Goza e faz gozar, sem fazeres mal nem a ti próprio, nem a ninguém, eis, suponho eu, toda a moral.
Passagens de Nicolas Chamfort
99 resultadosHoje em dia, aqueles que amam a natureza são acusados de romanescos.
O que explica o sucesso de muitas obras é a relação ali encontrada entre a mediocridade das idéias do autor e a mediocridade das idéias do público.
Os grandes vendem sempre o seu convívio à vaidade dos pequenos.
O divórcio é tão natural que em muitas casas dorme todas as noites entre os cônjuges.
É de desejar a preguiça dos maus e o silêncio dos tolos.
Apenas a inutilidade do primeiro dilúvio impede Deus de nos mandar um segundo.
Devemos ser justos antes de sermos generosos, tal como precisamos de ter camisas antes de rendas.
Muitos livros devem o seu sucesso à afinidade entre a mediocridade das ideias do escritor e as do público.
O mais rico dos homens é o poupado, o mais pobre o avarento.
Felizes os que nada esperam, nunca serão desiludidos.
O amor agrada mais que o casamento, pelo mesmo motivo que os romances divertem mais que a História.
Para alguns homens, as ilusões sobre as coisas que lhes interessam são tão necessárias quanto a vida.
A mulher é como a sombra; se a perseguimos, foge, e persegue-nos se lhe fugimos.
A generosidade não passa da piedade das almas nobres.
Aprendendo a conhecer os males da natureza, despreza-se a morte; aprendendo a conhecer os males da sociedade, despreza-se a vida.
O amor, tal como existe na sociedade, não passa da troca de duas fantasias e do contacto de duas epidermes.
A melhor filosofia, relativamente à sociedade, é a de aliar, a seu respeito, o sarcasmo da satisfação à indulgência do desprezo.
A mudança das modas é o imposto que a indústria do pobre lança sobre a vaidade do rico.