Passagens sobre Acontecimento

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Frases sobre acontecimento, poemas sobre acontecimento e outras passagens sobre acontecimento para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Verosimilhança não é Verdade

Quase sempre as suspeitas nos inquietam; somos sempre o joguete desses boatos de opini√£o, que tantas vezes p√Ķe em fuga um ex√©rcito, quanto mais um simples indiv√≠duo. (…) n√≥s rendemo-nos prontamente √† opini√£o. N√£o fazemos a cr√≠tica das raz√Ķes que nos levam ao temor, n√£o as esquadrinhamos. Perdemos todo o sangue-frio, batemos em retirada, como os soldados expulsos do seu campo √† vista da nuvem de poeira que levanta uma tropa a galope, ou tomados de terror colectivo por causa de um boato semeado sem garante.
Não sei como, mas as falsidades perturbam-nos desde logo. A verdade traz consigo a sua própria medida; tudo quanto se funda sobre uma incerteza, porém, fica entregue à conjectura e às fantasias de um espírito perturbado.
Eis porque, entre as mais diversas formas do medo, n√£o h√° outra mais desastrosa, mais incoerc√≠vel que o medo p√Ęnico. Nos casos ordin√°rios, a reflex√£o √© falha; nestes, a intelig√™ncia est√° ausente.
Interroguemos, pois, cuidadosamente a realidade. √Č veros√≠mil que uma desgra√ßa venha a produzir-se? Verosimilhan√ßa n√£o √© verdade. Quantos acontecimentos ocorreram sem que os esper√°ssemos! Quantos acontecimentos esperados que jamais ocorreram! Mesmo que venham a produzir-se, que √© que lucraremos em nos anteciparmos √† nossa dor?

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Amar Alguém

Amar é como o prazer de conseguir estar sozinho Рmas melhor. Amar é o prazer de descobrir continuamente que há alguém com quem se quer passar o tempo todo, incluindo o tempo que se quer passar juntos e o tempo que se quer passar sozinho.

Amar √© um casamento de solid√Ķes que, gozando o prazer da juntid√£o, mesmo assim n√£o prescinde dos prazeres de duas solid√Ķes juntas, estejam momentaneamente separadas ou reunidas.

Amar alguém é uma coisa egoísta que só nos faz bem. Mas só se a pessoa amada nos contra-ama também. Ser amado alivia muito a loucura de amar e de ser obrigatoriamente infeliz por causa disso.

Amar e ser amado √© a melhor sorte que se pode ter. N√£o s√£o milagres que aconte√ßam por acaso. √Č preciso trabalhar com leviandade – por muito cheio de amor que o cora√ß√£o esteja – para que esses milagres, fac√≠limos, comecem a habituar-se a acontecer regularmente.

Amar alguém é um alívio: é poder deixar de pensar que cada um de nós é marginalmente mais importante do que qualquer outra pessoa que nasceu nesta vida e neste planeta.

Amar alguém é um baluarte contra o mundo,

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A dor do presente √© uma conflu√™ncia de desilus√Ķes e ansiedades, de bloqueios e de medos, de tudo o que aconteceu ou ficou por acontecer e de tudo o que poder√° acontecer ou nunca existir.

Disputas Empobrecedoras

As disputas deviam ser regulamentadas e punidas como outros crimes verbais. Que defeitos n√£o suscitam e acumulam em n√≥s, reguladas e governadas como s√£o pela c√≥lera! Come√ßamos por ser inimigos das raz√Ķes e acabamos por o ser dos homens. S√≥ aprendemos a discutir para contraditar, e, √† for√ßa de se contraditar e ser-se contraditado, vem a acontecer que o fruto do discutir √© perder e aniquilar-se a verdade. Assim, Plat√£o, na Rep√ļblica, pro√≠be o seu exerc√≠cio aos esp√≠ritos ineptos e mal formados.
Porque nos havemos de p√īr a caminho, para descobrir a verdade, com quem n√£o tem passo nem andamento que sirvam? N√£o se prejudica o assunto quando o deixamos para procurar o meio de o tratarmos; n√£o falo dos meios escol√°sticos e artificiais, falo dos meios naturais, dum entendimento s√£o. Que suceder√° por fim? Cada um puxa para o seu lado; perdem de vista o essencial, p√Ķem-no de parte na confus√£o do acess√≥rio.
No fim de uma hora de tormenta j√° n√£o sabem o que procuram; um est√° em cima, outro em baixo, outro para o lado. Uns demoram-se com as palavras e com as compara√ß√Ķes; outros n√£o entendem o que se lhes objecta, tanto se entusiasmam: s√≥ pensam neles,

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O sofrimento não constitui um mal. A pobreza também não é um mal. Eles são como remédios amargos porém benéficos. Quaisquer que sejam os acontecimentos, a Vida se desenvolve absorvendo os nutrientes dele contidos.

As coisas, os acontecimentos, a felicidade, o amor e o sofrimento restariam frustrados, se se conservassem mudos e a gente se limitasse a sabore√°-los e experiment√°-los.

O Homem de Car√°cter

Os homens de car√°cter s√£o a consci√™ncia da sociedade a que pertencem. A medida natural dessa for√ßa √© a resist√™ncia √†s circunst√Ęncias. Os homens impuros julgam a vida pela vers√£o reflectida nas opini√Ķes, nos acontecimentos e nas pessoas. N√£o s√£o capazes de prever a ac√ß√£o at√© que ela se concretize. Todavia, o elemento moral da ac√ß√£o preexistia no autor e a sua qualidade, boa ou m√°, era de f√°cil predi√ß√£o. Tudo na natureza √© bipolar, ou tem um p√≥lo positivo e um p√≥lo negativo. H√° um macho e uma f√™mea, um esp√≠rito e um facto, um norte e um sul. O esp√≠rito √© o positivo, o facto √© o negativo. A vontade √© o norte, a ac√ß√£o √© o p√≥lo sul. O car√°cter pode ser classificado como tendo o seu lugar natural no norte. Distribui as correntes magn√©ticas do sistema. Os esp√≠ritos fracos s√£o atra√≠dos para o p√≥lo sul, ou p√≥lo negativo. S√≥ v√™em na ac√ß√£o o lucro, ou o preju√≠zo que podem encerrar.

Não podem vislumbrar um princípio, a não ser que este se abrigue noutra pessoa. Não desejam ser amáveis mas amados. Os de carácter gostam de ouvir falar dos seus defeitos; aos outros aborrecem as faltas;

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Na origem da obra liter√°ria n√£o est√° um acontecimento da vida do autor, mas s√≥ a emo√ß√£o, desatada por esse acontecimento; a obra √© tanto mais perfeita, quanto mais a emo√ß√£o original est√° dominada, transformada em ¬ęforma¬Ľ.

O Significado dos Sonhos

Os meu sonhos eram de muitas esp√©cies mas representavam manifesta√ß√Ķes de um √ļnico estado de alma. Ora sonhava ser um Cristo, a sacrificar-me para redimir a humanidade, ora um Lutero, a quebrar com todas as conven√ß√Ķes estabelecidas, ora um Nero, mergulhado em sangue e na lux√ļria da carne. Ora me via numa alucina√ß√£o o amado das multid√Ķes, aplaudido, desfilando ao longo (…), ora o amado das mulheres, atraindo-as arrebatadoramente para fora das suas casas, dos seus lares, ora o desprezado por todos embora o eleito do bem, por todos a sacrificar-me. Tudo o que lia, tudo o que ouvia, tudo o que via ‚ÄĒ cada ideia vinda de fora, cada (…), cada acontecimento era o ponto de partida de um sonho. Vinha de um circo e ficava em casa ousando imaginar-me um palha√ßo, com luzes em arco √† minha volta. Via soldados passarem na minha mente a falarem com uma vis√£o de mim pr√≥prio, tratando-me por capit√£o, chefiando, ordenando, vitorioso. Quando lia algo acerca de aventureiros imediatamente me convertia neles, por completo. Quando lia algo acerca de criminosos, morria por cometer crimes at√© me apavorar com o meu desarranjo mental. Conforme as coisas que via, ou ouvia, ou lia, vivia em todas as classes sociais,

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Falo de uma mudança que levasse as pessoas a pensar que isto não é bastante para viver como ser humano. Não pode ser. Se nós nos convertemos em pessoas que só se interessam pelos seus próprios interesses, vamos converter-nos em feras contra feras. E aliás é isto o que está a acontecer.

O Eterno é a Própria Vida

Segundo a express√£o de Lavelle, a morte d√° ¬ęa todos os acontecimentos que a precederam esta marca do absoluto que nunca possuiriam se n√£o viessem a interromper-se¬Ľ. O absoluto habita em cada uma das nossas empresas, na medida em que cada uma se realiza de uma vez para sempre e n√£o ser√° nunca recome√ßada. Entra na nossa vida atrav√©s da sua pr√≥pria temporalidade. Assim o eterno torna-se fluido e reflui do fim ao cora√ß√£o da vida. A morte j√° n√£o √© a verdade da vida, a vida j√° n√£o √© a espera do momento em que a nossa ess√™ncia ser√° alterada. O que h√° sempre de incoactivo, de incompleto e de constrangedor no presente n√£o √© j√° um sinal de menor realidade.
Mas ent√£o a verdade de um ser j√° n√£o √© aquilo em que se tornou no fim ou a sua ess√™ncia, mas o seu devir activo ou a sua exist√™ncia. E se, como Lavelle dizia em tempos, nos julgamos mais perto dos mortos que am√°mos do que dos vivos, √© porque j√° nos n√£o p√Ķem em d√ļvida e daqui para o futuro podemos sonh√°-los a nosso gosto. Esta piedade √© quase √≠mpia. A √ļnica recorda√ß√£o que lhes diz respeito √© a que se refere ao uso que faziam de si pr√≥prios e do seu mundo,

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Quando se ama, não é preciso entender o que acontece lá fora, porque tudo passa a acontecer dentro de nós.

O Homem n√£o Foge da Dor

Não é verdade que o homem procure o prazer e fuja da dor. São de tomar em conta os preconceitos contra os quais invisto. O prazer e a dor são consequências, fenómenos concomitantes. O que o homem quer, o que a menor partícula de um organismo vivo quer, é o aumento de poder: é em consequência do esforço em consegui-lo que o prazer e a dor se efectivam; é por causa dessa mesma vontade que a resistência a ela é procurada, o que indica a busca de alguma coisa que manifeste oposição.
A dor, sendo entrave √† vontade de poder do homem, √© portanto um acontecimento normal – a componente normal de qualquer fen√≥meno org√Ęnico. E o homem n√£o procura evit√°-la, pois tem necessidade dela, j√° que qualquer vit√≥ria implica uma resist√™ncia vencida.
Tome-se como exemplo o mais simples dos casos, o da nutrição de um organismo primário; quando o protoplasma estende os pseudópodes para encontrar resistências, não é impulsionado pela fome, mas pela vontade de poder; acima de tudo, ele intenta vencer, apropriar-se do vencido, incorporá-lo a si. O que se designa por nutrição é pois um fenómeno consecutivo, uma aplicação da vontade original de devir mais forte.

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A Vulgaridade Intelectual

Hoje, (…) o homem m√©dio tem as ¬ęideias¬Ľ mais taxativas sobre quanto acontece e deve acontecer no universo. Por isso perdeu o uso da audi√ß√£o. Para qu√™ ouvir, se j√° tem dentro de si o que necessita? J√° n√£o √© √©poca de ouvir, mas, pelo contr√°rio, de julgar, de sentenciar, de decidir. N√£o h√° quest√£o de vida p√ļblica em que n√£o intervenha, cego e surdo como √©, impondo as suas ¬ęopini√Ķes¬Ľ.
Mas n√£o √© isto uma vantagem? N√£o representa um progresso enorme que as massas tenham ¬ęideias¬Ľ, quer dizer, que sejam cultas? De maneira alguma. As ¬ęideias¬Ľ deste homem m√©dio n√£o s√£o autenticamente ideias, nem a sua posse √© cultura. A ideia √© um xeque-mate √† verdade. Quem queira ter ideias necessita antes de dispor-se a querer a verdade, e aceitar as regras do jogo que ela imponha. N√£o vale falar de ideias ou opini√Ķes onde n√£o se admite uma inst√Ęncia que as regula, uma s√©rie de normas √†s quais na discuss√£o cabe apelar. Estas normas s√£o os princ√≠pios da cultura. N√£o me importa quais s√£o. O que digo √© que n√£o h√° cultura onde n√£o h√° normas. A que os nossos pr√≥ximos possam recorrer.
Não há cultura onde não há princípios de legalidade civil a que apelar.

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O Encanto da Vida

Todas as noites acordado at√© desoras, √† espera da √ļltima cena de pancadaria num jogo de futebol, do √ļltimo insulto num debate parlamentar, do √ļltimo discurso demag√≥gico num com√≠cio eleitoral, da √ļltima pirueta dum cabotino entrevistado, da √ļltima farsa no palco internacional. Crucifica√ß√Ķes masoquistas, que a prud√™ncia desaconselha e a imprud√™ncia imp√Ķe. Vou deste mundo farto de o conhecer e faminto de o descobrir.

Mas n√£o h√° perspic√°cia, nem const√Ęncia de aten√ß√£o capazes de lhe prefigurar os imprevistos. O que acontece hoje excede sempre o que sucedeu ontem. A viol√™ncia, o facciosismo, a ambi√ß√£o de poder, a crueldade e o exibicionismo n√£o t√™m limites. Felizmente que a abnega√ß√£o, a generosidade e o altru√≠smo tamb√©m n√£o. E o encanto da vida √© precisamente esse: nenhum excesso nela ser previs√≠vel. Nem no mal nem no bem. E n√£o me canso de o verificar, de surpresa em surpresa, √† luz dos acontecimentos.

Quando julgo que estou devidamente informado sobre o amor, sobre o ódio, sobre a santidade, sobre a perfídia, sobre as virtudes e os defeitos humanos, acabo por concluir que soletro ainda o á-bê-cê da realidade. Cabeçudo como sou, teimo na aprendizagem. Hoje fizeram-me a revelação surpreendente de que um avarento meu conhecido,

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Serenidade da Alma

N√£o examinar o que se passa na alma dos outros dificilmente far√° o infort√ļnio de algu√©m; mas os que n√£o seguem com aten√ß√£o os movimentos das suas pr√≥prias almas s√£o fatalmente desditosos.
(…) Ser semelhante ao promont√≥rio contra o qual v√™m quebrar as vagas e que permanece firme enquanto, √† sua volta, espumeja o furor das ondas.
РQue desgraça ter-me acontecido isto!
Não, não é assim que se deve falar, mas desta maneira:
– Que felicidade, apesar do que me aconteceu, eu n√£o me mortificar, n√£o me deixar abater pelo presente nem me assustar pelo futuro!
Na verdade, coisa idêntica poderia suceder a toda a gente, mas bem poucos a suportariam sem se mortificarem. Por que razão considerar este acontecimento infortunado e aquele outro feliz?
Em resumo, chamas de infort√ļnio para o ser humano aquilo que n√£o √© um obst√°culo √† sua natureza? E consideras um obst√°culo √† natureza do ser humano aquilo que n√£o vai contra a vontade da sua natureza? Que queres, ent√£o? Conheces bem essa vontade; aquilo que te sucede impede-te, por acaso, de ser justo, magn√Ęnimo, s√≥brio, reflectido, prudente, sincero, modesto, livre, e de possuir as outras virtudes cuja posse assegura √† natureza do ser humano a felicidade que lhe √© pr√≥pria?

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Quando se ama é que se consegue ser qualquer coisa da criação. Quando se ama não temos necessidade nenhuma de entender o que acontece, porque tudo passa a acontecer dentro de nós, e os homens podem se transformar em vento. Desde que os ventos ajudem, é claro.

Aprender hist√≥ria quer dizer procurar e encontrar as for√ßas que conduzem √†s causas das a√ß√Ķes do que vemos como acontecimentos hist√≥ricos.

Vontade de Mudança

Se achas que a situa√ß√£o da tua vida √© insatisfat√≥ria ou at√© mesmo intoler√°vel, s√≥ te rendendo primeiro conseguir√°s quebrar o padr√£o de resist√™ncia inconsciente que perpetua essa situa√ß√£o. Render-se √© perfeitamente compat√≠vel com tomar provid√™ncias, com iniciar uma mudan√ßa ou alcan√ßar metas. Mas no estado de rendi√ß√£o h√° uma energia totalmente diferente, uma qualidade diferente que corre no que fizeres. Ao renderes-te, ligas-te novamente com a energia da fonte do Ser e, se o que fizeres estiver infuso do Ser, tornar-se-√° numa celebra√ß√£o rejubilante da energia da vida, que te levar√° mais profundamente para dentro do Agora. Atrav√©s da n√£o-resist√™ncia, a qualidade da tua consci√™ncia e, por conseguinte, a qualidade de tudo o que fizeres ou criares, ser√° incomensuravelmente real√ßada. Os resultados tomar√£o ent√£o conta de si pr√≥prios e reflectir√£o essa qualidade. Poder√≠amos chamar-lhe “ac√ß√£o rendida”. N√£o √© o trabalho tal como o conhecemos desde h√° milhares de anos. √Ä medida que mais seres humanos forem despertando, a palavra trabalho desaparecer√° do nosso vocabul√°rio, e talvez se crie uma palavra nova em sua substitui√ß√£o.

√Č a qualidade da tua consci√™ncia desse momento que √© o factor determinante do tipo de futuro que vivenciar√°s, pelo que render-te √© a coisa mais importante que podes fazer para provocar uma mudan√ßa positiva.

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