CitaçÔes sobre DilĂșvio

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Frases sobre dilĂșvio, poemas sobre dilĂșvio e outras citaçÔes sobre dilĂșvio para ler e compartilhar. Leia as melhores citaçÔes em Poetris.

Mestre

Mestre, meu mestre querido,
Coração do meu corpo intelectual e inteiro!
Vida da origem da minha inspiração!
Mestre, que Ă© feito de ti nesta forma de vida?

NĂŁo cuidaste se morrerias, se viverias, nem de ti nem de nada,
Alma abstracta e visual até aos ossos.
Atenção maravilhosa ao mundo exterior sempre mĂșltiplo,
RefĂșgio das saudades de todos os deuses antigos,
EspĂ­rito humano da terra materna,
Flor acima do dilĂșvio da inteligĂȘncia subjectiva…

Mestre, meu mestre!
Na angĂșstia sensacionalista de todos os dias sentidos,
Na mĂĄgoa quotidiana das matemĂĄticas de ser,
Eu, escrevo de tudo como um pĂł de todos os ventos,
Ergo as mĂŁos para ti, que estĂĄs longe, tĂŁo longe de mim!

Meu mestre e meu guia!
A quem nenhuma coisa feriu, nem doeu, nem perturbou,
Seguro como um sol fazendo o seu dia involuntariamente,
Natural como um dia mostrando tudo,
Meu mestre, meu coração não aprendeu a tua serenidade.
Meu coração não aprendeu nada.
Meu coração não é nada,
Meu coração estå perdido.

Mestre, sĂł seria como tu se tivesse sido tu.

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A amizade, como o dilĂșvio universal, Ă© um fenĂłmeno de que todo o mundo fala, mas que ninguĂ©m ainda viu com os seus prĂłprios olhos.

IrradiaçÔes

Às crianças

Qual da amplidĂŁo fantĂĄstica e serena
À luz vermelha e rĂștila da aurora
Cai, gota a gota, o orvalho que avigora
A imaculada e cùndida açucena.

Como na cruz, da triste Madalena
Aos pés de Cristo, a lågrima sonora
Caia, rolou, qual bĂĄlsamo que irrora
A negra mĂĄgoa, a indefinida pena…

Caia por vĂłs, esplĂȘndidas crianças
Bando feliz de castas esperanças,
Sonhos da estrela no infinito imersas;

Caia por vĂłs, as mĂșsicas formosas,
Como um dilĂșvio matinal de rosas,
Todo o luar benéfico dos versos!

Robespierre

Alma inquebrĂĄvel – bravo sonhador
De um fim brilhante, de um poder ingente,
De seu cérebro audaz, a luz ardente
É que gerava a treva do Terror!

Embuçado num lívido fulgor
Su’alma colossal, cruel, potente,
Rompe as idades, lĂșgubre, tremente,
Cheia de glórias, maldiçÔes e dor!

HĂĄ muito que, soberba, ess’alma ardida
Afogou-se cruenta e destemida
– Num dilĂșvio de luz: Noventa e trĂȘs…

HĂĄ muito jĂĄ que emudeceu na histĂłria
Mas ainda hoje a sua atroz memĂłria
É o pesadelo mais cruel dos reis!…

Carlos Gomes

Essa que plange, que soluça e pensa,
Amorosa e febril, tĂ­mida e casta,
Lira que raiva, lira que devasta,
E que dos prĂłprios sons vive suspensa.

Guarda nas costas uma escala imensa,
Que, quando rompe, espaço fora, arrasta
Ora do mar as queixas ora a vasta
Sussurração de uma floresta densa.

Ei-la muda, mas tal intensidade
Teve a mĂșsica enorme do seu choro
O dilĂșvio orquestral dos seus lamentos.

Que muda assim, rotas as cordas hĂĄ de
Para sempre vibrar o eco sonoro
Que sua alma lançou aos quatro ventos.

É a ira de Deus. E se essa escuridĂŁo se transformar em chuva, que volte o dilĂșvio, mas sem a arca, nĂłs que nĂŁo soubemos fazer um mundo onde viver e nĂŁo sabemos na nossa paralisia como viver.

Sorriso Interior

O ser que Ă© ser e que jamais vacila
Nas guerras imortais entra sem susto,
Leva consigo esse brasĂŁo augusto
Do grande amor, da nobre fĂ© tranqĂŒila.

Os abismos carnais da triste argila
Ele os vence sem Ăąnsias e sem custo…
Fica sereno, num sorriso justo,
Enquanto tudo em derredor oscila.

Ondas interiores de grandeza
DĂŁo-lhe essa glĂłria em frente Ă  Natureza,
Esse esplendor, todo esse largo eflĂșvio.

O ser que Ă© ser tranforma tudo em flores…
E para ironizar as prĂłprias dores
Canta por entre as ĂĄguas do DilĂșvio!

Estou convencido de que dilĂșvios de desastre pessoal nunca podem afogar um revolucionĂĄrio determinado nem o cĂșmulo da misĂ©ria que acompanha a tragĂ©dia o sufocarĂĄ.