Passagens sobre Frase

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Frases sobre frase, poemas sobre frase e outras passagens sobre frase para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Não me corrija. A pontuação é a respiração da frase, e minha frase respira assim. E se você me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar.

A Import√Ęncia de Aprender v√°rias L√≠nguas

Pessoas com poucas capacidades n√£o conseguir√£o realmente assimilar com facilidade uma l√≠ngua estrangeira: embora aprendam as suas palavras, empregam-nas apenas no significado do equivalente aproximado da sua l√≠ngua materna e continuam a manter as constru√ß√Ķes e frases pr√≥prias desta √ļltima. Com efeito, esses indiv√≠duos n√£o conseguem assimilar o esp√≠rito da l√≠ngua estrangeira, que depende essencialmente do facto do seu pensamento n√£o se dar por meios pr√≥prios, mas, em grande parte, de ser emprestado pela l√≠ngua materna, cujas frases e locu√ß√Ķes habituais substituem os seus pr√≥prios pensamentos. Eis, portanto, a raz√£o de eles sempre se servirem, tamb√©m na pr√≥pria l√≠ngua, de express√Ķes idiom√°ticas desgastadas, combinando-as de modo t√£o in√°bil, que logo se percebe qu√£o pouco se d√£o conta do seu significado e qu√£o pouco todo o seu pensamento supera as palavras, de modo que tudo se reduz a um palrat√≥rio de papagaios. Pela raz√£o oposta, a originalidade das locu√ß√Ķes e a adequa√ß√£o individual de cada express√£o usada por algu√©m s√£o o sintoma inequivoc√°vel de um esp√≠rito preponderante.
Por conseguinte, de tudo isso resultam os seguintes factores: no aprendizado de toda a língua estrangeira, são formados novos conceitos para dar significado a novos signos; certos conceitos separam-se uns dos outros, enquanto antes constituíam juntos um conceito mais amplo e,

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√Č o Que a Gente Leva Desta Vida…

A persist√™ncia instintiva da vida atrav√©s da apar√™ncia da intelig√™ncia √© para mim uma das contempla√ß√Ķes mais √≠ntimas e mais constantes. O disfarce irreal da consci√™ncia serve somente para me destacar aquela inconsci√™ncia que n√£o disfar√ßa.
Da nascença à morte, o homem vive servo da mesma exterioridade de si mesmo que têm os animais. Toda a vida não vive, mas vegeta em maior grau e com mais complexidade. Guia-se por normas que não sabe que existem, nem que por elas se guia, e as suas ideias, os seus sentimentos, os seus actos, são todos inconscientes Рnão porque neles falte a consciência, mas porque neles não há duas consciências.
Vislumbres de ter a ilus√£o – tanto, e n√£o mais, tem o maior dos homens.
Sigo, num pensamento de divaga√ß√£o, a hist√≥ria vulgar das vidas vulgares. Vejo como em tudo s√£o servos do temperamento subconsciente, das circunst√Ęncias externas alheias, dos impulsos de conv√≠vio e desconv√≠vio que nele, por ele e com ele se chocam como pouca coisa.
Quantas vezes os tenho ouvido dizer a mesma frase que simboliza todo o absurdo, todo o nada, toda a insci√™ncia falada das suas vidas. √Č aquela frase que usam de qualquer prazer material: ¬ę√© o que a gente leva desta vida¬Ľ…

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Me consola, mo√ßo. Fala uma frase, feita com o meu nome, Para que ardam os cris√Ęntemos E eu tenha um feliz Natal!

Deverias saber que há pouco que possas procurar neste mundo, que não há necessidade de sermos tão gananciosos, no final tudo aquilo que conseguimos alcançar são memórias, obscuras, intangíveis, memórias oníricas que são impossíveis de articular. Quando tentas relacioná-las, existem apenas frases, a escória esquerda do filtro das estruturas linguísticas.

N√£o Trago Recorda√ß√Ķes

N√£o trago recorda√ß√Ķes.
Escolheria as que não interessam a ninguém.
Como se erguesse contra mim o tiro de uma arma
ou acabasse de ler as disposi√ß√Ķes da comuna
sobre as mulheres.
Precisamos um do outro
esta noite

ferido por uma bala.

Os dois os três dias que se vão seguir.
Os envelopes foram destruídos.
As coisas
as cartas

o tempo é sempre magnífico.
Terra povoada de gente
mil e uma coisas que fazem uma arma
soltar o corpo
para o corpo de outro corpo.

As frases começadas
hei-de um dia os mundos desta vida.

A necessidade de variar a conversa√ß√£o √© a t√≠sica das grandes paix√Ķes… uma frase repetida aborrece , por mais bonita que seja.

O seu Instinto Leva-o mais Longe que o seu Intelecto

¬ęHomem, conhece-te a ti mesmo¬Ľ – toda a sabedoria se encontra concentrada nesta frase. Auto-an√°lise, depois ac√ß√£o – a escola da sabedoria. Quanto mais cedo descobrir os factos acerca da sua pessoa mais f√°cil ser√° a jornada da vida. Para tirar o m√°ximo de n√≥s, temos de conhecer os recursos que possu√≠mos e depois aperfei√ßo√°-los e utiliz√°-los. Pelo controlo das emo√ß√Ķes uma pessoa consegue superar quase todas as dificuldades que habitualmente estragam a vida.
(…) Sem olhar √† profundidade dos seus sentimentos, √† vastid√£o dos seus conheciemntos, o homem aparentemente completo n√£o o √© sem que tenha aperfei√ßoado as suas tend√™ncias. Quem quiser melhorar os condicionalismos externos tem de come√ßar por melhorar os internos. Quando as coisas n√£o est√£o a correr bem h√° qualquer coisa em mim a dizer-mo. √Äs vezes tenho de pensar muito para descobrir o erro e como corrigi-lo. Depois de resolver o problema sinto-me novamente bem. Isto prova que ¬ęO seu instinto leva-o mais longe que o seu intelecto¬Ľ.

Nas grandes horas em que a insónia avulta

Nas grandes horas em que a insónia avulta
Como um novo universo doloroso,
E a mente é clara com um ser que insulta
O uso confuso com que o dia é ocioso,

Cismo, embebido em sombras de repouso
Onde habitam fantasmas e a alma é oculta,
Em quanto errei e quanto ou dor ou gozo
Me far√£o nada, como frase estulta.

Cismo, cheio de nada, e a noite é tudo.
Meu coração, que fala estando mudo,
Repete seu monótono torpor

Na sombra, no delírio da clareza,
E n√£o h√° Deus, nem ser, nem Natureza
E a própria mágoa melhor fora dor.

A Necessidade de Conversar

Nos jornais, em conversas, no escrit√≥rio, a impetuosidade da linguagem leva por vezes uma pessoa a perder-se, da√≠ a esperan√ßa, que salta da fraqueza tempor√°ria, de uma repentina e mais forte ilumina√ß√£o mesmo no momento seguinte, ou de uma forte confian√ßa em si pr√≥prio, ou mero desleixo, ou uma impress√£o forte e actual de que uma pessoa quer a todo o custo descarregar no futuro, portanto a opini√£o de que o verdadeiro entusiasmo no presente justifica toda e qualquer confus√£o futura, ou o deleite nas frases que se elevam no meio com um ou dois empurr√Ķes e que a pouco e pouco abrem completamente a boca mesmo que depois a deixem fechar com demasiada rapidez e tortuosidade, ou a leve possibilidade de um ju√≠zo claro e decisivo, ou o esfor√ßo para dar mais flu√™ncia ao discurso que realmente j√° acabou, ou o desejo de abandonar √† pressa o tema se assim tiver de ser, de rastos, ou o desespero que tenta encontrar uma sa√≠da para a sua pesada respira√ß√£o, ou o anseio por uma luz sem sombra ‚ÄĒ tudo isto pode levar uma pessoa a perder-se em frases como: ¬ęO livro que acabei agora mesmo √© o mais belo que jamais li¬Ľ ou ¬ę√© t√£o belo,

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A cultura desaparece numa multid√£o de produ√ß√Ķes, numa avalanche de frases, na dem√™ncia da quantidade.

Século XXI

Falam de tudo como se a raz√£o
lhes ensinasse desesperadamente
a mentir, a lançar
sem remorso nem asco um novo isco
à espera que alguém morda
e acredite nessa liturgia
cujos deuses s√£o f√°ceis de adorar
e obedecem às leis do mercado.

Falam desse ludíbrio a que chamam
o futuro
como se ele existisse
e as suas palavras ecoam
em flatulentas frases
sempre a favor do vento que as agita
ao ritmo dos sorrisos ou das entrevistas
em que tudo se vende
por um pre√ßo acess√≠vel: emo√ß√Ķes
& sexo & fama & outros prometidos
paraísos terrestres em horário nobre
Рmatéria reciclável
alimentando o altar do esquecimento.

O poder n√£o existe, como sabes
demasiado bem – apenas uma
in√ļtil recidiva biol√≥gica
de hormonas apressadas que procuram
ser fiéis aos comércio
dos sonhos sempre iguais, reproduzindo
sedutoras met√°stases do nada
nos códigos de barras ou nos cromossomas
de quem j√° pouco espera dos seus genes.

A poesia é toda aquela forma da arte literária em que se recebe uma emoção estética por motivos independentes do sentido da frase.

O Absoluto do Ser

РDeus não é bom?
– N√£o, para falar com propriedade, Deus n√£o √© bom: √©. Bom, mau, s√£o pobres palavras que se aplicam a um conjunto de regras respeitantes a alguns pormenores da nossa vida material. Porque √© que Deus seria limitado pelas nossas pobres palavras e valores? N√£o, Deus n√£o √© bom. √Č mais do que isso. √Č a forma mais rica, mais completa, mais poderosa do ser, de qualquer maneira. Torna concreta a abstrac√ß√£o mesmo da forma do ser. E penso que o ¬ęenvisagement¬Ľ do ser n√£o podia ser poss√≠vel se Deus n√£o lhe tivesse dado anteriormente o seu estado. Deus √© a cria√ß√£o. √Č pois um princ√≠pio inextingu√≠vel, n√£o orientado, a pr√≥pria vida. Lembrem-se das palavras: ¬ęEu sou Aquele que sou¬Ľ. Nenhuma outra palavra humana compreendeu e relatou melhor a forma divina. Intemporal, n√£o, nem sequer intemporal e infinita. O princ√≠pio. O facto de que h√° qualquer coisa no lugar onde n√£o havia nada.
– Mas ent√£o, Deus n√£o tem necessidade…
– E at√© mesmo para l√° de toda a express√£o. Se quiser, eu sou Deus. N√£o h√° d√ļvida a sustentar, pergunta a fazer. Voc√™ existe. Portanto √© Deus. Voc√™ n√£o pode existir de outro modo.

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IX

De outras sei que se mostram menos frias,
Amando menos do que amar pareces.
Usam todas de l√°grimas e preces:
Tu de acerbas risadas e ironias.

De modo tal minha atenção desvias,
Com tal perícia meu engano teces,
Que, se gelado o coração tivesses,
Certo, querida, mais ardor terias.

Olho-te: cega ao meu olhar te fazes …
Falo-te – e com que fogo a voz levanto! –
Em v√£o… Finges-te surda √†s minhas frases…

Surda: e nem ouves meu amargo pranto!
Cega: e nem vês a nova dor que trazes
À dor antiga que doía tanto!