Cita√ß√Ķes de Jean-Paul Sartre

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Frases, pensamentos e outras cita√ß√Ķes de Jean-Paul Sartre para ler e compartilhar. Os melhores escritores est√£o em Poetris.

A linguagem não é um fenómeno superposto ao ser-para-o-outro: é originalmente o ser-para-o-outro, ou seja, o facto de que uma subjectividade se experimenta como objecto para o outro.

Quando, alguma vez, a liberdade irrompe numa alma humana, os deuses deixam de poder seja o que for contra esse homem.

O conceito de inimigo não é completamente certo e claro, a não ser que o inimigo esteja separado de nós por uma barreira de fogo.

Um amor, uma carreira, uma revolução: outras tantas coisas que se começam sem saber como acabarão.

A violência faz-se passar sempre por uma contra-violência, quer dizer, por uma resposta à violência alheia.

Antes de Vivermos, a Vida é Coisa Nenhuma

O homem come√ßa por existir, isto √©, o homem √© de in√≠cio o que se lan√ßa para um futuro e o que √© consciente de se projectar no futuro. O homem √© primeiro um projecto que se vive subjectivamente, em vez de ser musgo, podrid√£o ou couve-flor; nada existe previamente a esse projecto; nada existe no c√©u inintelig√≠vel, e o homem ser√° em primeiro lugar o que tiver projectado ser. N√£o o que tiver querido ser. Porque o que n√≥s entendemos ordinariamente por querer √© uma decis√£o consciente, e para a generalidade das pessoas posterior ao que se elaborou nelas. Posso querer aderir a um partido, escrever um livro, casar-me: tudo isto √© manifesta√ß√£o de uma escolha mais original mais espont√Ęnea do que se denomina por vontade.
(…) Escreveu Dostoievsky: ¬ęSe Deus n√£o existisse, tudo seria permitido.¬Ľ √Č esse o ponto de partida do existencialismo. Com efeito, tudo √© permitido se Deus n√£o existe, e, por conseguinte, o homem encontra-se abandonado, porque n√£o encontra em si, nem fora de si, a que agarrar-se. Ao come√ßo n√£o tem desculpa. Se, na verdade, a exist√™ncia precede a ess√™ncia, n√£o √© poss√≠vel explica√ß√£o por refer√™ncia a uma natureza humana dada e hirta;

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Todos os Escritos Possuem um Sentido

N√£o queremos ter vergonha de escrever e n√£o sentimos a necessidade de falar para n√£o dizer nada. De resto, ainda que o desej√°ssemos, n√£o o conseguir√≠amos: ningu√©m pode conseguir isso. Todos os escritos possuem um sentido, mesmo que esse sentido esteja muito afastado daquele que o autor tenha pensado dar-lhe. Para n√≥s, com efeito, o escritor n√£o √© Vestal nem Ariel: est√° ¬ęmetido no caso¬Ľ, fa√ßa o que fizer, marcado, comprometido, mesmo no seu mais profundo afastamento. Se, em certas √©pocas, utiliza a sua arte para forjar bugigangas de inanidade bem soante, at√© isso √© significativo: √© porque h√° uma crise das letras e, sem d√ļvida, da sociedade.

A experiência mostra que os homens vão sempre para baixo, que é preciso corpos sólidos para os conter.

De facto, somos uma liberdade que escolhe, mas não escolhemos ser livres: estamos condenados à liberdade.