqui comigo, porque at√© o Hugo partir vou estar em pulgas. Sei que, se ele me matasse,

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Como errado √© citar os romanos em cada turno. Para qualquer compara√ß√£o ser v√°lida, seria necess√°rio ter uma cidade com condi√ß√Ķes como a deles, e depois para govern√°-la de acordo com o seu exemplo.

Comparação de Obras de Arte

√Ä quest√£o de saber se se devem ou n√£o fazer compara√ß√Ķes quando se observam diferentes obras de arte gostar√≠amos de dar a resposta que se segue. O conhecedor que tem forma√ß√£o adequada deve comparar: a ideia paira √† sua frente, apreendeu o conceito relativo ao que pode e ao que deve ser produzido. O amador, que √© apanhado ainda no trajecto da sua forma√ß√£o, s√≥ tem a ganhar se n√£o fizer compara√ß√Ķes e se observar em separado cada realiza√ß√£o: √© assim que o seu gosto e o seu sentido do geral se ir√£o formando a pouco e pouco. Quanto √† compara√ß√£o levada a cabo pelo n√£o iniciado √© apenas uma solu√ß√£o de facilidade que dispensa qualquer ju√≠zo.

Sentimento que desperte o desprezo insultador para com o próximo, se algum há, é a humildade. Nasce o desprezo da comparação que o homem faz entre si e os outros, e da preferência que a si próprio se dá. Tal sentimento nunca tomaria pé em coração que se visse nas suas fragilidades, e reconhecesse que de Deus lhe provém todo o mérito.

O Meu Amor

[Cita√ß√Ķes da entrevista do jornal P√ļblico a Miguel Esteves Cardoso (MEC) e Maria Jo√£o Pinheiro (MJ), no dia 21 de Abril de 2013]

MEC РEla é sempre maravilhosa. Vivia muito desconfiado nos, sei lá, nos primeiros meses e anos. Desconfiava de que ela tivesse uma Maria João verdadeira que não fosse assim mágica. Que fosse prática e muito diferente. Que houvesse Рhá sempre Рuma pessoa escondida dentro dela. Mas não. Não há.
(…)
MJ РO Miguel é uma pessoa. Uma pessoa maravilhosa. Um tesouro.
(…)
MJ – Foi conhecer a pessoa mais generosa, perfeita, bondosa. A alma mais pura.
MEC РDevíamos dar mais entrevistas. Eu nunca ouço isto. Estou inchado. Se achavas isso antes, por que é que não disseste?
(…)
MEC – Sim. E fiquei como nunca fiquei antes. Fiquei assim toinggg. Parecia extremamente feliz. E eu: ¬ęAh!!¬Ľ E luminosa. Risonha. Como se fosse um pr√©mio. Sabe?, um pr√©mio. ¬ęAqui est√° a tua sorte.¬Ľ Senti uma aus√™ncia de d√ļvida. Eh p√°. S√≥ queria que fosse minha.
(…)
MEC – √Č a mulher mais bonita que alguma vez vi. Era linda de morrer e podia ser uma v√≠bora.

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A Felicidade Est√° Fora da Nossa Realidade

O amoroso apaixonado j√° n√£o vive em si, mas no que ama; quanto mais se afasta de si para se fundir no seu amor, mais feliz se sente. Assim, quando a alma sonha em fugir do corpo e renuncia a servir-se normalmente dos seus org√£os, podeis dizer com raz√£o que ele enlouquece. As express√Ķes correntes n√£o querem dizer outra coisa: ¬ęN√£o est√° em si… Volta a ti… Ele voltou a si.¬Ľ E quanto mais perfeito √© o amor, maior a loucura e mais feliz.
Quem ser√°, pois, essa vida no C√©u, √† qual aspiram t√£o ardentemente as almas piedosas? O esp√≠rito, mais forte e vitorioso, absorver√° o corpo; isto ser√° tanto mais f√°cil quanto mais purificado e extenuado tiver sido o corpo durante a vida. Por sua vez, o esp√≠rito ser√° absorvido pela suprema Intelig√™ncia, cujos poderes s√£o infinitos. Assim se encontrar√° fora de si mesmo o homem inteiro e a √ļnica raz√£o da sua felicidade ser√° de n√£o mais se pertencer, mas de submeter-se a este soberano inef√°vel, que tudo atrai a si.
Uma tal felicidade, é certo, só poderá ser perfeita no momento em que as almas, dotadas de imortalidade, retomem os antigos corpos. Mas, como a vida dos piedosos não é mais do que a meditação sobre a eternidade e como que a sombra dela,

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Os Livros Representam a Essência de um Espírito

As obras s√£o a quintess√™ncia de um esp√≠rito: por conseguinte, mesmo se este for o esp√≠rito mais sublime, elas sempre ser√£o, sem compara√ß√£o, mais ricas de cont√ļdo do que a sua companhia, e a substituir√£o tamb√©m na ess√™ncia – ou melhor, ultrapass√°-la-√£o em muito e a deixar√£o para tr√°s: At√© mesmo os escritos de uma cabe√ßa med√≠ocre podem ser instrutivos, dignos de leitura e divertidos, justamente porque s√£o sua quintess√™ncia, o resultado, o fruto de todo o seu pensamento e estudo; enquanto a sua companhia n√£o nos consegue satisfazer. Sendo assim, podem-se ler livros de pessoas em cujas companhias n√£o se encontraria nenhum prazer, e √© por essa raz√£o que uma cultura intelectual elevada nos induz pouco a pouco a encontrar o nosso prazer quase exclusivamente na leitura dos livros, e n√£o na conversa com as pessoas.
Não há maior refrigério para o espírito do que a leitura dos clássicos antigos: tão logo temos um deles nas mãos, e mesmo que seja por apenas meia hora, sentimo-nos imdediatamente refrescados, aliviados, purificados, elevados e fortalecidos; como se nos tivéssemos deleitado na fonte fresca de uma rocha. Tal facto depende das línguas antigas e da sua perfeição ou da grandeza dos espíritos,

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Poupar a Vontade

Em compara√ß√£o com o comum dos homens, poucas coisas me atingem, ou, dizendo melhor, me prendem; pois √© razo√°vel que elas atinjam, contanto que n√£o nos possuam. Tenho grande zelo em aumentar pelo estudo e pela reflex√£o esse privil√©gio de insensibilidade, que em mim √© naturalmente muito saliente. Desposo – e consequentemente me apaixono por – poucas coisas. A minha vis√£o √© clara, mas detenho-a em poucos objectos; a sensibilidade, delicada e male√°vel. Mas a apreens√£o e aplica√ß√£o, tenho-a dura e surda: dificilmente me envolvo. Tanto quanto posso, emprego-me todo em mim; por√©m mesmo nesse objecto eu refrearia e suspenderia de bom grado a minha afei√ß√£o para que ela n√£o se entregasse por inteiro, pois √© um objecto que possuo por merc√™ de outr√©m e sobre o qual a fortuna tem mais direito do que eu. De maneira que at√© a sa√ļde, que tanto estimo, ser-me-ia preciso n√£o a desejar e n√£o me dedicar a ela t√£o desenfreadamente a ponto de achar insuport√°veis as doen√ßas. Devemos moderar-nos entre o √≥dio e o amor √† voluptuosidade; e Plat√£o receita um caminho mediano de vida entre ambos.
Mas √†s paix√Ķes que me distraem de mim e me prendem alhures, a essas certamente me oponho com todas as minhas for√ßas.

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Os Meios de Comunicação Têm Sempre Razão

A domina√ß√£o intelectual √© dif√≠cil se n√£o dispomos de uma tribuna medi√°tica. Em vez de perdermos longos anos a reflectir sobre o sentido da vida, as rela√ß√Ķes entre homens e mulheres, a influ√™ncia da alimenta√ß√£o transg√©nica na produ√ß√£o leiteira das vacas normandas (conhe√ßo um investigador que passou quarenta anos a estudar as t√©rmitas; admite n√£o ter conseguido desvendar-lhes o segredo que, no seu entender, existe!) ou qualquer assunto mais ou menos relacionado com o destino da Humanidade, mais vale come√ßarmos por arranjar meios de aceder √† redac√ß√£o de um jornal ou, melhor, de um canal televisivo. Com efeito, √© a import√Ęncia do meio de comunica√ß√£o em termos de audi√™ncia que determina a supremacia de uma opini√£o. Qualquer tolice cat√≥dica emitida entre as 20 e as 20:30 horas √© mais cred√≠vel que a conclus√£o amadurecida de um col√≥quio de especialistas. Porqu√™ mais cred√≠vel? Porque mais acreditada.
O p√ļblico aprecia a confirma√ß√£o de que √© verdade aquilo que sente como verdadeiro (por exemplo, que os pol√≠ticos s√£o podres ou que a Madonna √© a mulher mais sensual do mundo). Este g√©nero de opini√£o, no entanto, s√≥ passa a ser uma evid√™ncia depois de ter sido santificado por um meio de comunica√ß√£o.

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O Prazer e a Dor

O prazer e a dor n√£o conhecem a dura√ß√£o. A sua natureza √© dissiparem-se rapidamente e, por conseguinte, s√≥ existirem sob a condi√ß√£o de ser intermitente. Um prazer prolongado cessa logo de ser um prazer e uma dor continua logo se atenua. A sua diminui√ß√£o pode mesmo, por confronto, tornar-se um prazer. O prazer s√≥ √©, pois, um prazer sob a condi√ß√£o de ser descont√≠nuo. O √ļnico prazer um pouco dur√°vel √© o prazer n√£o realizado, ou desejo.
O prazer somente √© avali√°vel pela sua compara√ß√£o com a dor. Falar de prazer eterno √© um contra-senso, como justamente observou Plat√£o. Ignorando a dor, os deuses n√£o podem, segundo Plat√£o, ter prazer. A descontinuidade do prazer e da dor representa a conseq√ľ√™ncia dessa lei fisiol√≥gica: ‚ÄúA mudan√ßa √© a condi√ß√£o da sensa√ß√£o‚ÄĚ. N√£o percebemos os estados cont√≠nuos, por√©m as diferen√ßas entre estados simult√Ęneos ou sucessivos. O tique-taque do rel√≥gio mais ruidoso acaba, no fim de algum tempo, por n√£o ser mais ouvido, e o moleiro n√£o ser√° despertado pelo ru√≠do das rodas do seu moinho, mas pelo seu parar.

√Č em virtude dessa descontinuidade necess√°ria que o prazer prolongado cessa logo de ser um prazer, por√©m uma coisa neutra,

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Daqui a Vinte e Cinco Anos

Perguntaram-me uma vez se eu saberia calcular o Brasil daqui a vinte e cinco anos. Nem daqui a vinte e cinco minutos, quanto mais vinte e cinco anos. Mas a impressão-desejo é a de que num futuro não muito remoto talvez compreendamos que os movimentos caóticos atuais já eram os primeiros passos afinando-se e orquestrando-se para uma situação económica mais digna de um homem, de uma mulher, de uma criança. E isso porque o povo já tem dado mostras de ter maior maturidade política do que a grande maioria dos políticos, e é quem um dia terminará liderando os líderes. Daqui a vinte e cinco anos o povo terá falado muito mais.
Mas se n√£o sei prever, posso pelo menos desejar. Posso intensamente desejar que o problema mais urgente se resolva: o da fome. Muit√≠ssimo mais depressa, por√©m, do que em vinte e cinco anos, porque n√£o h√° mais tempo de esperar: milhares de homens, mulheres e crian√ßas s√£o verdadeiros moribundos ambulantes que tecnicamente deviam estar internados em hospitais para subnutridos. Tal √© a mis√©ria, que se justificaria ser decretado estado de prontid√£o, como diante de calamidade p√ļblica. S√≥ que √© pior: a fome √© a nossa endemia, j√° est√° fazendo parte org√Ęnica do corpo e da alma.

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