Somos NĂłs a Verdade do que Existe

Somos nĂłs a verdade do que existe,
somos nĂłs, meu amor.
A nossa vida breve ampara a vida
das coisas, que persiste.

De que valem os vértices dourados
dos montes, se os nĂŁo virmos?
Águas, campos e verdes sossegados
que a fina brisa alisa?