São sempre os que menos têm os que mais dão. Porque conhecem melhor do que ninguém o valor do essencial. E a grandeza de o partilhar.
Passagens de José Luís Nunes Martins
237 resultadosA felicidade não é uma estação de chegada, é uma forma de viajar.
A humildade não é uma virtude, não é sequer uma qualidade. A humildade é a verdade.
O Medo do Fim
Alguns pensam que a felicidade é a ausência de sofrimento… mas, na verdade, está errada essa ideia. A felicidade e o sofrimento são ambos pilares fundamentais da existência. Sem sofrimento a nossa humanidade não seria provada e os nossos dias não teriam valor. Assim também a felicidade, sendo a alegria mais profunda, é o que dá sentido a todas as noites… não são realidades que se possam medir, mas não deixam de ser algo tão concreto como as nossas duas mãos, que sempre trabalham em conjunto, sabendo cada uma o seu papel e o seu valor.
Evitar a dor não nos torna mais fortes.
Tememos as perdas. Tememos a morte. Talvez porque o nada é um abismo que assusta todos quantos têm uma vida com valor. Porque somos impelidos a defender o significado do que erguemos aqui. Não se quer aceitar que tudo quanto se construiu, durante uma vida, seja suprimido sem deixar rasto. Quantas vezes não é o momento do fim que se teme, mas antes o que se pode fazer até lá?
Caminhar rumo ao desconhecido é uma prova de coragem e de fé diante das evidências deste mundo. Os olhos não querem ver nem as pernas caminhar,
O amor decorre de uma decisão. De um compromisso. Constrói-se de forma consciente. Através do heroísmo de alguém livre que decide ser o que poucos ousam. Escolhe para fim de si mesmo ser o meio para a felicidade daquele a quem ama. Sim, decide-se amar e, sim, decide-se a quem amar.
Cada esperança abre horizontes infinitos e possibilidades imprevistas. O futuro é absolutamente aberto. Sempre. Construído pelas mãos dos que o sabem esperar.
Talvez o sentido da vida não seja assim tão complicado: Amar para ser feliz, realizando sonhos.
A liberdade é respeito. Só quem reconhece o valor do outro é digno de reconhecer o seu.
É sábio ser prudente, assim como corajoso para arriscar tudo quando chega o momento. Pensar e sentir exigem tempo e determinação. Esperança e desprendimento. Reserva e prontidão.
No amor, o mais sábio e ousado não é o que bem defende e ataca mas o que se rende e entrega.
O amor é um compromisso com a verdadeira felicidade do outro. Alguém que ama só pode estar contente se aqueles a quem ama também o estiverem.
Muitos são os homens que, com medo das impermanências, se refugiam nos níveis baixos das suas escolhas. Ficam com uma previsibilidade a que chamam paz, mas que é, na verdade, uma sólida e pesada fraqueza.
São os limites que marcamos para nós mesmos que nos definem.
Podem os prudentes viver muito mais que os audazes, mas ninguém chega a ser feliz sem arriscar. O amor não é compatível com muitos discernimentos.
A nossa família são os que escolhem, de forma livre, estar ali, connosco. Os que não nos abandonam, nem esquecem, e que guardam a distância do respeito pela nossa liberdade.
Chorar não é sinal de derrota, antes sim de um amor que busca a paz merecida.
Ninguém busca a felicidade, o que todos procuramos é uma razão para sermos felizes… por entre todas as que nos fazem sofrer.