Cita√ß√Ķes de Blaise Pascal

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Frases, pensamentos e outras cita√ß√Ķes de Blaise Pascal para ler e compartilhar. Os melhores escritores est√£o em Poetris.

Eloquência positiva é aquele que persuade com doçura, não com violência, ou seja, como um rei, não como um tirano.

O que é o homem na natureza ? Um nada em comparação com o infinito, um tudo em face do nada, um intermediário entre o nada e o tudo.

A nossa dignidade consiste no pensamento. Procuremos pois pensar bem. Nisto reside o princípio da moral.

Todas as ocupa√ß√Ķes dos homens tendem √† posse de alguma coisa; e eles n√£o t√™m nem t√≠tulo para a possuir justamente nem for√ßa para a possuir com seguran√ßa.

O Juízo no seu Ponto Natural

Como √© dif√≠cil propor uma coisa ao ju√≠zo alheio, sem lhe corromper o ju√≠zo pela maneira de lha propor! Se se diz: acho-o belo, acho-o obscuro, ou outra coisa semelhante, arrasta-se a imagina√ß√£o a este ju√≠zo, ou, pelo contr√°rio, afastamo-la dele. Vale mais n√£o dizer nada; e ent√£o ele julga conforme o que √©, quer dizer, conforme o que √© ent√£o e o que as outras circunst√Ęncias de que n√£o somos autores lhe tenham sugerido. Mas ao menos n√£o teremos insinuado nada; a n√£o ser que este sil√™ncio tamb√©m produza o seu efeito, conforme a volta e a interpreta√ß√£o que estiver de humor a dar-lhe, ou conforme o que conjecturar dos movimentos de express√£o da cara ou do tom da voz, conforme for fisionomista: t√£o dif√≠cil √© manter um ju√≠zo no seu ponto natural, ou antes, t√£o pouca firmeza e estabilidade h√°!

O Coração Oco do Homem

Sobrecarregam-se os homens desde a inf√Ęncia com o cuidado da sua honra, do seu bem, dos seus amigos, e ainda com o bem e a honra dos seus amigos. Fatigam-se de afazeres, de aprendizagem de l√≠nguas e exerc√≠cios, e faz-se-lhes sentir que n√£o poder√£o ser felizes sem que a sua sa√ļde, a sua honra, a sua fortuna e a dos seus amigos estejam em bom estado e que uma s√≥ coisa que faltasse os tornaria desgra√ßados. Assim d√£o-se-lhes cargos e neg√≥cios que os fazem afadigar-se desde o amanhecer. – A√≠ est√°, direis, uma estranha maneira de os tornar felizes!
Que poderia fazer-se de melhor para os tornar desgraçados? РComo! O que se poderia fazer? Bastava apenas tirar-lhes todos estes cuidados; pois então ver-se-iam a si mesmos, pensariam no que são, donde vêm e para onde vão; e assim não os podem ocupar demais nem desviá-los. E é por isso que, depois de lhes terem preparado tantos afazeres, se têm algum tempo de descanso, os aconselham a empregá-lo a divertir-se, a jogar e a ocupar-se sempre inteiramente.

Não podendo fazer que se fosse obrigado a obedecer à justiça, fizeram que fosse justo obedecer à força.

Quase que invariavelmente as pessoas formam suas crenças não baseadas nas provas, mas naquilo que elas acham.

√Č indispens√°vel conhecermo-nos a n√≥s pr√≥prios; mesmo se isso n√£o bastasse para encontrarmos a verdade, seria √ļtil, ao menos para regularmos a vida, e nada h√° de mais justo.

A Felicidade Encontra-se Fora de Nós

Estamos cheios de coisas que nos lan√ßam para fora. O nosso instinto faz-nos sentir que √© preciso procurar a nossa felicidade fora de n√≥s. As nossas paix√Ķes levam-nos para fora, mesmo quando os objectos se n√£o oferecessem para as excitar. Os objectos de fora tentam-nos por si pr√≥prios e chamam-nos, ainda quando n√£o pensamos neles. E assim, mesmo que os fil√≥sofos digam: ¬ęReco-lhei-vos em v√≥s mesmos, a√≠ encontrareis o vosso bem¬Ľ, n√£o se acredita neles; e aqueles que acreditam s√£o os mais vazios e mais tolos.

A morte é mais fácil de suportar sem nela se pensar do que o pensamento da morte sem risco.

Há duas espécies de homens: os justos, que se julgam pecadores e os pecadores que se crêem justos.

Somos t√£o presun√ßosos que desejar√≠amos ser conhecidos em todo o mundo… E t√£o vaidosos que a estima de cinco ou seis pessoas que nos rodeiam, nos alegra e nos satisfaz.