Passagens sobre Vida

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Frases sobre vida, poemas sobre vida e outras passagens sobre vida para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Amor um Mal que Falta quando Cresce

Aquela fera humana que enriquece
A sua presunçosa tirania
Destas minhas entranhas, onde cria
Amor um mal que falta quando cresce;

Se nela o Céu mostrou (como parece)
Quanto mostrar ao mundo pretendia,
Porque de minha vida se injuria?
Porque de minha morte se enobrece?

Ora, enfim, sublimai vossa vitória,
Senhora, com vencer-me e cativar-me;
Fazei dela no mundo larga história.

Pois, por mais que vos veja atormentar-me,
Já me fico logrando desta glória
De ver que tendes tanta de matar-me.

Ode ao Destino

Destino: desisti, regresso, aqui me tens.

Em vão tentei quebrar o círculo mágico
das tuas coincidências, dos teus sinais, das ameaças,
do recolher felino das tuas unhas retracteis
Рah então, no silêncio tranquilo, eu me encolhia ansioso
esperando já sentir o próximo golpe inesperado.

Em v√£o tentei n√£o conhecer-te, n√£o notar
como tudo se ordenava, como as pessoas e as coisas chegavam
que eu, de soslaio, e disfarçando, observava                               [em bandos,
pura conter as palavras, as minhas e as dos outros,
para dominar a tempo um gesto de amizade inoportuna.

Eu sabia, sabia, e procurei esconder-te,
afogar-te em sistemas, em esperanças, em audácias;
descendo à fé só em mim próprio, até busquei
sentir-te imenso, exacto, magn√Ęnimo,
√ļnico mist√©rio de um mundo cujo mist√©rio eras tu.

Lei universal que a sem-razão constrói,
de um Deus ínvio caminho, capricho dos Deuses,
soberana essência do real anterior a tudo,
Providência, Acaso, falta de vontade minha,
superstição, metafísica barata, medo infantil, loucura,
complexos variados mais ou menos freudianos,
contradição ridícula não superada pelo menino burguês,
educação falhada,

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A felicidade, quando √© vista como o ponto mais alto da tua vida, √© uma nulidade. Uma serenidade. E a serenidade √© uma seca. Esquece a felicidade. Quando quiseres viver, exige-te loucura, exige-te algo que n√£o tem sequer denomina√ß√£o – de t√£o forte, de t√£o intenso, de t√£o √ļnico: de t√£o tudo.

Depender de Alguém

Depender de alguém, das ideias dos outros ou das filosofias das massas é negar a nossa própria existência, é abdicar totalmente do poder que nos foi concedido à nascença e a mais profunda ingratidão para com a oportunidade que nos foi dada de aqui estar. Como já o disse, cada um de nós é um ser especial e precioso, com responsabilidades pessoais e sociais diferentes de todos os outros. Cada um de nós pode fazer a diferença.
Quantas vezes já deixaste de arriscar porque não to permitiram? Quantas vezes já sonhaste com algo diferente daquilo que te foi imposto ou ensinado e por isso desististe? Quantas vezes foste feliz por depender de algo ou alguém?
Muitas pessoas optam, conscientemente, pela depend√™ncia por acharem que a vida se torna mais f√°cil nesse estado de submiss√£o. Na verdade n√£o lhes √© exigido que lutem por nada, por ningu√©m e, muito menos, por elas. Agora, pergunto eu, que interesse √© que isto tem? Esta gente, apesar de respirar e dar ares da sua gra√ßa, j√° morreu e s√≥ anda aqui a fazer figura de corpo presente, pois as suas vidas j√° n√£o s√£o desafiantes. Ser dependente √© ter medo de assumir o risco das suas paix√Ķes,

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Você não precisa morrer feliz quando seu dia chegar, mas deve morrer em paz consigo mesmo, achando, ou melhor, sabendo que viveu sua vida do início ao fim e que a vontade do Ka foi servida.

A Vida é uma Eternidade

Sabemos que vamos morrer e que estaremos mortos tanto tempo como n√£o estivemos √† espera para nascer. √Č banal dizer-se que a vida √© um intervalo ou uma passagem ou um instante. N√£o √©. A vida √© uma excep√ß√£o generosamente comprida √† regra nem triste nem alegre da inexist√™ncia.
A vida est√° para o nada como o planeta Terra est√° para o sistema solar a que pertence. Sim, pode haver vida noutros planetas. Mas ser√° uma vida que vale a pena viver? Ou que apenas vale a pena estudar?

Sabemos que temos muito tempo de vida: muito mais do que precisamos. O direito à preguiça e à procrastinação está consagrado na nossa vida e faz logo, à partida, parte dela.
Sabemos que somos obrigados a pensar, errada e repetidamente, que o tempo em que estamos vivos √© importante. E que as nossas no√ß√Ķes de decl√≠nio (“dantes √© que era bom; os jovens de hoje n√£o sabem o que perdem”) s√£o lugares-comuns de todas as gera√ß√Ķes antes de n√≥s.

Sabemos que não há ninguém que não envelheça, desde o bebé que nasceu neste segundo até ao velho que, por ter morrido agora mesmo, deixou de envelhecer.

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A Deliciosa Solid√£o dos Anos de Maturidade

O que é significativo na existência de cada um é algo de que dificilmente temos consciência e não deve seguramente incomodar os outros. O que sabe um peixe acerca da água na qual nada durante toda a vida?
A amargura e a do√ßura v√™m do exterior, as dificuldades do interior, dos nossos pr√≥prios esfor√ßos. Na maior parte das vezes fa√ßo as coisas que a minha pr√≥pria natureza me compele a fazer. √Č embara√ßador ganhar tanto respeito e amor por isso. Tamb√©m me foram atiradas setas de √≥dio, mas nunca me atingiram, porque de algum modo pertencem a outro mundo, com o qual n√£o tenho qualquer tipo de liga√ß√£o.
Vivo naquela solidão que é penosa na juventude, mas deliciosa nos anos de maturidade.

Ao contr√°rio das fantasias dos fundamentalistas, n√£o houve convers√£o no leito de morte, nenhum ref√ļgio de √ļltima hora numa vis√£o consoladora do c√©u ou uma vida ap√≥s a morte. Para Carl, o que mais importava era a verdade, e n√£o apenas aquilo que poderia fazer com que nos sent√≠ssemos melhor. Mesmo nessa hora, quando qualquer um seria perdoado por se afastar da realidade de nossa situa√ß√£o, Carl foi inabal√°vel.

A Dieta do Génio

Os meios de que J√ļlio C√©sar se serviu para se defender das doen√ßas e das dores de cabe√ßa: grandes caminhadas, um modo de vida simpl√≠ssimo, perman√™ncia constante ao ar livre, fadigas cont√≠nuas ‚ÄĒ estas s√£o, em grandes tra√ßos, as regras de conserva√ß√£o e defesa geral contra a extrema vulnerabilidade dessa m√°quina subtil, e que trabalha a uma alt√≠ssima press√£o, chamada g√©nio.

Todos os dias as mãos cortam os pequenos nós que se lhes formam entre os dedos, ao enovelarem a difícil meada da vida, com aquela pequena espada, que elas têm sempre na algibeira, à mesa, na cama, em toda a parte, e que se chama mentira.

Quanto mais dependeres do destino e mais te relacionares com gente dependente do destino, mais longe te encontras de sentir, da entrega e da vida na verdadeira aceção da palavra. Quanto mais do pior, menos do melhor. O teu destino é aquilo que tu pensas, aquilo que tu desejas para ti e te permites sentir, mas também pode ser aquilo que nunca ou jamais acreditarás vir a conquistar ou a sentir.

Deveríamos ser capazes de recusar-nos a viver se o preço da vida é a tortura de seres sensíveis.

Terminei, enfim, esta obra, que nem a ira de J√ļpiter, nem o fogo,
nem o ferro, nem o tempo devorador poder√£o destruir.
Quando aquele dia, que disp√Ķe apenas do meu corpo, quiser,
poder√° p√īr fim ao tempo da minha incerta vida;
mas com a melhor parte de mim me elevarei imortal
sobre as estrelas, e o meu nome n√£o perecer√°.

Liberdade

Antes que a ideia de Deus esmagasse os homens, antes dos autos de f√©, das persegui√ß√Ķes religiosas da Inquisi√ß√£o e do fundamentalismo isl√Ęmico, o Mediterr√Ęneo inventou a arte de viver. Os homens viviam livres dos castigos de Deus e das amea√ßas dos Profetas: na barca da morte at√© √† outra vida, como acreditavam os eg√≠pcios. E os deuses eram, em vida dos homens, apenas a celebra√ß√£o de cada coisa: a ca√ßa, a pesca, o vinho, a agricultura, o amor. Os deuses encarnavam a festa e a alegria da vida e n√£o o terror da morte.

Antes da queda de Granada, antes das fogueiras da Inquisi√ß√£o, antes dos massacres da Arg√©lia, o Mediterr√Ęneo ergueu uma civiliza√ß√£o fundada na celebra√ß√£o da vida, na beleza de todas as coisas e na toler√Ęncia dos que sabem que, seja qual for o Deus que reclame a nossa vida morta, o resto √© nosso e pertence-nos ‚Äď por uma √ļnica, breve e intensa passagem. √Č a isso que chamamos liberdade ‚Äď a grande heran√ßa do mundo do Mediterr√Ęneo.

(…) Sabes, quem n√£o acredita em Deus, acredita nestas coisas, que tem como evidentes. Acredita na eternidade das pedras e n√£o na dos sentimentos;

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A aliança, símbolo de um casal, mais que o valor do metal, revela o valor da união, do poder de transformar em uma, duas vidas. Quanto mais velha a aliança, tanto maior a certeza de um casamento que deu certo.

Chega um momento em sua vida, que você sabe: Quem é imprescindível para você, quem nunca foi, quem não é mais, quem será sempre!