Passagens de Jean de La Bruyère

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Quem afirma que n√£o √© feliz, poderia s√™-lo com a felicidade do pr√≥ximo, se a inveja lhe n√£o tirasse esse √ļltimo recurso.

Saber Falar e Calar

√Č grande mis√©ria n√£o ter bastante intelig√™ncia para falar bem, nem bastante ju√≠zo para se calar. Eis o princ√≠pio de toda a impertin√™ncia. Dizer de uma coisa, modestamente, que √© boa ou que √© m√°, e as raz√Ķes por que assim √©, requer bom senso e express√£o; √© um problema. √Č mais c√≥modo pronunciar, em tom decisivo, n√£o importa se prova aquilo que afirma, que ela √© execr√°vel ou que √© miraculosa.

O Futuro é dos Virtuosos e dos Capazes

√Č preciso confessar, o presente √© dos ricos, e o futuro √© dos virtuosos e dos capazes. Homero ainda vive, e viver√° sempre; os recebedores de direitos, os publicanos, n√£o existem mais: existiram algum dia? A sua p√°tria, os seus nomes, s√£o conhecidos? Houve arrecadores de impostos na Gr√©cia? Que fim levaram essas personagens que desprezavam Homero, que s√≥ pensavam, na rua, em evit√°-lo, n√£o correspondiam √† sua sauda√ß√£o, ou o saudavam pelo nome, desdenhavam associ√°-lo √† sua mesa, olhavam-no como um home que n√£o era rico e fazia um livro?
O mesmo orgulho que faz elevar-se altivamente acima dos seus inferiores, faz rastejar vilmente diante dos que est√£o acima de si. √Č pr√≥prio deste v√≠cio, que n√£o se funda sobre o m√©rito pessoal nem sobre a virtude, e sim sobre as riquezas, cargos, cr√©dito, e sobre ci√™ncias v√£s, levar-nos igualmente a desprezar os que t√™m menos essa esp√©cie de bens do que n√≥s e a apreciar demais aqueles que t√™m uma medida que excede a nossa.

H√° almas sujas, amassadas com lama e sujidade, tomadas pelo desejo de ganho e interesse, como as belas almas o s√£o pelo da gl√≥ria e da virtude: capazes de uma √ļnica vol√ļpia,

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√Č por fraqueza que odiamos um inimigo e pensamos em nos vingar; √© por pregui√ßa que nos acalmamos, desistindo da vingan√ßa.