Passagens sobre Realidade

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Frases sobre realidade, poemas sobre realidade e outras passagens sobre realidade para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Nua E Crua

Doire a Poesia a escura realidade
E a mim a encubra! Um vision√°rio ardente
Quis vê-la nua um dia; e, ousadamente,
Do √°ureo manto despoja a divindade;

O estema da perpétua mocidade
Tira-lhe e as galas; e ei-la, de repente,
Inteiramente nua e inteiramente
Crua, como a Verdade! E era a Verdade!

Fita-a em seguida, e at√īnito recua…
– √ď Musa! exclama ent√£o, magoado e triste,
Traja de novo a louçainha tua!

Veste outra vez as roupas que despiste!
Que olhar se apraz em ver-te assim t√£o nua?…
À nudez da Verdade quem resiste?!

Nossos sonhos podem se transformar em realidade se os desejamos tanto a ponto de correr atr√°s deles.

Se o modelo n√£o consegue transformar a realidade, a realidade deveria conseguir transformar o modelo.

Para Além do Hoje

Cada vez mais se vive o momento. Fugimos do passado e temos medo do futuro, o que implica que somos forçados a viver um presente demasiado pequeno.

Os tempos de descanso devem ser ocasião de trabalho interior. Mas, vai sendo cada vez mais raro encontrar gente com memória, assim com também é raro encontrar pessoas com discernimento suficiente para se comprometerem em projetos a longo prazo.

Navega-se √† vista… sem riscos, sem sucessos nem fracassos… sem sentido. Vamos dando as respostas m√≠nimas ao mundo e aos outros, em vez de sermos protagonistas dos nossos sonhos e her√≥is apesar das nossas derrotas.
O passado e o futuro não são mentira. São partes da verdade. Sou o que fui e o que serei. Uma identidade que vive no tempo, uma coerência que se constrói através diferentes espaços e tempos, amando o que há de eterno em cada momento. Elevando o espírito acima da realidade concreta do mundo.

Uma exist√™ncia aut√™ntica ‚Äď uma vida com valor ‚Äď constr√≥i-se com uma estrutura s√≥lida, equilibrada e aberta a horizontes mais long√≠nquos em termos temporais. Um presente maior, com mais passado e mais futuro. Sermos quem somos, de olhos abertos.

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Quem, em nome da liberdade, renuncia a ser aquilo que devia ser, j√° se matou em vida: √© um suicida de p√©. A sua exist√™ncia consistir√° numa perp√©tua fuga da √ļnica realidade que era poss√≠vel.

O Antagonismo Racial

O elemento puramente instintivo n√£o constitui sen√£o uma pequena parte do √≥dio racial e n√£o √© dif√≠cil de vencer. O medo do que √© estrangeiro, que √© a sua principal ess√™ncia, desaparece com a familiaridade. Se nenhum outro elemento o formasse, toda a perturba√ß√£o desapareceria logo que pessoas de ra√ßas diferentes se habituassem umas √†s outras. Mas h√° sempre pretextos para se odiarem os grupos estrangeiros. Os seus h√°bitos s√£o diferentes dos nossos e portanto (em nossa opini√£o) piores. Se triunfam, √© porque nos roubam as oportunidades; se n√£o triunfam, √© porque s√£o miser√°veis vagabundos. A actual popula√ß√£o do mundo descende dos sobreviventes de longos s√©culos de guerras e por instinto est√° √† espreita de ocasi√Ķes de hostilidade colectiva.

O desejo de ter um inimigo fixa-se no cora√ß√£o desse instinto racista e constr√≥i √† sua volta um edif√≠cio monstruoso de crueldade e de loucura. Tais conflitos representam hoje uma cat√°strofe universal e n√£o j√° somente, como outrora, um desastre para os vencidos: da√≠ as inquieta√ß√Ķes do nosso tempo. √Č por isso que √© mais importante do que nunca conseguir um certo grau de dom√≠nio racional sobre os nossos sentimentos destruidores.

Em geral o ódio racial tem duas origens,

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Todas as esp√©cies de inclina√ß√Ķes, de amizades, de amor s√£o, simultaneamente, fisiol√≥gicas. Ningu√©m entre n√≥s consegue saber quais as profundezas e quais as alturas que a realidade f√≠sica atinge.

Se Fosse Alguma Coisa, N√£o Poderia Imaginar

Monotonizar a exist√™ncia, para que ela n√£o seja mon√≥tona. Tornar an√≥dino o quotidiano, para que a mais pequena coisa seja uma distrac√ß√£o. No meio do meu trabalho de todos os dias, ba√ßo, igual e in√ļtil, surgem-me vis√Ķes de fuga, vest√≠gios sonhados de ilhas long√≠nquas, festas em √°leas de parques de outras eras, outras paisagens, outros sentimentos, outro eu.
Mas reconheço, entre dois lançamentos, que se tivesse tudo isso, nada disso seria meu.

Mais vale, na verdade, o patrão Vasques que os Reis do Sonho; mais vale, na verdade, o escritório da Rua dos Douradores do que as grandes áleas dos parques impossíveis. Tendo o patrão Vasques, posso gozar a visão interior das paisagens que não existem. Mas se tivesse os Reis do Sonho, que me ficaria para sonhar? Se tivesse as paisagens impossíveis, que me restaria de possível ?
(…) Posso imaginar-me tudo, porque n√£o sou nada. Se fosse alguma coisa, n√£o poderia imaginar. O ajudante de guarda-livros pode sonhar-se imperador romano; o Rei de Inglaterra n√£o o pode fazer, porque o Rei de Inglaterra est√° privado de o ser, em sonhos, outro rei que n√£o o rei que √©. A sua realidade n√£o o deixa sentir.

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Mas, no meio de tudo isso, tamb√©m observou que ningu√©m respondia √†s galanterias de Porthos. Eram apenas quimeras e ilus√Ķes. Mas, para um amor verdadeiro, para um ci√ļme real, haver√° outra realidade al√©m de quimeras e ilus√Ķes?

Não posso admitir que se olhe para o desemprego como se fosse uma realidade abstracta. O desemprego são desempregados! E um desempregado, sobretudo de longa duração, é um homem que, pouco a pouco, perde a sua autodignidade, perde respeito por si e pelos outros. Num jovem é muito pior: sente que lhe estão a roubar o futuro. E daqui resulta ou a desistência, a passividade, ou a evasão perversa, ou a revolta. Em muitos países as grandes revoltas foram feitas pela juventude, que não aceita que lhe roubem o futuro!

Você pode sonhar, projetar, criar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo. Mas precisará de pessoas para tornar o sonho realidade.

A Acção Mais Degradada

A ac√ß√£o mais degradada √© a daquele que n√£o age e passa procura√ß√£o a outrem para agir – a dos frequentadores dos espect√°culos de luta e a dos consumidores da literatura de viol√™ncia. Ser her√≥i e atrav√©s de outrem, ser corajoso em imagina√ß√£o, √© o limite extremo da ac√ß√£o gratuita, do orgulho ou da vaidade que n√£o ousa. Corre-se o risco sem se correr, experi¬≠menta-se como se se experimentasse, colhe-se o prazer do triunfo sem nada arriscar. E √© por isso que os fIlmes de guerra, do hero√≠smo policial, de espionagem, t√™m de acabar bem. Por¬≠que o que a√≠ se procura √© justamente o sabor do triunfo e n√Ęo apenas do risco. O gosto do risco procura-o o her√≥i real, o jogador que pode perder. Mas o espectador da sua luta, degra¬≠dado na sedu√ß√£o da ac√ß√£o, acentua a sua mediocridade no n√£o poder aceitar a derrota, no fingir que corre o risco mesmo em fic√ß√£o, mas com a certeza pr√©via de que o risco √© vencido. O que ele procura √© a pequena lisonja √† sua vaidade pequena, a figura√ß√£o da coragem para a sua cobardia, e s√≥ a vit√≥ria do her√≥i a quem passou procura√ß√£o o pode lisonjear.
E se o herói morre em grandeza,

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Homo Infimus

Homem, carne sem luz, criatura cega,
Realidade geogr√°fica infeliz,
O Universo calado te renega
E a tua própria boca te maldiz!

O n√īumeno e o fen√īmeno, o alfa e o omega
Amarguram-te. Hebd√īmadas hostis
Passam… Teu cora√ß√£o se desagrega,
Sangram-te os olhos, e, entretanto, ris!

Fruto injustific√°vel dentre os frutos,
Mont√£o de estercor√°ria argila preta,
Excrescência de terra singular.

Deixa a tua alegria aos seres brutos,
Porque, na superfície do planeta,
Tu só tens um direito: Рo de chorar!

A fé é uma posse antecipada do que se espera

A fé é uma posse antecipada do que se espera, um meio de demonstrar as realidades que não se vêem.

Posses e Capacidade atrapalham a Felicidade

Foi observado em todas as √©pocas que as vantagens da natureza, ou da fortuna, contribu√≠ram muito pouco para a promo√ß√£o da felicidade; e que aqueles a quem o esplendor da sua classe social, ou a extens√£o das suas capacidades, colocou no topo da vida humana n√£o deram muitas vezes ocasi√£o justa de inveja por parte dos que olham para eles de uma condi√ß√£o mais baixa; quer seja que a aparente superioridade incite a grandes des√≠gnios e os grandes des√≠gnios corram naturalmente o risco de insucessos fatais; ou que o destino da humanidade seja a mis√©ria, os infort√ļnios daqueles cuja emin√™ncia atraiu sobre eles a aten√ß√£o universal foram mais cuidadosamente registados, porque, em geral, eram mais bem observados e foram, na realidade, mais consp√≠cuos do que outros, mas n√£o com maior frequ√™ncia nem severidade.

O reinado da mulher talvez venha um dia a ser realidade, mas ser√° precedido por uma greve geral do amor. O sexo que suportar por mais tempo essa inactividade acabar√° por triunfar sobre o outro.

A Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva do futuro. A vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade. O estado das almas depois da morte não é mais um sistema, porém o resultado da observação. Ergueu-se o véu; o mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática.

N√£o Tenho Pressa

Não tenho pressa. Pressa de quê?
Não têm pressa o sol e a lua: estão certos.
Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas,
Ou que, dando um pulo, salta por cima da sombra.
N√£o; n√£o sei ter pressa.
Se estendo o bra√ßo, chego exactamente aonde o meu bra√ßo chega –
Nem um centímetro mais longe.
Toco só onde toco, não aonde penso.
Só me posso sentar aonde estou.
E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras,
Mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra coisa,
E vivemos vadios da nossa realidade.
E estamos sempre fora dela porque estamos aqui.

Mostrem-me um romance fantástico sobre Chernobyl Рnão existe nenhum! Porque a realidade é sempre mais fantástica.