Passagens de Blaise Pascal

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Que grande quimera √© o homem! Que confuso caos! Que misto de contradi√ß√Ķes! Juiz de todas as coisas, e n√£o mais do que um m√≠sero verme! Grande guardador e deposit√°rio da verdade e, contudo, um mero acervo de incertezas! Gl√≥ria e esc√Ęndalo do Universo!

Os que possuem o esp√≠rito de discernimento sabem quanta diferen√ßa pode mediar entre duas palavras parecidas, segundo os lugares e as circunst√Ęncias que as acompanhem.

Ao ver um estilo natural, ficamos surpreendidos e encantados, pois esper√°vamos ver um autor, e encontramos um homem.

Corremos sem preocupação para um precipício, após termos posto uma venda para o não poder ver.

Nós somos tão necessariamente loucos que seria estar louco por uma outra espécie de loucura, não estar louco.

Deixemos um rei sozinho, sem nenhuma satisfação dos sentidos, sem nenhuma preocupação do espírito, sem companhia, a pensar apenas em si mesmo; e ver-se-á que um rei sem divertimentos é um homem muito desgraçado.

Os olhos são os intérpretes do coração, mas só os interessados entendem essa linguagem.

O aumento do conhecimento é como uma esfera dilatando-se no espaço: quanto maior a nossa compreensão, maior o nosso contacto com o desconhecido.

O √ļltimo esfor√ßo da raz√£o √© reconhecer que existe uma infinidade de coisas que a ultrapassam.

A Nossa Dignidade Consiste no Pensamento

O homem é apenas um caniço, o mais fraco da natureza; mas é um caniço pensante. Não é preciso que o universo inteiro se arme para o aniquilar: um vapor, uma gota de água, bastam para o matar. Mas quando o universo o aniquilasse o homem seria ainda mais nobre do que o que o mata, porque sabe que morre, e a superioridade que o universo tem sobre ele; o universo não sabe nada disso.
Toda a nossa dignidade consiste portanto no pensamento. √Č da√≠ que deveremos elevar-nos e n√£o do espa√ßo e do tempo, que n√£o poder√≠amos preencher. Esforcemo-nos pois por pensar bem: eis o princ√≠pio da moral.

√Ä medida que vamos tendo mais esp√≠rito, achamos que h√° mais homens originais. As pessoas vulgares n√£o fazem distin√ß√Ķes entre os homens.

A razão manda em nós muito mais imperiosamente do que um senhor; é que, desobedecendo a um, é-se infeliz, desobedecendo a outro, é-se tolo.