Passagens sobre Situação

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Frases sobre situa√ß√£o, poemas sobre situa√ß√£o e outras passagens sobre situa√ß√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Se você trata cada situação como uma questão de vida ou morte, morrerá muitas vezes.

Resgatar o Prazer de Viver

√Č poss√≠vel resgatar o prazer de viver, √© poss√≠vel treinar a emo√ß√£o para ser jovem, desprendida, livre, feliz.

Primeiro: Contemple o belo nos pequenos eventos da vida.
Tenha sempre atividades programadas fora da sua agenda pelo menos uma vez por semana. Valorize aquilo que o dinheiro não compra e que não dá prestígio.
Treine dez minutos por dia a contemplar a anatomia das flores, a gastar tempo a ver o brilho das estrelas, a experimentar o prazer de penetrar no mundo das pessoas.
Não viva em função de grandes eventos, aprenda a extrair o prazer dos pequenos estímulos da rotina diária.

Segundo: Irrigue o palco da mente com pensamentos agrad√°veis.
Treine trazer diariamente à sua memória aquilo que lhe traz esperança, serenidade e encanto pela vida. Pense em conquistar pessoas e em superar os seus obstáculos. Pense em ser íntimo do Autor da vida e conhecer os mistérios da existência.
Os seus maiores inimigos est√£o dentro de si. N√£o se deixe derrotar ou perturbar por pensamentos que lhe roubam a tranquilidade e o prazer de viver.
Treine ver o lado positivo de todas as coisas negativas. Os negativistas veem os raios,

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O Inventário da Nossa Civilização

Fazer o invent√°rio ou uma an√°lise da nossa civiliza√ß√£o, quer dizer o qu√™? Procurar esclarecer, de uma maneira rigorosa, a armadilha que fez do homem escravo das suas pr√≥prias cria√ß√Ķes. Por onde se infiltrou a inconsci√™ncia entre a ac√ß√£o e o pensamento met√≥dicos? Na vida selvagem, a evas√£o constitui uma solu√ß√£o pregui√ßosa. √Č preciso reencontrar, na pr√≥pria civiliza√ß√£o em que vivemos, o pacto original entre o esp√≠rito e o mundo. De resto, trata-se de uma tarefa imposs√≠vel de concretizar, por causa da brevidade da vida e da impossibilidade da colabora√ß√£o e da sucess√£o. O que n√£o √© raz√£o para n√£o a empreender. Estamos todos em situa√ß√£o an√°loga √† de S√≥crates, o qual, enquanto esperava a morte na pris√£o, aprendeu a tocar lira… pelo menos, teremos vivido…

Ao contr√°rio das fantasias dos fundamentalistas, n√£o houve convers√£o no leito de morte, nenhum ref√ļgio de √ļltima hora numa vis√£o consoladora do c√©u ou uma vida ap√≥s a morte. Para Carl, o que mais importava era a verdade, e n√£o apenas aquilo que poderia fazer com que nos sent√≠ssemos melhor. Mesmo nessa hora, quando qualquer um seria perdoado por se afastar da realidade de nossa situa√ß√£o, Carl foi inabal√°vel.

O ‚ÄėEu verdadeiro‚Äô, que tanto pode elogiar um traidor como pode criticar a quem ama, √© um ser livre. O ‚Äėeu carnal‚Äô pode, eventualmente, sentir solid√£o, mas essa situa√ß√£o √© falsa, pois o ‚ÄėEu verdadeiro‚Äô jamais sente solid√£o.

Quando você entra em uma situação tensa, e tudo vem contra você até parecer que você não conseguiria aguentar nem mais um minuto sequer, não desista, pois esta é justamente a situação e momento em que a maré irá virar.

Retrato de Mónica

M√≥nica √© uma pessoa t√£o extraordin√°ria que consegue simultaneamente: ser boa m√£e de fam√≠lia, ser chiqu√≠ssima, ser dirigente da ¬ęLiga Internacional das Mulheres In√ļteis¬Ľ, ajudar o marido nos neg√≥cios, fazer gin√°stica todas as manh√£s, ser pontual, ter imensos amigos, dar muitos jantares, ir a muitos jantares, n√£o fumar, n√£o envelhecer, gostar de toda a gente, gostar dela, dizer bem de toda a gente, toda a gente dizer bem dela, coleccionar colheres do s√©c. XVII, jogar golfe, deitar-se tarde, levantar-se cedo, comer iogurte, fazer ioga, gostar de pintura abstracta, ser s√≥cia de todas as sociedades musicais, estar sempre divertida, ser um belo exemplo de virtudes, ter muito sucesso e ser muito s√©ria.
Tenho conhecido na vida muitas pessoas parecidas com a Mónica. Mas são só a sua caricatura. Esquecem-se sempre ou do ioga ou da pintura abstracta.
Por trás de tudo isto há um trabalho severo e sem tréguas e uma disciplina rigorosa e constante. Pode-se dizer que Mónica trabalha de sol a sol.
De facto, para conquistar todo o sucesso e todos os gloriosos bens que possui, Mónica teve que renunciar a três coisas: à poesia, ao amor e à santidade.

A poesia é oferecida a cada pessoa só uma vez e o efeito da negação é irreversível.

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São nossas atividades que nos levam à felicidade, e as atividades contrárias nos levam à situação oposta.

Quando um personagem nasce, adquire imediatamente tal independ√™ncia inclusive do seu pr√≥prio autor, que pode ser imaginado por todos em tantas outras situa√ß√Ķes em que o autor n√£o pensou inseri-lo, e √†s vezes pode adquirir tamb√©m um significado que o autor jamais sonhou em dar-lhe!

A Má Consciência como Inibição dos Instintos

A m√° consci√™ncia √© para mim o estado m√≥rbido em que devia ter ca√≠do o homem quando sofreu a transforma√ß√£o mais radical que alguma vez houve, a que nele se produziu quando se viu acorrentado √† argola da sociedade e da paz. √Ä maneira dos peixes obrigados a adaptarem-se a viver em terra, estes semianimais, acostumados √† vida selvagem, √† guerra, √†s correrias e aventuras, viram-se obrigados de repente a renunciar a todos os seus nobres instintos. For√ßavam-nos a irem pelo seu p√©, a ¬ęlevarem-se a si mesmos¬Ľ, quando at√© ent√£o os havia levado a √°gua: esmagava-os um peso enorme. Sentiam-se inaptos para as fun√ß√Ķes mais simples; neste mundo novo e desconhecido n√£o tinham os seus antigos guias estes instintos reguladores, inconscientemente fal√≠veis; viam-se reduzidos a pensar, a deduzir, a calcular, a combinar causas e efeitos. Infelizes! Viam-se reduzidos √† sua ¬ęconsci√™ncia¬Ľ, ao seu √≥rg√£o mais fraco e mais coxo! Creio que nunca houve na terra desgra√ßa t√£o grande, mal-estar t√£o horr√≠vel!
Acrescente-se a isto que os antigos instintos n√£o haviam renunciado de vez √†s suas exig√™ncias. Mas era dif√≠cil e ami√ļde imposs√≠vel satisfaz√™-las; era preciso procurar satisfa√ß√Ķes novas e subterr√Ęneas. Os instintos sob a enorme for√ßa repressiva, volvem para dentro,

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Vontade de Mudança

Se achas que a situa√ß√£o da tua vida √© insatisfat√≥ria ou at√© mesmo intoler√°vel, s√≥ te rendendo primeiro conseguir√°s quebrar o padr√£o de resist√™ncia inconsciente que perpetua essa situa√ß√£o. Render-se √© perfeitamente compat√≠vel com tomar provid√™ncias, com iniciar uma mudan√ßa ou alcan√ßar metas. Mas no estado de rendi√ß√£o h√° uma energia totalmente diferente, uma qualidade diferente que corre no que fizeres. Ao renderes-te, ligas-te novamente com a energia da fonte do Ser e, se o que fizeres estiver infuso do Ser, tornar-se-√° numa celebra√ß√£o rejubilante da energia da vida, que te levar√° mais profundamente para dentro do Agora. Atrav√©s da n√£o-resist√™ncia, a qualidade da tua consci√™ncia e, por conseguinte, a qualidade de tudo o que fizeres ou criares, ser√° incomensuravelmente real√ßada. Os resultados tomar√£o ent√£o conta de si pr√≥prios e reflectir√£o essa qualidade. Poder√≠amos chamar-lhe “ac√ß√£o rendida”. N√£o √© o trabalho tal como o conhecemos desde h√° milhares de anos. √Ä medida que mais seres humanos forem despertando, a palavra trabalho desaparecer√° do nosso vocabul√°rio, e talvez se crie uma palavra nova em sua substitui√ß√£o.

√Č a qualidade da tua consci√™ncia desse momento que √© o factor determinante do tipo de futuro que vivenciar√°s, pelo que render-te √© a coisa mais importante que podes fazer para provocar uma mudan√ßa positiva.

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Em Toda a Biblioteca há Espíritos

Penso que em toda a biblioteca h√° esp√≠ritos. Esses s√£o os esp√≠ritos dos mortos que s√≥ despertam quando o leitor os busca. Assim, o acto est√©tico n√£o corresponde a um livro. Um livro √© um cubo de papel, uma coisa entre coisas. O acto est√©tico ocorre muito poucas vezes, e cada vez em situa√ß√Ķes inteiramente diferentes e sempre de modo preciso. (…) Detenhamo-nos nesta ideia: onde est√° a f√© do leitor? Porque, para ler um livro, devemos acreditar nele? Se n√£o acreditamos no livro, n√£o acreditamos no prazer da leitura. (…) Acompanhamos a fic√ß√£o como acontece, de alguma maneira, no sonho.

Virtude Representa Muito Mais que Bondade

Parece-me que a virtude √© coisa diferente e mais nobre do que as inclina√ß√Ķes para a bondade que nascem em n√≥s. As almas bem ajustadas por si mesmas e bem nascidas seguem o mesmo andamento e apresentam nas suas a√ß√Ķes a mesma apar√™ncia que as virtuosas. Por√©m a virtude significa n√£o sei qu√™ de maior e mais activo do que, por uma √≠ndole favorecida, deixar-se conduzir docemente e tranquilamente na esteira da raz√£o. Aquele que com uma do√ßura e complac√™ncia naturais menosprezasse as ofensas recebidas faria coisa mui bela e digna de louvor; mas aquele que, espica√ßado e ultrajado at√© o √Ęmago por uma ofensa, se armasse com as armas da raz√£o contra o furio¬≠so apetite de vingan√ßa e ap√≥s um grande conflito finalmen¬≠te o dominasse, sem a menor d√ļvida seria muito mais. Aquele agiria bem, e este virtuosamente: uma ac√ß√£o poder-¬≠se-ia dizer bondade; a outra, virtude, pois parece que o nome de virtude pressup√Ķe dificuldade e oposi√ß√£o, e que ela n√£o pode se exercer sem combate. Talvez seja por isso que chamamos Deus de bom, forte e liberal, e justo; mas n√£o O chamamos de virtuoso: Os Seus actos s√£o todos natu¬≠rais e sem esfor√ßo.
Metelo, o √ļnico de todos os senadores romanos a se ter proposto,

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Glória

Vive dentro de mim um mundo raro
T√£o v√°rio, t√£o vibrante, t√£o profundo
Que o meu amor indómito e avaro
O oculto raivoso ao outro mundo

E nele vivo audaz, ardentemente,
Sentindo consumir-se a sua chama
Que oscila e desce e sobe inquietamente;
Ouvindo a minha voz que por mim chama

Em situa√ß√Ķes grotescas que me ferem,
Ou conquistando o que meus olhos querem:
Príncipe ou Rei sonhando com domínios.

Sinto bem que s√£o v√£s pra me prenderem
As m√£os da Vida, muito embora imperem
Sobre a noção real dos meus declínios.

Cada Dia que Passa me Aproxima de Si

Bom! Recebo neste instante a sua carta escrita √† luz de uma s√≥ vela – e tenho de retirar tudo, tudo, tudo o que escrevi! Pois acabou-se! N√£o retiro. A minha querida dizia no outro dia que dev√≠amos mostrar um ao outro todos os estados de esp√≠rito em que tiv√©ssemos estado. Mostro-lhe, assim, que estive hoje, ontem, antes de ontem num estado de impaci√™ncia por uma palavra sua, gemendo e queixando-me de ¬ęne voir rien venir¬Ľ. E mostro-lhe assim o desejo de ter todos os dias, ou quase todos, um doce, adorado, apetecido e consolador ¬ępetit mot¬Ľ. (…) As pessoas que se estimam nunca deviam se apartar; a culpa tem-na a nossa complicada civiliza√ß√£o; o encanto seria que os que se amam se juntassem em tribos, acampando aqui e al√©m, com as suas afei√ß√Ķes e a sua bilha de √°gua, and ¬ęsettling down to be happy, anywhere, under a tree¬Ľ.

Cada dia que passa, agora, me aproxima de si. (…) Eu tamb√©m n√£o realizo bem a situa√ß√£o. Ela n√£o deixa de ser ligeiramente rom√Ęntica. Separamo-nos amigos, reencontramo-nos noivos. Que profunda, grave, s√©ria diferen√ßa! Enquanto a gente se escreve, num tom de alegre felicidade, gracejando por vezes, falando de sentimentos e dando ¬ęnot√≠cias do cora√ß√£o¬Ľ –

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O Perigo da Leitura Excessiva

Quando lemos, outra pessoa pensa por n√≥s: repetimos apenas o seu processo mental. Ocorre algo semelhante quando o estudante que est√° a aprender a escrever refaz com a pena as linhas tra√ßadas a l√°pis pelo professor. Sendo assim, na leitura, o trabalho de pensar √©-nos subtra√≠do em grande parte. Isso explica o sens√≠vel al√≠vio que experimentamos quando deixamos de nos ocupar com os nossos pensamentos para passar √† leitura. Por√©m, enquanto lemos, a nossa cabe√ßa, na realidade, n√£o passa de uma arena dos pensamentos alheios. E quando estes se v√£o, o que resta? Essa √© a raz√£o pela qual quem l√™ muito e durante quase o dia inteiro, mas repousa nos intervalos, passando o tempo sem pensar, pouco a pouco perde a capacidade de pensar por si mesmo – como algu√©m que sempre cavalga e acaba por desaprender a caminhar. Tal √© a situa√ß√£o de muitos eruditos: √† for√ßa de ler, estupidificaram-se. Pois ler constantemente, retomando a leitura a cada instante livre, paralisa o esp√≠rito mais do que o trabalho manual cont√≠nuo, visto que, na execu√ß√£o deste √ļltimo, √© poss√≠vel entregar-se aos seus pr√≥prios pensamentos.
No entanto, como uma mola que, pela press√£o constante acarretada por meio de um corpo estranho,

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A Vantagem dum Longo Treino

A vantagem de um longo treino e duma escrupulosa concentra√ß√£o no futuro: na hora das realiza√ß√Ķes estabelece-se um estado sonamb√ļlico intermedi√°rio entre o fazer e o deixar fazer, entre o agir e o ser objecto de ac√ß√£o. Isso requer tanto menos aten√ß√£o quanto √© certo que, a maior parte das vezes, a realidade exige de n√≥s muito menos do que imaginamos e, assim, encontramo-nos um pouco na situa√ß√£o do homem que, armado at√© aos dentes, ao travar uma luta, n√£o tem necessidade, para vencer, sen√£o de manejar ligeiramente uma √ļnica pe√ßa do seu arsenal. Com efeito, quem liga import√Ęncia a si mesmo exercita-se no que √© mais dif√≠cil para se tornar cada vez mais destro no que √© f√°cil e poder ter a satisfa√ß√£o de triunfar, usando dos meios mais delicados e discretos. Ele repele, ali√°s, os expedientes grosseiros e selvagens, n√£o se resolvendo a us√°-los sen√£o em casos de for√ßa maior.

Criou-se uma situação realmente trágica: ? ou o sujeito se submete ao idiota ou o idiota o extermina.

A Falta de Cultura √Čtica da Nossa Civiliza√ß√£o

Creio que o exagero da atitude puramente intelectual, orientando, muitas vezes, a nossa educa√ß√£o, em ordem exclusiva ao real e √† pr√°tica, contribuiu para p√īr em perigo os valores √©ticos. N√£o penso propriamente nos perigos que o progresso t√©cnico trouxe directamente aos homens, mas antes no excesso e confus√£o de considera√ß√Ķes humanas rec√≠procas, assentes num pensamento essencialmente orientado pelos interesses pr√°ticos que vem embotando as rela√ß√Ķes humanas.
O aperfei√ßoamento moral e est√©tico √© um objectivo a que a arte, mais do que a ci√™ncia, deve dedicar os seus esfor√ßos. √Č certo que a compreens√£o do pr√≥ximo √© de grande import√Ęncia. Essa compreens√£o, por√©m, s√≥ pode ser fecunda quando acompanhada do sentimento de que √© preciso saber compartilhar a alegria e a dor. Cultivar estes importantes motores de ac√ß√£o √© o que compete √† religi√£o, depois de libertada da supersti√ß√£o. Nesse sentido, a religi√£o toma um papel importante na educa√ß√£o, papel este que s√≥ em casos raros e pouco sistematicamente se tem tomado em considera√ß√£o.
O terr√≠vel problema magno da situa√ß√£o pol√≠tica mundial √© devido em grande parte √†quela falta da nossa civiliza√ß√£o. Sem ¬ęcultura √©tica¬Ľ , n√£o h√° salva√ß√£o para os homens.

Eu sonho acordada, mesmo, como uma mocinha de quinze anos. √Č o que se chama de sonho est√©ril. Imagino situa√ß√Ķes, imagino conversas e cenas – pare√ßo nunca ter tido nenhuma experi√™ncia.