Deus Poderoso

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Frases e pensamentos sobre Deus todo-poderoso

Os Sábios Célebres

Todos vós, os sábios célebres, nunca fostes mais do que os servidores do povo e da superstição popular, e não os servidores da verdade. E é precisamente por isso que vos têm honrado.
E por isso também foi tolerada a vossa incredulidade, porque parecia uma brincadeira, um rodeio engenhoso que vos levava ao povo. Assim o amo dá maior liberdade aos seus escravos e regozija-se até com a sua presunção.
Mas aquele que o povo odeia, com o ódio do lobo pelos cães, é o espírito livre, inimigo das algemas, aquele que não adora, aquele que habita as florestas.
Persegui-lo at√© ao seu esconderijo, √© aquilo a que o povo, sempre chamou ter o ¬ęsentido de justi√ßa¬Ľ; e ainda por cima d√£o ca√ßa ao solit√°rio com os seus ferozes mastins.
‘Porque a verdade est√° onde o povo est√°! Ai daqueles que a procuram!’ – √© isto o que ecoa atrav√©s dos tempos.
Quer√≠eis assentar na raz√£o a piedade tradicional do vosso povo e √© a isso que chamais ¬ęa vontade de verdade¬Ľ, √≥ s√°bios c√©lebres!
E o vosso cora√ß√£o insiste em dizer para si pr√≥prio: ‘Eu vim do povo, foi tamb√©m do povo que me veio a voz de Deus.’

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O Absoluto do Ser

РDeus não é bom?
– N√£o, para falar com propriedade, Deus n√£o √© bom: √©. Bom, mau, s√£o pobres palavras que se aplicam a um conjunto de regras respeitantes a alguns pormenores da nossa vida material. Porque √© que Deus seria limitado pelas nossas pobres palavras e valores? N√£o, Deus n√£o √© bom. √Č mais do que isso. √Č a forma mais rica, mais completa, mais poderosa do ser, de qualquer maneira. Torna concreta a abstrac√ß√£o mesmo da forma do ser. E penso que o ¬ęenvisagement¬Ľ do ser n√£o podia ser poss√≠vel se Deus n√£o lhe tivesse dado anteriormente o seu estado. Deus √© a cria√ß√£o. √Č pois um princ√≠pio inextingu√≠vel, n√£o orientado, a pr√≥pria vida. Lembrem-se das palavras: ¬ęEu sou Aquele que sou¬Ľ. Nenhuma outra palavra humana compreendeu e relatou melhor a forma divina. Intemporal, n√£o, nem sequer intemporal e infinita. O princ√≠pio. O facto de que h√° qualquer coisa no lugar onde n√£o havia nada.
– Mas ent√£o, Deus n√£o tem necessidade…
– E at√© mesmo para l√° de toda a express√£o. Se quiser, eu sou Deus. N√£o h√° d√ļvida a sustentar, pergunta a fazer. Voc√™ existe. Portanto √© Deus. Voc√™ n√£o pode existir de outro modo.

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√Č In√ļtil Querer Parar o Homem

√Č in√ļtil querer parar o Homem,
o que transforma a pedra em piso,
o piso em casa e a casa em fonte
de novas m√ļsicas da carne
sob as velocidades da luz e da sombra.
√Č in√ļtil querer parar o Homem
acolher sempre um pouco de si próprio
no mistério da vida a cavalgar
os cavalos a√©reos da sem√Ęntica
sob uma indeferida eternidade.
√Č in√ļtil querer parar o Homem
e o impulso que o transforma sempre
na p√°tria sem fim do ato livre
que arranca a vida e o tempo e as coisas
do espelho imóvel dos conceitos.
Ah, que mistério maior é este
que liga a liberdade e o homem
e une o homem a outros homens
como o curso de um rio ao mar!
(quando a noite é una e indivisível,
nos olhos da mulher que eu amo
acende-se o deus deste segredo
-e uma sombra só nos transporta
ao fundo sem nome da vida.)

√Č in√ļtil querer parar o Homem.
Do que morre fica o gesto alto
a ser o germe de outro gesto
que ainda nem vemos no tempo.

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A Vida é uma Busca

A vida √© uma busca ‚ÄĒ uma busca constante, uma busca desesperada, uma busca sem esperan√ßa, uma busca de algo que n√£o se sabe o que √©. H√° um forte impulso para procurar, mas n√£o se sabe o que se procura. E h√° um certo estado de esp√≠rito em que nada daquilo que consegue lhe dar√° qualquer satisfa√ß√£o. A frustra√ß√£o parece ser o destino da humanidade, porque tudo aquilo que se obt√©m perde o sentido no momento exacto em que se consegue. Come√ßa-se novamente a procurar.
A busca continua, quer se consiga alguma coisa ou n√£o. Parece ser irrelevante o que se tem e o que n√£o se tem, pois a busca continua de qualquer maneira. Os pobres andam √† procura, os ricos andam √† procura, os doentes andam √† procura, os que est√£o bem andam √† procura, os poderosos andam √† procura, os est√ļpidos andam √† procura, os sensatos andam √† procura – e ningu√©m sabe exactamente de qu√™.

Essa mesma procura ‚ÄĒ o que √© e porque existe ‚ÄĒ tem de ser compreendida. Parece haver um hiato no ser humano, na mente humana. Na pr√≥pria estrutura da consci√™ncia humana parece haver um buraco, um buraco negro.

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Justitia Mater

Nas florestas solenes h√° o culto
Da eterna, íntima força primitiva:
Na serra, o grito audaz da alma cativa,
Do coração, em seu combate inulto:

No espaço constelado passa o vulto
Do inominado Alguém, que os sóis aviva:
No mar ouve-se a voz grave e aflitiva
D’um deus que luta, poderoso e inculto.

Mas nas negras cidades, onde solta
Se ergue, de sangue medida, a revolta,
Como incêndio que um vento bravo atiça,

Há mais alta missão, mais alta glória:
O combater, à grande luz da história,
Os combates eternos da Justiça!

Dever√≠amos tomar cuidado para n√£o fazer do intelecto o nosso deus; ele tem, naturalmente, m√ļsculos poderosos, mas nenhuma personalidade.

Já não adianta nada dizer que matar em nome de Deus é fazer de Deus um assassino. Para os que matam em nome de Deus, Deus é o Pai poderoso que juntou antes a lenha para o auto-de-fé e agora prepara e coloca a bomba.

A Incomodidade da Grandeza

J√° que n√£o a podemos alcan√ßar, vinguemo-nos falando mal dela. No entanto, n√£o √© inteiramente falar mal de alguma coisa encontrar-lhe defeitos; estes encontram-se em todas as coisas, por belas e desej√°veis que sejam. Em geral, ela possui esta vantagem evidente de se rebaixar quando lhe apraz, e de mais ou menos ter a op√ß√£o entre uma situa√ß√£o e a outra; pois n√£o se cai de todas as alturas; s√£o mais numerosas aquelas das quais se pode descer sem cair. Bem me parece que a valorizamos demais, e valorizamos demais tamb√©m a decis√£o dos que vimos ou ouvimos dizer que a menosprezaram ou que renunciaram a ela por sua pr√≥pria inten√ß√£o. A sua ess√™ncia n√£o √© t√£o evidentemente c√≥moda que n√£o a possamos rejeitar sem milagre. Acho muito dif√≠cil o esfor√ßo de suportar os males; mas em contentar-se com uma medida mediana de fortuna e em fugir da grandeza acho pouca dificuldade. √Č uma virtude, parece-me, a que eu, que n√£o passo de um patinho, chegaria sem muito esfor√ßo. Que devem fazer aqueles que ainda levassem em considera√ß√£o a gl√≥ria que acompanha tal rejei√ß√£o, na qual pode caber mais ambi√ß√£o do que no pr√≥prio desejo e gozo da grandeza, porquanto a ambi√ß√£o nunca se conduz mais √† vontade do que por um caminho desgarrado e inusitado?

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A mentalização é uma poderosa palavra diante de Deus. Desejar mentalmente já é uma oração. Coloca teu desejo nas mãos da Grande Vida, a qual é força infinitamente grande.