Cita√ß√Ķes sobre Coito

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Frases sobre coito, poemas sobre coito e outras cita√ß√Ķes sobre coito para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

As dores incómodas que possam resultar do coito são pequenas em comparação com as que podem resultar da sua falta.

O coito como castigo pela felicidade de estar junto. Viver t√£o asceticamente quanto poss√≠vel, mais asceticamente do que um celibat√°rio, esta √© a √ļnica maneira poss√≠vel que encontro para aguentar o casamento. Mas ela?

Amor РPois que é Palavra Essencial

Amor ‚ÄĒ pois que √© palavra essencial
comece esta canção e toda a envolva.
Amor guie o meu verso, e enquanto o guia,
re√ļna alma e desejo, membro de vulva.

Quem ousará dizer que ele é só alma?
Quem n√£o sente no corpo a alma expandir-se
até desabrochar em puro grito
de orgasmo, num instante de infinito?

O corpo noutro corpo entrelaçado,
fundido, dissolvido, volta à origem
dos seres, que Plat√£o viu completados:
é um, perfeito em dois; são dois em um.

Integração na cama ou já no cosmo?
Onde termina o quarto e chega aos astros?
Que força em nossos flancos nos transporta
a essa extrema região, etérea, eterna?

Ao delicioso toque do clitóris,
j√° tudo se transforma, num rel√Ęmpago.
Em pequenino ponto desse corpo,
a fonte, o fogo, o mel se concentraram.

Vai a penetração rompendo nuvens
e devassando sóis tão fulgurantes
que nunca a vista humana os suportara,
mas, varado de luz, o coito segue.

E prossegue e se espraia de tal sorte
que, além de nós,

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A Castidade com que Abria as Coxas

A castidade com que abria as coxas
e reluzia a sua flora brava.
Na mansuetude das ovelhas mochas,
e t√£o estrita, como se alargava.

Ah, coito, coito, morte de t√£o vida,
sepultura na grama, sem dizeres.
Em minha ardente subst√Ęncia esva√≠da,
eu não era ninguém e era mil seres

em mim ressuscitados. Era Ad√£o,
primeiro gesto nu ante a primeira
negritude de corpo feminino.

Roupa e tempo jaziam pelo ch√£o.
E nem restava mais o mundo, à beira
dessa moita orvalhada, nem destino.

O Prazer Puro do Amor para uma Rapariga Honesta

O que, subconscientemente, na rapariga honesta torna agrad√°vel o namoro, √© nitidamente distrin√ß√°vel. Um acto agrad√°vel √© agrad√°vel n√£o s√≥ no acto mas na antecipa√ß√£o dele; e, ausentes certos elementos psicol√≥gicos n√£o orientadores desse acto, em geral, na antecipa√ß√£o ainda n√£o imediata, porque na antecipa√ß√£o para da√≠ a pouco a √Ęnsia de chegar a ele, amorna (ou, perturba) um tanto o […] da esperan√ßa. ‚ÄĒ Ora o ¬ęflirt¬Ľ, o namoro, n√£o √© sen√£o, analisada sem escr√ļpulo a sua ess√™ncia √≠ntima, uma antecipa√ß√£o da possibilidade de uma c√≥pula. Repare-se que n√£o √© a antecipa√ß√£o de uma c√≥pula, o que, por mais directo, √© mais perturbante. O que se chama o prazer puro do amor (no que √© namoro ou ¬ęflirt¬Ľ) n√£o √© sen√£o um prazer muito grande porque isento (e nesse sentido puro) do elemento perturbante do directo desejo, ou imediata esperan√ßa, do coito.

Tenta-me de Novo

E por que haverias de querer minha alma
Na tua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas
Obscenas, porque era assim que gost√°vamos.
Mas não menti gozo prazer lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele Outro. E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me.