Passagens sobre Partidos

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Frases sobre partidos, poemas sobre partidos e outras passagens sobre partidos para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Quando Eu Partir

Quando eu partir, que eterna e que infinita
H√° de crescer-me a dor de tu ficares;
Quanto pesar e mesmo que pesares,
Que comoção dentro desta alma aflita.

Por nossa vida toda sol, bonita,
Que sentimento, grande como os mares,
Que sombra e luto pelos teus olhares
Onde o carinho mais feliz palpita…

Nesse teu rosto da maior bondade
Quanta saudade mais, que atroz saudade…
Quanta tristeza por nós ambos, quanta,

Quando eu tiver j√° de uma vez partido,
√ď meu amor, √≥ meu muito querido
Amor, meu bem, meu tudo, ó minha santa!

Morte

Num imenso sal√£o, alto e rotundo,
De caveiras iguais, ossos sem dono,
Perpétua habitação de eterno sono
Que tem por tecto o Céu, por base o mundo:

Bem no meio, em silêncio o mais profundo,
Se levanta da Morte o fatal trono:
Ceptros sem rei, arados sem colono,
São os degraus do sólio furibundo.

Lanças, arneses pelo chão, quebrados,
Murchas grinaldas, b√°culos partidos,
Liras de vates, pastoris cajados,

Algemas, ferros e bras√Ķes luzidos,
No terrível salão são misturados,
No pal√°cio da Morte confundidos.

A inteligência é uma excelente dona de casa que, um dia, resolve tirar partido de tudo quanto recolheu e classificou.

Atingir a Felicidade

Embora seja poss√≠vel atingir a felicidade, a felicidade n√£o √© uma coisa simples. Existem muitos n√≠veis. O Budismo, por exemplo, refere-se a quatro factores de contentamento ou felicidade: os bens materiais, a satisfa√ß√£o mundana, a espiritualidade e a ilumina√ß√£o. O conjunto destes factores abarca a totalidade da busca pessoal de felicidade. Deixemos de lado, por ora, as aspira√ß√Ķes √ļltimas a n√≠vel religioso ou espiritual, como a perfei√ß√£o e a ilumina√ß√£o, e concentremo-nos unicamente sobre a alegria e a felicidade, tal como as concebemos a n√≠vel mundano. A este n√≠vel, existem certos elementos-chave que n√≥s reconhecemos convencionalmente como contribuindo para o bem-estar e a felicidade. A sa√ļde, por exemplo, √© considerada como um factor necess√°rio para o bem-estar. Um outro factor s√£o as condi√ß√Ķes materiais ou os bens que possu√≠mos. Ter amigos e companheiros, √© outro. Todos n√≥s concordamos que para termos uma vida feliz precisamos de um c√≠rculo de amigos com quem nos possamos relacionar emocionalmente e em quem possamos confiar.

Portanto, todos estes factores s√£o causas de felicidade. Mas para que um indiv√≠duo possa utiliz√°-los plenamente e gozar de uma vida feliz e preenchida, a chave √© o estado de esp√≠rito. √Č crucial. Se utilizarmos as condi√ß√Ķes favor√°veis que possu√≠mos,

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O desgosto pode tomar conta de si próprio, mas para tirar todo o partido de uma alegria, temos de ter alguém com quem a partilhar.

√Č Mais Simples e Mais √ötil Adaptar-se Aos Outros

Supondo que s√≥ existiam hoje dois homens na terra que a possuissem sozinhos, e a dividam entre si, estou convencido de que nascer√° logo entre eles algum motivo de disc√≥rdia, nem que seja pelos limites. √Äs vezes √© mais simples e mais √ļtil adaptar-se aos outros do que fazer os outros se adaptarem a n√≥s.
(…) H√° uma coisa que nunca se viu sob o c√©u e segundo todas as apar√™ncias, nunca se ver√°: √© uma cidade pequena que n√£o esteja dividida em partidos; onde as fam√≠lias sejam unidas e os primos se vejam com confian√ßa; onde um casamento n√£o gere guerra civil; onde a querela dos partidos n√£o desperte a todo o momento, por fraude, incenso e p√£o bento, prociss√Ķes e enterros; de onde se baniram os linguarudos, a mentira e a maledic√™ncia: onde se vejam falar juntos o juiz e o presidente da c√Ęmara, os eleitores e os assessores; onde o de√£o viva bem com o c√≥nego, onde os c√≥negos n√£o desdenhem os capel√£es e estes suportem os padres-mestres.
Os provincianos e os tolos est√£o sempre prontos a se zangarem e a pensarem que se est√° a zombar deles, ou a desprez√°-los; nunca se deve arriscar uma brincadeira,

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A crise √© um facto din√Ęmico e populista e em toda a Europa. A solidariedade europeia, elemento fundamental da Uni√£o, desapareceu. Os dois partidos pol√≠ticos que constru√≠ram a Europa foram os social-democratas, socialistas e trabalhistas e tamb√©m os democratas-crist√£os. Hoje s√≥ h√° populistas. Embora se intitulem social-democratas e democratas-crist√£os. O populismo venceu, destruindo os Estados em favor dos mercados.

Quem me Dera que a Minha Vida Fosse um Carro de Bois

Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois
Que vem a chiar, manh√£zinha cedo, pela estrada,
E que para de onde veio volta depois
Quase à noitinha pela mesma estrada.
Eu n√£o tinha que ter esperan√ßas ‚ÄĒ tinha s√≥ que ter rodas

A minha velhice n√£o tinha rugas nem cabelo branco…
Quando eu j√° n√£o servia, tiravam-me as rodas
E eu ficava virado e partido no fundo de um barranco.

Igual-Desigual

Eu desconfiava:
todas as histórias em quadrinho são iguais.
Todos os filmes norte-americanos s√£o iguais.
Todos os filmes de todos os países são iguais.
Todos os best-sellers s√£o iguais
Todos os campeonatos nacionais e internacionais de futebol s√£o
iguais.
Todos os partidos políticos
s√£o iguais.
Todas as mulheres que andam na moda
s√£o iguais.
Todos os sonetos, gazéis, virelais, sextinas e rondós são iguais
e todos, todos
os poemas em verso livre s√£o enfadonhamente iguais.

Todas as guerras do mundo s√£o iguais.
Todas as fomes s√£o iguais.
Todos os amores, iguais iguais iguais.
Iguais todos os rompimentos.
A morte é igualíssima.
Todas as cria√ß√Ķes da natureza s√£o iguais.
Todas as ac√ß√Ķes, cru√©is, piedosas ou indiferentes, s√£o iguais.
Contudo, o homem não é igual a nenhum outro homem, bicho ou
[coisa.

Ninguém é igual a ninguém.
Todo o ser humano é um estranho
ímpar.

Carlos Drummond de Andrade, in ‘A Paix√£o Medida’

Esta Noite Morrer√°s

Esta noite morrer√°s.
Quando a lua vier tocar-me o rosto
ter√°s partido do meu leito
e aquele que procurar a marca dos teus passos
encontra urtigas crescendo
por sobre o teu nome.
Esta noite morrer√°s.
Quando a lua vier tocar-me o rosto
ter√°s partido do meu leito
e uma gota de sangue ressequido
é a marca dos teus passos.
No coração do tempo pulsa um maquinismo ínscio
e na casa do tempo a hora é adorno.
Quando a lua vier tocar-me o rosto a tua sombra extinta marca
o fim de um eclipse hor√°rio de uma partida iminente e o tempo
apaga a marca dos teus passos sobre o meu nome.
Constante.
O mar é isso.
A lua vir tocar-me o rosto e encontrar urtigas crescendo
por sobre o teu nome.
O mar é tu morreste.
O mar é ser noite e vir a lua tocar-me o rosto quando tu par-
tiste e no meu leito crescem folhas sangue.
A febre é uma pira incompreensível como a aparição da lua
e a opacidade do mar.
No meu leito a lua vai tocar-me o rosto e a tua ausência é um
prisma,

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No partido, a intensa opinião fragmenta-se e apuramos aquilo em que diferimos dos outros homens, não aquilo em que lhes somos irmãos; guiamo-nos por um ser geral que nos supera e por ele nos substituímos; vive em nós a tribo, muito mais do que a Humanidade.

O Jogo da Conformidade Ofusca a Vis√£o

A objec√ß√£o contra o conformar-se a usos que se tornaram peremptos para ti √© a de que dissipam a tua for√ßa. Fazem-te perder tempo e borram a nitidez do teu car√°cter. Se mant√©ns uma Igreja morta; se contribuis para uma Sociedade B√≠blica morta; se votas com um grande partido tanto a favor como contra o governo; se p√Ķes a mesa de igual modo ao das donas de casa mesquinhas – tenho dificuldade em descobrir, sob todos esses mantos, a tua exacta personalidade. E, claro est√°, muita e muita for√ßa √©-te subtra√≠da da tua pr√≥pria vida.
Mas age, que te conhecerei. Executa o teu trabalho e te fortificar√°s. Um homem deve ter em mente que o jogo da conformidade ofusca a vis√£o.
Se conheço a tua seita, antecipo o teu argumento.

H√° uma tend√™ncia autorit√°ria em muitos pa√≠ses. Nada restou dos ideais. A esquerda sofre uma esp√©cie de tenta√ß√£o maligna que √© a fragmenta√ß√£o. N√£o vejo nada mais est√ļpido do que a esquerda. Uns enfrentam os outros, por grupos, por partidos, por op√ß√Ķes.

Talento não é Sabedoria

Deixa-me dizer-te francamente o ju√≠zo que eu formo do homem transcendente em g√©nio, em estro, em fogo, em originalidade, finalmente em tudo isso que se inveja, que se ama, e que se detesta, muitas vezes. O homem de talento √© sempre um mau homem. Alguns conhe√ßo eu que o mundo proclama virtuosos e s√°bios. Deix√°-los proclamar. O talento n√£o √© sabedoria. Sabedoria √© o trabalho incessante do esp√≠rito sobra a ci√™ncia. O talento √© a vibra√ß√£o convulsiva de esp√≠rito, a originalidade inventiva e rebelde √† autoridade, a viagem ext√°tica pelas regi√Ķes inc√≥gnitas da ideia. Agostinho, F√©nelon, Madame de Sta√ęl e Bentham s√£o sabedorias. Lutero, Ninon de Lenclos, Voltaire e Byron s√£o talentos.
Compara as vicissitudes dessas duas mulheres e os servi√ßos prestados √† humanidade por esses homens, e ter√°s encontrado o antagonismo social em que lutam o talento com a sabedoria. Porque √© mau o homem de talento ? Essa bela flor porque tem no seio um espinho envenenado ? Essa espl√™ndida ta√ßa de brilhantes e ouro porque √© que cont√©m o fel, que abrasa os l√°bios de quem a toca ? Aqui tens um tema para trabalhos superiores √† cabe√ßa de uma mulher, ainda mesmo refor√ßada por duas d√ļzias de cabe√ßas acad√©micas !

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Um homem muda de mulher, muda de partido, muda de religião, muda de tudo aquilo que quiser, até de sexo, mas de clube é que não muda nunca.

O √önico Amigo

Não me alcançarás, amigo.
Chegar√°s ansioso, louco;
mas eu j√° terei partido.

(E que medonho vazio
tudo o que tiveres deixado
atr√°s, para vir comigo!

Que lament√°vel abismo
tudo quanto eu tenha posto
entre nós, sem culpa, amigo!)

N√£o poder√°s ficar, amigo.
Voltarei talvez ao mundo.
Mas tu j√° ter√°s partido…

Tradução de José Bento