Cita√ß√Ķes de Blaise Pascal

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Frases, pensamentos e outras cita√ß√Ķes de Blaise Pascal para ler e compartilhar. Os melhores escritores est√£o em Poetris.

Um Verdadeiro Amigo

Um verdadeiro amigo √© uma coisa t√£o vantajosa, mesmo para os maiores senhores, para dizer bem deles e os defender mesmo na sua aus√™ncia, que devem fazer tudo para os ter. Mas que escolham bem; pois, se fizerem todos os seus esfor√ßos por est√ļpidos, isso ser-lhes-√° in√ļtil, por muito bem que digam deles; e mesmo n√£o dir√£o bem se se sentirem mais fracos, pois n√£o ter√£o autoridade; e assim dir√£o tamb√©m mal por companhia.

A a√ß√£o obedece √†s ?raz√Ķes da Raz√£o?, mas tamb√©m √†s ?raz√Ķes do cora√ß√£o?.

O pensamento é a nossa dignidade. Tratemos, por conseguinte, de pensar bem, pois aí é que está o princípio da moral.

O √ļltimo passo da raz√£o √© reconhecer a exist√™ncia de uma infinidade de coisas que a ultrapassam.

O rei está rodeado de pessoas que só pensam em divertí-lo e em impedi-lo de pensar em si mesmo. Porque, se pensa em si mesmo, é infeliz, por mais rei que seja.

A Hipocrisia do Amor-Próprio

A natureza do amor-pr√≥prio e deste eu humano √© de s√≥ se amar a si e de s√≥ se considerar a si. Mas que h√°-de fazer? N√£o saberia impedir que este objecto que ama esteja cheio de defeitos e de mis√©rias: quer ser grande e v√™-se pequeno; quer ser feliz e v√™-se miser√°vel; quer ser perfeito – v√™-se cheio de imperfei√ß√Ķes; quer ser objecto do amor e da estima dos homens e v√™ que os seus defeitos s√≥ merecem a sua avers√£o e o seu desprezo. Este embara√ßo em que se encontra produz nele a mais injusta e a mais criminosa paix√£o que √© poss√≠vel imaginar; porque concebe um √≥dio mortal contra esta verdade que o repreende, e que o convence dos seus defeitos. Ele desejaria aniquil√°-la, e n√£o a podendo destruir em si mesma, destr√≥i-a, tanto quanto pode, no seu conhecimento e no dos outros, isto √©, p√Ķe todos os cuidados em encobrir os seus defeitos, aos outros e a si mesmo, e n√£o suporta que lhos fa√ßam ver, nem que lhos vejam.
√Č sem d√ļvida um mal estar cheio de defeitos; mas √© ainda um mal muito maior estar cheio e n√£o os querer reconhecer, visto que √© acrescentar-lhe ainda o de uma ilus√£o volunt√°ria.

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Não sendo possível fazer-se com que aquilo que é justo seja forte, faz-se com que o que é forte seja justo.

O homem é feito visivelmente para pensar; é toda a sua dignidade e todo o seu mérito; e todo o seu dever é pensar bem.

Agrada-nos repousar em sociedade com os nossos semelhantes: miseráveis como nós, impotentes como nós, eles não nos ajudarão; morreremos sozinhos.

Quando descobrimos um estilo natural, ficamos espantados e satisfeitos, pois esper√°vamos um autor e encontramos um ser humano.

O homem não é nem anjo nem animal, e a infelicidade exige que quem pretende fazer de anjo faça de besta.

A √ļltima coisa que se nos depara ao fazermos uma obra √© saber aquilo que se deve p√īr em primeiro lugar.