Cita√ß√Ķes sobre Fuzil

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Somos a favor da abolição da guerra, não queremos a guerra. Mas a guerra só pode ser abolida com a guerra. Para que não existam mais fuzis, é preciso empunhar o fuzil.

Onde est√£o vinte pessoas reunidas em preg√£o ao insulto do infort√ļnio, a√≠ sem d√ļvida est√£o acobertados vinte crimes. Do elo da libertinagem ao elo da ladroeira preencham a cadeia com os fuzis que faltam.

A Guerra como Revolta da Técnica

Todos os esfor√ßos para estetizar a pol√≠tica convergem para um ponto. Esse ponto √© a guerra. A guerra e somente a guerra permite dar um objectivo aos grandes movimentos de massa, preservando as rela√ß√Ķes de produ√ß√£o existentes. Eis como o fen√≥meno pode ser formulado do ponto de vista pol√≠tico. Do ponto de vista t√©cnico, a sua formula√ß√£o √© a seguinte: somente a guerra permite mobilizar na sua totalidade os meios t√©cnicos do presente, preservando as actuais rela√ß√Ķes de produ√ß√£o. √Č √≥bvio que a apoteose fascista da guerra n√£o recorre a esse argumento. Mas seria instrutivo lan√ßar os olhos sobre a maneira como ela √© formulada. No seu manifesto sobre a guerra colonial da Eti√≥pia, diz Marinetti: ¬ęH√° vinte e sete anos, n√≥s futuristas contestamos a afirma√ß√£o de que a guerra √© antiest√©tica (…) Por isso, dizemos: (…) a guerra √© bela, porque gra√ßas √†s m√°scaras de g√°s, aos megafones assustadores, aos lan√ßa-chamas e aos tanques, funda a supremacia do homem sobre a m√°quina subjugada. A guerra √© bela, porque inaugura a metaliza√ß√£o on√≠rica do corpo humano. A guerra √© bela, porque enriquece um prado florido com as orqu√≠deas de fogo das metralhadoras. A guerra √© bela, porque conjuga numa sinfonia os tiros de fuzil,

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J√° o Inverno, expremendo as c√£s nevosas

J√° o Inverno, expremendo as c√£s nevosas,
Geme, de horrendas nuvens carregado;
Luz o aéreo fuzil, e o mar inchado
Investe ao pólo em serras escumosas;

√ď benignas manh√£s!, tardes saudosas,
Em que folga o pastor, medrando o gado,
Em que brincam no ervoso e fértil prado
Ninfas e Amores, Zéfiros e Rosas!

Voltai, retrocedei, formosos dias:
Ou antes vem, vem tu, doce beleza
Que noutros campos mil prazeres crias;

E ao ver-te sentir√° minha alma acesa
Os perfumes, o encanto, as alegrias,
Da estação que remoça a natureza.

N√£o s√£o as Circunst√Ęncias que Decidem a Nossa Vida

A nossa vida, como repert√≥rio de possibilidades, √© magn√≠fica, exuberante, superior a todas as hist√≥ricamente conhecidas. Mas assim como o seu formato √© maior, transbordou todos os caminhos, princ√≠pios, normas e ideais legados pela tradi√ß√£o. √Č mais vida que todas as vidas, e por isso mesmo mais problem√°tica. N√£o pode orientar-se no pret√©rito. Tem de inventar o seu pr√≥prio destino.

Mas agora √© preciso completar o diagn√≥stico. A vida, que √©, antes de tudo, o que podemos ser, vida poss√≠vel, √© tamb√©m, e por isso mesmo, decidir entre as possibilidades o que em efeito vamos ser. Circunst√Ęncias e decis√£o s√£o os dois elementos radicais de que se comp√Ķe a vida. A circunst√Ęncia ‚Äď as possibilidades ‚Äď √© o que da nossa vida nos √© dado e imposto. Isso constitui o que chamamos o mundo. A vida n√£o elege o seu mundo, mas viver √© encontrar-se, imediatamente, em um mundo determinado e insubstitu√≠vel: neste de agora. O nosso mundo √© a dimens√£o de fatalidade que integra a nossa vida.
Mas esta fatalidade vital n√£o se parece √† mec√Ęnica. N√£o somos arremessados para a exist√™ncia como a bala de um fuzil, cuja traject√≥ria est√° absolutamente pr√©-determinada. A fatalidade em que ca√≠mos ao cair neste mundo ‚Äď o mundo √© sempre este,

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Iniciação ao Diálogo

I

De início bastará que olhes mais vezes
na mesma direcção hoje evitada
(estandartes nos olhos s√£o mais leves
do que no coração duros tambores),
ainda que o teu olhar próprio não rompa
as lajes de ódio com que te muraste.

II

O vento e chuva e tempo, sobre a pedra
passando sempre, h√£o-de gast√°-la: um dia,
antes que a obture o musgo ou algum p√°ssaro
aí faça o ninho fofo, encontrarás,
entre o lado que afirmas teu e o outro,
uma r√©stia de azul ‚ÄĒ o azul de todos.

III

Talvez rumor de passos, para além
do muro atravessado aos teus des√≠gnios…
N√£o por√°s terra onde se p√īs o c√©u:
ver o que diz o ouvido agora queres,
e onde a rocha fendeu-se cabe um olho
humano e mais a boca do fuzil.

IV

Provando fr√°gil o que acreditavas
inexpugn√°vel, eis que em ti se fixam
atentos outro olho e outro fuzil!

V

Contemplador e contemplado, hesitas
aprendendo na espera o inesperado:
lares como os que tens,

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