Passagens de Papa Francisco

376 resultados
Frases, pensamentos e outras passagens de Papa Francisco para ler e compartilhar. Os melhores escritores est√£o em Poetris.

O Amor Social

√Č necess√°rio voltar a sentir que precisamos uns dos outros, que temos uma responsabilidade para com os outros e o mundo, que vale a pena sermos bons e honestos. Vivemos j√° muito tempo na degrada√ß√£o moral, baldando-nos √† √©tica, √† bondade, √† f√©, √† honestidade; chegou o momento de reconhecer que esta alegre superficialidade de pouco nos serviu. Uma tal destrui√ß√£o de todo o fundamento da vida social acaba por nos colocar uns contra os outros, na defesa dos pr√≥prios interesses, provoca o despertar de novas formas de viol√™ncia e crueldade e impede o desenvolvimento de uma verdadeira cultura do cuidado do meio ambiente.

O exemplo de Santa Teresa de Lisieux convida-nos a p√īr em pr√°tica o pequeno caminho do amor, a n√£o perder a oportunidade de uma palavra gentil, de um sorriso, de qualquer pequeno gesto que semeie paz e amizade. Uma ecologia integral √© feita tamb√©m de simples gestos quotidianos, pelos quais quebramos a l√≥gica da viol√™ncia, da explora√ß√£o, do ego√≠smo. Pelo contr√°rio, o mundo do consumo exacerbado √©, simultaneamente, o mundo que maltrata a vida em todas as suas formas.

O amor, cheio de pequenos gestos de cuidado m√ļtuo, √© tamb√©m civil e pol√≠tico,

Continue lendo…

Quando as famílias trazem ao mundo as crianças, as educam na fé, nos sadios valores, a contribuir para o bem da sociedade, tornam-se uma bênção para o mundo. As famílias podem tornar-se uma bênção para o mundo!

A presen√ßa de Deus no seio da humanidade n√£o se realizou num mundo ideal, id√≠lico, mas neste mundo real, marcado por tantas coisas boas e m√°s, marcado por divis√Ķes, malvadezes, pobreza, prepot√™ncias e guerras. Ele optou por habitar a nossa hist√≥ria como ela √©, com todo o peso dos seus limites e dos seus dramas, das nossas dificuldades, dos nossos pecados.

A nossa sociedade vence quando qualquer pessoa, qualquer grupo social, se sente verdadeiramente em casa.

O mistério da Encarnação é talvez maior ainda do que o da Ressurreição. Porque um Deus que se faz menino e depois rapaz e depois homem, quando morre não pode senão ressuscitar.

Tamb√©m a encarna√ß√£o, o assumir por parte de Deus de um corpo humano, quis significar que o pr√≥prio Deus n√£o podia ser amor sem se tornar rosto. Assim, alguns homens O viram, tocaram com as m√£os nas fei√ß√Ķes de Jesus de Nazar√©. O amor pede, reclama um rosto, e quem quer que conhe√ßa as Escrituras sabe que quem procura Deus procura um rosto.

Como pastores, sede simples no estilo de vida, desprendidos, pobres e misericordiosos, para andar depressa e nada interpor entre vós e os outros

Que o pai esteja presente na família. Que esteja próximo da mulher, para compartilhar tudo. E que esteja próximo dos filhos no seu crescimento; quando brincam e quando se aplicam, quando estão despreocupados e quando estão angustiados, quando se manifestam e quando estão taciturnos, quando ousam e quando têm medo, quando dão um passo errado e quando reencontram o caminho. Dizer presente não é o mesmo que dizer controlador! Porque os pais demasiadamente controladores anulam os filhos, não os deixam crescer.

A linguagem do corpo requer uma aprendizagem paciente que permita interpretar e educar os próprios desejos em ordem a uma entrega verdadeira.

Deixemos que o convite de Isa√≠as – ¬ęConsolai, consolai o meu povo¬Ľ – ressoe no nosso cora√ß√£o. Hoje s√£o precisas pessoas que sejam testemunhos da miseric√≥rdia e da ternura do Senhor. A mensagem de Isa√≠as √© um b√°lsamo para as nossas feridas e um est√≠mulo a prepararmos com empenho a via do Senhor.

Somos um povo que caminha, e em nosso redor – e tamb√©m dentro de n√≥s – h√° trevas e luz. E nesta noite, enquanto o esp√≠rito das trevas envolve o mundo, renova-se a chegada que sempre nos espanta e nos surpreende: ¬ęO povo que andava nas trevas viu uma grande luz¬Ľ (Isa√≠as 9:1).

¬ęO povo que andava nas trevas viu uma grande luz¬Ľ (Isa√≠as 9:1). Esta profecia de Isa√≠as nunca deixa de comover-nos, especialmente quando a ouvimos na liturgia da Noite de Natal. Comove-nos porque diz a realidade profunda daquilo que somos; somos criaturas em movimento, e ao nosso redor – e tamb√©m dentro de n√≥s –¬† h√° sombras de luz.

Detenhamo-nos diante do Menino de Belém. Deixemos que o nosso coração se comova; não tenhamos medo disso. Não tenhamos medo de que o nosso coração se comova! Precisamos de que o nosso coração se comova. Deixemo-lo aquecer pela ternura de Deus; precisamos das Suas carícias. As carícias de Deus dão-nos paz e força.

Nossa Senhora nunca se afastou do amor: toda a sua vida, todo o seu ser √© um ¬ęsim¬Ľ √†quele amor, √© um ¬ęsim¬Ľ a Deus. Mas n√£o foi f√°cil para Ela, certamente! Quando o Anjo Lhe chama ¬ęcheia de gra√ßa¬Ľ, Ela permanece ¬ęmuito conturbada¬Ľ, porque na Sua humildade sente-Se um nada diante de Deus.

O Natal √© o encontro com Deus que nasce na pobreza da gruta de Bel√©m para ensinar o poder da humildade. Com efeito, o Natal √© tamb√©m a festa da luz que n√£o √© aceite pela gente ¬ęeleita¬Ľ, mas pela gente pobre e simples que esperava do Senhor a salva√ß√£o.

Maria é quem sabe transformar uma gruta para animais na casa de Jesus, com alguns pobres panos e uma montanha de ternura.

Começar um novo ano, para um cristão, não é só mudar o calendário ou adquirir uma nova agenda. O Ano Novo convida a parar um instante, a perceber a própria existência pessoal como um percurso de contínuo crescimento. Só se soubermos deter o frenesim e encontrar um breve espaço de reflexão, os votos não serão palavras vãs e os brindes não serão gestos efémeros sem significado.

Ao convidar-nos a descobrir a beleza da vocação humana para o amor, exorto-vos a rebelar-vos contra a tendência generalizada de banalizar o amor, sobretudo quando se procura reduzi-lo apenas ao aspeto sexual, desvinculando-o assim das suas características essenciais de beleza, comunhão, fidelidade e responsabilidade.