Passagens sobre Maior

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Frases sobre maior, poemas sobre maior e outras passagens sobre maior para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Ser Doido-Alegre, que Maior Ventura!

Ser doido-alegre, que maior ventura!
Morrer vivendo p’ra al√©m da verdade.
√Č t√£o feliz quem goza tal loucura
Que nem na morte crê, que felicidade!

Encara, rindo, a vida que o tortura,
Sem ver na esmola, a falsa caridade,
Que bem no fundo é só vaidade pura,
Se acaso houver pureza na vaidade.

J√° que n√£o tenho, tal como preciso,
A felicidade que esse doido tem
De ver no purgat√≥rio um para√≠so…

Direi, ao contemplar o seu sorriso,
Ai quem me dera ser doido também
P’ra suportar melhor quem tem ju√≠zo.

Psalmo

Esperemos em Deus! Ele h√° tomado
Em suas m√£os a massa inerte e fria
Da mat√©ria impotente e, n’um s√≥ dia,
Luz, movimento, acção, tudo lhe há dado.

Ele, ao mais pobre de alma, h√° tributado
Desvelo e amor: ele conduz à via
Segura quem lhe foge e se extravia,
Quem pela noite andava desgarrado.

E a mim, que aspiro a ele, a mim, que o amo,
Que anseio por mais vida e maior brilho.
Ha-de negar-me o termo d’este anseio?

Buscou quem o n√£o quiz; e a mim, que o chamo,
Ha-de fugir-me, como a ingrato filho?
√ď Deus, meu pai e abrigo! espero!… eu creio!

A gente ama alguém que desconhece, casa com quem conhece e vive com uma pessoa irreconhecível. Às vezes, temos luas-de-mel, outras vezes, luas melosas. A maior parte do tempo, porém, são noites sem luar nenhum.

Nunca cultives coisas absolutas, como a castidade absoluta ou a sobriedade absoluta: a maior força de vontade é a do homem que gosta de beber e se abstém de beber muito e não a daquele que não bebe de todo.

A Infelicidade do Desejo

Um desejo é sempre uma falta, carência ou necessidade. Um estado negativo que implica um impulso para a sua satisfação, um vazio com vontade de ser preenchido.

Toda a vida é, em si mesma, um constante fluxo de desejos. Gerir esta torrente é essencial a uma vida com sentido. Cada homem deve ser senhor de si mesmo e ordenar os seus desejos, interesses e valores, sob pena de levar uma vida vazia, imoderada e infeliz. Os desejos são inimigos sem valentia ou inteligência, dominam a partir da sua capacidade de nos cegar e atrair para o seu abismo.
A felicidade √©, por ess√™ncia, algo que se sente quando a realidade extravasa o que se espera. A supera√ß√£o das expectativas. Ser feliz √© exceder os limites preestabelecidos, assim se conclui que quanto mais e maiores forem os desejos de algu√©m, menores ser√£o as suas possibilidades de felicidade, pois ainda que a vida lhe traga muito… esse muito √© sempre pouco para lhe preencher os vazios que criou em si pr√≥prio.

Na sociedade de consumo em que vivemos há cada vez mais necessidades. As naturais e todas as que são produzidas artificialmente. Hoje, criam-se carências para que se possa vender o que as preenche e anula.

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A inveja é um vício mesquinho e sórdido: o vício do condenado que reclama porque o seu companheiro de prisão recebeu uma ração de sopa maior.

O Amor entre o Trigo

Cheguei ao acampamento dos Hern√°ndez antes do meio-dia, fresco e alegre. A minha cavalgada solit√°ria pelos caminhos desertos, o repouso do sono, tudo isso refulgia na minha taciturna juventude.
A debulha do trigo, da aveia, da cevada, fazia-se ainda com éguas. Nada no mundo é mais alegre que ver rodopiar as éguas, trotando à volta do calcadouro do cereal, sob o grito espicaçante dos cavaleiros. Brilhava um sol esplêndido e o ar era um diamante silvestre que fazia brilhar as montanhas. A debulha é uma festa de ouro. A palha amarela acumula-se em montanhas douradas. Tudo é actividade e bulício, sacos que correm e se enchem, mulheres que cozinham, cavalos que tomam o freio nos dentes, cães que ladram, crianças que a cada momento é preciso livrar, como se fossem frutos da palha, das patas dos cavalos.

Oe Hernández eram uma tribo singular. Os homens, despenteados e por barbear, em mangas de camisa e com revólver à cinta, andavam quase sempre besuntados de óleo, de poeiras, de lama, ou molhados até aos ossos pela chuva. Pais, filhos, sobrinhos, primos, eram todos da mesma catadura. Estavam horas inteiras ocupados debaixo de um motor, em cima de um tecto,

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Acho que quando nos casamos √© para ter filhos. (…) Ver√° como √© doce ocuparmo-nos das nossas crian√ßas, e espero de todo o meu cora√ß√£o que esta ocupa√ß√£o lhe chegar√° brevemente. (…) Ter filhos √© na verdade a maior felicidade que possa acontecer a uma jovem mulher. (…) Acho que quando se ama o nosso marido, deseja-se e gosta-se de os ter.

O nosso pior inimigo não são os problemas concretos, por mais sérios e dramáticos que sejam; o maior perigo da vida é um mau espírito de adaptação, que não é mansidão ou humildade, mas mediocridade ou pusilanimidade.

No mundo há mistérios, no corpo há enigmas, mas no espírito e na mente humana se escondem os maiores segredos do universo.

Há momentos em que a maior sabedoria é parecer não saber nada.

Adeus

Sim, vou partir.
E n√£o levo saudade
De ninguém
Nem em ti penso agora!
Julgavas que a tristeza desta hora
Fosse maior que a firme vontade
Que eu pus em destruir
O luminoso fio de ternura
Que me prendia ao teu olhar?
Julgaste mal:
Eu sei amar,
Mas meu amor
O que eu n√£o sei
√Č ser banal!

Mas por que vim eu escrever-te ainda?
Nem eu sei!
Talvez somente
O hábito cortês da despedida
– e o h√°bito faz lei!

Choro?! Oh, sim , perdidamente!
Mas sabes tu, por que este pranto
Assim amargo e soluçado vem?
√Č que na hora da partida
Eu nunca pude sem chorar
Dizer adeus a ninguém!

Espíritos Dirigentes e seus Instrumentos

Vemos grandes estadistas e, em geral, todos aqueles, que devem servir-se de muitas pessoas para a execu√ß√£o dos seus planos, comportarem-se ora de uma maneira, ora de outra: ou seleccionam muito apurada e cuidadosamente as pessoas que conv√™m aos seus projectos e lhes deixam, depois, uma liberdade relativamente grande, porque sabem que a natureza desses indiv√≠duos escolhidos os impele precisamente para onde eles pr√≥prios querem que eles v√£o; ou, ent√£o, escolhem mal, pegam mesmo no que t√™m √† m√£o, mas formam a partir desse barro algo que serve para os seus fins. Este √ļltimo g√©nero √© o mais violento, tamb√©m o que procura instrumentos mais submissos; o seu conhecimento dos homens √©, habitualmente, muito mais escasso, o seu desprezo pelos homens √© maior do que no caso dos esp√≠ritos mencionados em primeiro lugar, mas a m√°quina, que eles constroem, trabalha melhor, de maneira geral, que a m√°quina sa√≠da da oficina daqueles.

A superioridade espiritual, mesmo a maior, far√° valer a sua preponder√Ęncia decisiva na conversa√ß√£o s√≥ ap√≥s os quarenta anos de idade. Pois a maturidade dos anos e os frutos da experi√™ncia podem ser superados em muitos sentidos, mas nunca substitu√≠dos pela superioridade espiritual.

Ninguém Permanece Satisfeito Com o Que Tem

Ningu√©m permanece satisfeito com o que tem, olhando para o que √© dos outros; √© por isso que nos iramos at√© contra os deuses quando algu√©m nos ultrapassa, esquecidos dos homens que ficam para tr√°s; e, quando h√° poucos homens para invejar, aqueles que seguem atr√°s de n√≥s s√£o invejosos terr√≠veis. Mas o homem √© t√£o mesquinho que, mesmo tendo recebido muito, considera-se injuriado se pudesse ter recebido mais. (…) Sobretudo, agradece aquilo que recebeste; aguarda pelo restante e alegra-te por n√£o estares ainda satisfeito: √© um prazer haver algo por que esperar. Venceste todos os homens: alegra-te por seres o primeiro no cora√ß√£o do teu amigo; foste vencido por muitos: considera quantos homens est√£o atr√°s de ti, mais do que quantos est√£o √† tua frente. Queres saber qual √© o teu maior v√≠cio? Fazes mal as contas: valorizas demasiado o que te oferecem, mas desvalorizas o que tens.