Cita√ß√Ķes de Plutarco

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Frases, pensamentos e outras cita√ß√Ķes de Plutarco para ler e compartilhar. Os melhores escritores est√£o em Poetris.

O que mais impede de ter um bom amigo é o empenho em ter muitos. A amizade quer ser antiga.

O teu filho te vê como herói, não te transforme em tirano aos olhos dele.

Que luta pela existência ou que terrível loucura vos levou a sujar vossas mãos com sangue Рvós, repito, que sois nutridos por todas as benesses e confortos da vida? Por que ultrajais a face da boa terra, como se ela não fosse capaz de vos nutrir e satisfazer?.

Contentamento por Via da Ambição Moderada

Um sério obstáculo ao contentamento é a nossa falência em moderar a ambição, como um navegante riza as suas velas, de acordo com a energia disponível. As nossas expectativas são exageradas, e quando não alcançamos o esperado, culpamos a fortuna e o destino, em vez de culpar a nossa própria insensatez. Não é a má sorte que impede alguém de flechar com arado ou caçar coelhos com boi; não é uma deidade maligna que nos obsta a que peguemos veados ou ursos com vara de pescar; tentar o impossível é estupidez e tolice. O culpado é o egotismo, que impele os homens a ansiarem pela primazia e pela vitória em todos os campos, e a nutrirem o irreprimível desejo de se apoderar de todas as coisas. Eles não apenas reivindicam o direito de serem, a um tempo, ricos, amigos de reis e governantes de uma cidade, como se sentem frustrados se não possuem cães de raça, cavalos de puro-sangue, codormnizes e galos de escol.

Sócrates dizia que não era ateniense nem grego, mas um cidadão do mundo.

A mentira é um vício ignóbil, que toda a gente abomina, e que não deve perdoar-se ao mais ínfimo escravo.

Esquecimento Esvaziante

A variedade das nossas emo√ß√Ķes torna claro que cada homem guarda dentro de si os celeiros do contentamento e do descontentamento: os jarros das coisas boas e m√°s n√£o est√£o depositados ¬ęna soleira de Zeus¬Ľ, mas na alma. O n√©scio negligencia e desdenha as coisas boas que l√° est√£o porque a sua imagina√ß√£o acha-se sempre voltada para o futuro; o sensato, por√©m, torna os factos pregressos vividamente presentes com record√°-los. O presente oferece-se ao toque da nossa m√£o apenas por um instante e logo nos ilude os sentidos; os tolos julgam que ele n√£o √© mais nosso, que n√£o mais nos pertence.
Há a pintura de um cordoeiro no inferno, com um asno a engolir toda a corda feita por ele, à medida que ele a entretece; assim é a multidão acometida e dominada pelo esquecimento insensato e ingrato, que apaga cada acto, cada sucesso, cada experiência aprazível de bem-estar, de camaradagem e de deleite.
O esquecimento n√£o consente √† vida desenvolver-se unitariamente, o passado entretecido com o presente, mas separa o ontem do hoje, como se fossem de diferente subst√Ęncia, e o hoje do amanh√£, como se n√£o fossem o mesmo; transforma toda a ocorr√™ncia em n√£o-ocorr√™ncia.

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Um ex√©rcito de cervos comandado por um le√£o √© muito mais tem√≠vel que um ex√©rcito de le√Ķes comandado por um cervo.

O ser humano não pode deixar de cometer erros; é com os erros, que os homens de bom senso aprendem a sabedoria para o futuro.

As esplêndidas fortunas Рcomo os ventos impetuosos Рprovocam grandes naufrágios.

A alma mais forte e mais bem constituída é aquela que os sucessos não orgulham e que não se abate com os revezes.

Sem luta n√£o h√° verdadeiro triunfo; de sorte que o nosso inimigo se converte no nosso principal auxiliar.

A guerra e a paz, nomes t√£o respeit√°veis, s√£o para os homens as duas esp√©cies de moeda, de que usam segundo os seus interesses, e poucas vezes de harmonia com a justi√ßa. Contudo, mais para louvar s√£o os pol√≠ticos quando fazem uma guerra aberta, e n√£o quando disfar√ßam e mascaram com os nomes sagrados da justi√ßa, da amizade e da paz o que na realidade √© apenas uma tr√©gua de inquieta√ß√Ķes e de crimes.