Cita√ß√Ķes sobre Mensagem

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Frases sobre mensagem, poemas sobre mensagem e outras cita√ß√Ķes sobre mensagem para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Sempre os que dizem de antemão que lutam em nome de Deus são pessoas menos pacíficas do mundo: como crêem que recebem mensagens celestiais, têm os ouvidos surdos para qualquer palavra de humanidade.

Tango do Vi√ļvo

Tive dificuldades na minha vida privada. A doce Josie Bliss foi-se convencendo e apaixonando at√© adoecer de ci√ļmes. Se n√£o fosse isso, talvez tivesse continuado indefinidamente ao lado dela. Enterneciam-me os seus p√©s nus, as brancas flores que lhe brilhavam na cabeleira negra. Mas o seu temperamento levava-a at√© paroxismos selvagens. Tinha ci√ļmes e avers√£o √†s cartas que me chegavam de longe; escondia-me os telegramas sem os abrir, olhava com rancor o ar que eu respirava.

Por vezes acordava-me uma luz, um fantasma que se movia por detr√°s da rede do mosquiteiro. Era ela, vestida de branco, brandindo o seu longo e afiado punhal ind√≠gena. Era ela, rondando-me a cama horas inteiras sem se decidir a matar-me. ¬ęQuando morreres, acabar√£o os meus receios¬Ľ, dizia-me. No dia seguinte realizava misteriosos ritos para garantir a minha fidelidade.

Acabaria por me matar. Por sorte, recebi uma mensagem oficial participando-me que fora transferido para Ceilão. Preparei a minha viagem em segredo e um dia, abandonando a minha roupa e os meus livros, saí de casa como de costume e entrei no barco que me levaria para longe.

Deixava Josie Bliss, espécie de pantera birmanesa, na maior dor. Mal o barco começou a mover-se sobre as ondas do golfo de Bengala,

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A Origem do Medo

A condição psicológica do medo está divorciada de qualquer perigo concreto e real. Surge sob diversas formas: desconforto, preocupação, ansiedade, nervosismo, tensão, temor, fobia, etc. Este tipo de medo psicológico é sempre algo que poderá acontecer e não algo que esteja a acontecer no momento. O leitor está aqui e agora, enquanto a sua mente se encontra no futuro. Este facto gera um hiato de ansiedade. Além disso, se o leitor se identificar com a sua mente e tiver perdido o contacto com o poder e a simplicidade do Agora, esse hiato de ansiedade acompanhá-lo-á constantemente.

A pessoa pode sempre lidar com o momento presente, mas não o consegue fazer com algo que é apenas uma projeção mental Рnão é possível lidar com o futuro.
E enquanto o leitor se identifica com a sua mente, o ego comanda a sua vida. Devido à natureza ilusória que lhe é característica e apesar dos mecanismos de defesa elaborados, o ego torna-se muito vulnerável e inseguro, vendo-se a si próprio constantemente sob ameaça. Este facto, a propósito, é o que acontece, mesmo que por fora o ego pareça muito confiante. Agora lembre-se de que uma emoção é a reação do corpo à mente.

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E nas mensagens que nos chegam sem parar, ninguém pode notar, estão muito ocupados pra pensar.

Acho a rosa uma mensagem definitiva, porque custa menos que um telegrama e diz muito mais. (p. 22)

As id√©ias √†s vezes v√™m do Alto, outras vezes surgem no n√≠vel terreno, quando menos esperamos. Umas s√£o transmitidas do mundo espiritual, outras brotam da natureza divina que nos √© inerente. Tanto as id√©ias que v√™m do Alto como as mensagens espirituais que brotam da atmosfera terrestre, transcendem o tempo. Mesmo que n√£o sejam aplic√°veis no momento, n√£o devemos descart√°-las. H√° id√©ias que, se forem esquecidas, nunca mais voltar√£o √† nossa mem√≥ria; e entre elas h√° muitas que s√£o valiosas. Se as deixarmos semeadas no solo mental por algum tempo, muitas delas brotar√£o, florescer√£o e dar√£o frutos de grande utilidade. As id√©ias precedem os fatos: semeando id√©ias, germinar√£o fatos. √Č bom andar sempre com uma caderneta para anotar as id√©ias t√£o logo surjam.

Os Cavalleiros

– Onde vaes tu, cavalleiro,
Pela noite sem luar?
Diz o vento viajeiro,
Ao lado d’elle a ventar…
N√£o responde o cavalleiro,
Que vae absorto a scismar.
– Onde vaes tu, torna o vento,
N’esse doido galopar?
Vaes bater a algum convento?
Eu ensino-te a rezar.
E a lua surge, um momento,
A lua, convento do Ar.
– Vaes levar uma mensagem?
D√°-m’a que eu vou-t’a entregar:
Ir√°s em meia viagem
E eu j√° de volta hei-de estar.
E o cavalleiro, √° passagem,
Faz as arvores vergar.
– Vaes escalar um mosteiro?
Eu ajudo-t’o a escalar:
N√£o ha no mundo pedreiro
Que a mim se possa egualar!
N√£o responde o cavalleiro
E o vento torna a fallar:
– Dize, dize! vaes p’ra guerra?
Monta em mim, vou-te levar:
N√£o ha cavallo na Terra
Que tenha t√£o bom andar…
E os trov√Ķes rolam na serra
Como vagas a arrolar!
– E as guerras has-de ganhal-as,
Que por ti hei-de velar:
Ponho-me √° frente das balas
Para a força lhes tirar!

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Ali n√£o Havia Eletricidade

Ali n√£o havia eletricidade.
Por isso foi à luz de uma vela mortiça
Que li, inserto na cama,
O que estava √† m√£o para ler ‚ÄĒ
A Bíblia, em português (coisa curiosa), feita para protestantes.
E reli a “Primeira Ep√≠stola aos Cor√≠ntios”.
Em torno de mim o sossego excessivo de noite de província
Fazia um grande barulho ao contr√°rio,
Dava-me uma tendência do choro para a desolação.
A “Primeira Ep√≠stola aos Cor√≠ntios” …
Relia-a √† luz de uma vela subitamente antiq√ľ√≠ssima,
E um grande mar de emo√ß√£o ouvia-se dentro de mim…
Sou nada…
Sou uma fic√ß√£o…
Que ando eu a querer de mim ou de tudo neste mundo?
“Se eu n√£o tivesse a caridade.”
E a soberana luz manda, e do alto dos séculos,
A grande mensagem com que a alma √© livre…
“Se eu n√£o tivesse a caridade…”
Meu Deus, e eu que n√£o tenho a caridade

A Inteligência e o Carácter das Massas

O nosso tempo √© rico em mentes inventivas, cujas inven√ß√Ķes podem facilitar consideravelmente as nossas vidas. Estamos a atravessar os mares com pot√™ncia e a utilizar a pot√™ncia tamb√©m para libertar a humanidade de todo o trabalho muscular cansativo. Aprendemos a voar e somos capazes de enviar mensagens e not√≠cias sem qualquer dificuldade para todo o mundo atrav√©s de ondas el√©ctricas.
Contudo, a produção e a distribuição de bens estão completamente desorganizadas, de tal forma que toda a gente vive com medo de ser completamente eliminada do ciclo económico, sofrendo deste modo do querer tudo. Para além disso, as pessoas que vivem em países diferentes matam-se umas às outras com intervalos de tempo irregulares, de tal modo que, também por esta razão, todo aquele que pensa no futuro vive no medo e no terror. Isto deve-se ao facto de a inteligência e o carácter das massas serem incomparavelmente menores do que a inteligência e o carácter dos poucos que produzem algo de verdadeiramente válido para a comunidade.
Tenho confian√ßa em que a posteridade ler√° estas afirma√ß√Ķes com um sentimento de orgulho e superioridade justificada.

Mensagem aos Portugueses

O que quero de todos os portugueses √© o seguinte: sejam curiosos; e que a organiza√ß√£o em sociedade possa ser de tal maneira que eles possam satisfazer essa curiosidade completamente. E n√£o para ganhar dinheiro, n√£o para fazer figura, nem para ganhar cargo, mas para ser plenamente aquilo que √©. Alguma coisa que ele sinta que o est√° desenvolvendo na mensagem √ļnica que tem que dar do mundo, de maneira que a minha mensagem para qualquer aluno de qualquer escola √©: fa√ßa favor de cuidar da sua mensagem e n√£o da minha. A minha foi, √© s√≥ para dizer ¬ęcuide da sua¬Ľ, porque essa √© que tem import√Ęncia. E a mensagem ser√° vossa na medida em que for o mais diferente poss√≠vel da minha, ou de qualquer outra. Sen√£o, para qu√™ duplicados no mundo? N√£o √© preciso. Para isso √© que inventaram os carimbos. Eu n√£o sou um carimbo de ningu√©m.

Se falares a um homem numa linguagem que ele compreenda, a tua mensagem entra na sua cabeça. Se lhe falares na sua própria linguagem, a tua mensagem entra-lhe directamente no coração.

Poetizar as mais fundas aspira√ß√Ķes humanas arrancando-as do peito dos homens distra√≠dos √© o que se deve entender por mensagem do poeta.

Can√ß√Ķes com mensagens s√£o, como todo mundo sabe, um saco. S√≥ editores de jornais de faculdade e garotas com menos de quatorze anos t√™m tempo para elas.

H√° pessoas que ‚Äėouvem‚Äô maviosos coros celestiais e ‚Äėv√™em‚Äô imagens de anjos durante a pr√°tica da Medita√ß√£o Shinsokan. Tamb√©m s√£o mensagens simbolizadas da salva√ß√£o de Deus.

A mensagem como postulado poético coarcta a liberdade do criador. Mas convém não esquecer que só os casos em que a mensagem superou a poesia deram lugar a que o termo caísse em descrédito.

Dar é Viver

D√°-te.

Dar é viver.

Ningu√©m, por muito pouco que receba, viver√° em alegria se n√£o der nada a ningu√©m. D√°-se um sorriso, uma m√£o, um beijo, um abra√ßo, um conselho, uma ideia, uma palavra, uma hora, duas ou tr√™s, de sil√™ncio ou de ouvidos em alerta para o outro poder desabafar, chorar ou libertar-se. D√°-se boleia, d√£o-se sugest√Ķes, brinca-se, d√°-se o corpo, d√°-se prazer, d√£o-se pistas, d√°-se tanta coisa. Tanta coisa que custa zero mas vale tanto. E quanto mais dermos de n√≥s, mais recebemos. Nem sempre daqueles a quem damos, √© um facto, faz parte da experi√™ncia de aprender a lidar com a expectativa, o apego e a cobran√ßa, mas se dermos de cora√ß√£o, e s√≥ porque nos faz sentir bem, recebemos sempre e quase sempre de onde menos esperamos.

Quando somos incondicionais podemos ser surpreendidos a qualquer momento.

√Č t√£o bom. Sabe t√£o bem. Dar e nunca saber de onde podemos vir a receber. Torna os dias surpreendentes. A vida agiganta-se. Acaba-se a agonia do ¬ętem de ser¬Ľ e de repente √© tudo novidade. √Č como dizer ¬ęAmo-te¬Ľ a algu√©m que amo, e porque o senti naquele instante, e n√£o ficar √† espera de ouvir o mesmo dessa pessoa no segundo a seguir.

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SMS

Ela caminha já a tarde vai alta pelo passeio que segue paralelo ao mar, por cima das praias. Em baixo, a areia estende-se vazia até à água, acabando numa espuma branca, das ondas que rebentam com o fragor dos dias de Inverno. Vai sozinha. Cruza-se com jovens a passo de corrida, outros que deslizam em patins, um casal com o filho pequeno feliz na sua bicicleta de rodinhas, acompanhado por um cãozinho saltitante que corre para a frente e para trás em redor dele.
Leva na m√£o o telem√≥vel e nos olhos castanhos brilhantes uma esperan√ßa. Vai pensativa e sem horas, caminhando sem pressa, reparando nas pessoas, no mar desabrido que se atira √† praia, no ar fresco que respira, no vento que se levanta com uma promessa de tempestade. Cruza o casaco grosso, azul-escuro, √† frente do peito, sem apertar os bot√Ķes. Cruza os bra√ßos. Uma folha de jornal passa por ela a esvoa√ßar, not√≠cias antigas, pensa divertida, logo se concentrando no navio de carga iluminado que vem de Lisboa e ruma ao mar aberto com o vagar de quem tem um destino certo num dia certo.

Acaba por apertar os bot√Ķes do casaco e levantar a gola para se sentir mais protegida do vento,

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Foi-lhes apresentada a op√ß√£o de se tornarem reis ou mensageiros dos reis. √Ä maneira das crian√ßas, todos quiseram ser mensageiros. √Č por isso que existe um bando de mensageiros que correm pelo mundo e, uma vez que n√£o h√° mais reis, bradam uns para os outros mensagens que perderam o sentido. Gostariam de p√īr um fim √† sua vida miser√°vel, mas n√£o ousam faz√™-lo por causa do juramento de of√≠cio.

O acumular de crises e o compensar dos crimes contra a ética convidam-nos a uma desistência da alma. Todos os dias uma silenciosa mensagem nos sugere o seguinte: o futuro não vale a pena. Há que viver o dia-a-dia, ou na linguagem dos mais jovens : há que curtir os prazeres imediatos.