Passagens de Dona Maria II

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Acho que quando nos casamos √© para ter filhos. (…) Ver√° como √© doce ocuparmo-nos das nossas crian√ßas, e espero de todo o meu cora√ß√£o que esta ocupa√ß√£o lhe chegar√° brevemente. (…) Ter filhos √© na verdade a maior felicidade que possa acontecer a uma jovem mulher. (…) Acho que quando se ama o nosso marido, deseja-se e gosta-se de os ter.

Quando se é perfeitamente feliz no nosso interior, suporta-se os aborrecimentos deste mundo com muito mais resignação.

(Tentam) desmoralizar inteiramente a classe baixa, mas n√£o se consegue. (…) Ao menos aqui o povo √© mais doce do que cruel e √© bem preciso espica√ß√°-lo para que ele se altere (…) √Č absolutamente preciso que as monarquias sejam sempre triunfantes, sem o que o equil√≠brio social se encontraria no seu contr√°rio.

(No Alentejo) anda-se quatro ou cinco l√©guas sem ver uma s√≥ alma e h√° uma enorme quantidade de terra sem cultura. (…) √Č preciso um dia pensar seriamente nisto.

Daqui, minha querida Vit√≥ria, nada tenho a dizer a respeito de pol√≠tica. Continuamos a n√£o fazer muito, mas √© preciso esperar que possamos arranjar uma c√Ęmara pass√°vel que possa fazer qualquer coisa de √ļtil para o pobre pa√≠s que tanto necessita.

Espero que este ano a maldita política nos permita gozar o belo campo em Sintra, coisa de que grandes e pequenos temos muita necessidade.

Creio que agora se fará qualquer coisa a favor das estradas; se há uma verdadeira opinião popular neste país, e mesmo uma vontade, é pelas estradas.