Textos sobre Ninguém de Gustavo Santos

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Textos de ninguém de Gustavo Santos. Leia este e outros textos de Gustavo Santos em Poetris.

A Tua Import√Ęncia na Tua Vida

√Č fundamental reconheceres a tua import√Ęncia na tua vida. Por algum motivo nasceste, aprendeste a respirar e tiveste direito a um nome, nome esse que, em conjunto com as tuas caracter√≠sticas, te identificar√° eternamente como um ser individual, √ļnico e livre. Haver√° algo mais especial e precioso que isso? Estou em crer que n√£o; ainda assim, encontro muitas pessoas a quererem ser outras e outras ainda a querer acabar com elas pr√≥prias na esperan√ßa de, imediatamente, poderem vir a ser outro algu√©m. √Č o teu caso? Se for deve ser uma chatice, mas, tamb√©m, se n√£o te d√°s qualquer import√Ęncia, que import√Ęncia te darei eu? J√° calculaste o perigo em que incorres por pensar desta maneira? Em menos de nada, estar√°s sozinho ou rodeado de gente como tu, ausente e que meteu f√©rias no inferno para sempre. Bom, mas alegrem-se os cora√ß√Ķes porque acredito que n√£o lerias estas linhas iniciais se nada estivesse a borbulhar a√≠ dentro, se n√£o existisse, pelo menos, uma fugaz esperan√ßa e uma enorme vontade de mudar. Est√° atento, o passado s√≥ influencia o presente se mantiveres o mesmo comportamento, por isso liberta-te dessa dor por uns instantes e l√™ em voz alta a pr√≥xima frase tantas vezes quantas achares necess√°rio.

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As Melhores Coisas da Vida São à Borla

As melhores coisas da vida são à borla.

Vivemos em abund√Ęncia.

N√£o parece, pois h√° muito tempo que se d√° mais valor √† mat√©ria, aos bens que possu√≠mos e √†s contas que temos no banco do que √†quilo que verdadeiramente importa, mas √© um facto. A terra d√°-nos tudo. √Č t√£o generosa que mesmo ap√≥s tanta destrui√ß√£o continua a regenerar-se e a alimentar-nos a alma e o corpo. Os melhores alimentos v√™m do solo que pisamos. As praias encontram-se o ano todo no mesmo lugar. 0 mar e a areia n√£o desaparecem. Existem desde sempre e para sempre e est√£o √† tua disposi√ß√£o sempre que entenderes senti-los. As florestas, os bosques e os jardins, a mesma coisa. A ess√™ncia do verde, apesar de amarelar no outono e cair no inverno, mant√©m-se intacta, dispon√≠vel para a respirares e te entregares sempre que precisares de te curar. O vento sopra todos os dias. O sol intercala com a chuva para poderes sentir sempre algo novo quando vais √† janela ou sais √† rua. O c√©u est√° sempre estrelado ou cheio de formas para que possas agradecer ou dar asas √† tua criatividade. Mas h√° mais. Os nossos amigos s√£o de gra√ßa.

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Aprender com Todos

Não temos todos de sentir o mesmo uns pelos outros, não temos todos de nos identificar uns com os outros nem temos todos de estar juntos todos os dias. Nada disso. O que temos, e devemos, é querer bem a todos, disponibilizarmos o nosso tempo para estar perto quando for preciso, apoiar, colocarmo-nos ao serviço uns dos outros desde que tal não infrinja quem somos, e doar incondicionalmente sem esperar receber nada em troca.
Se, enquanto almas, fomos colocados no mesmo caminho, é porque todos temos algo a aprender com todos.

(…) Ningu√©m pode ou tem o direito de obrigar algu√©m a fazer seja o que for. Apesar de renascermos juntos, cada um tem o seu processo, o seu n√≠vel de consci√™ncia e o livre arb√≠trio para agir como entender.

√Čs Feliz?

Só há uma forma de seres feliz: tens de fazer por isso.

√Čs feliz? Queres ser? Fazes alguma coisa por isso?

Se fores, maravilha, transportas a bel√≠ssima responsabilidade de inspirar os outros a s√™-lo tamb√©m. Se ainda n√£o √©s, mas queres s√™-lo, o que tens feito por isso? Andas a respeitar-te mais vezes? A lutar pela viv√™ncia das tuas vontades? Andas mais perto da natureza? J√° consegues dizer mais vezes aquilo que sentes e aquilo que pensas? J√° n√£o p√Ķes sempre os outros √† tua frente? Come√ßaste a cuidar do teu corpo e da tua alimenta√ß√£o? Reduziste os v√≠cios? Se sim, fant√°stico. Parab√©ns! Gosto muito de pessoas felizes, mas a minha admira√ß√£o vai toda para aqueles que, n√£o o sendo ainda, lutam todos os dias para o ser, pela autodescoberta que os far√° refer√™ncia na vida de todos aqueles que os rodeiam. Agora, e por outro lado, se n√£o tens andado a fazer nada disto nem nada semelhante, mais vale assumires que, afinal, ser feliz n√£o √© uma vontade tua. E est√° tudo bem na mesma. Apenas te pe√ßo, em nome da comunidade dos seres humanos que querem viver e desfrutar desta am√°vel oportunidade que nos foi dada de aqui estar,

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Falar com Coração

N√£o √© poss√≠vel dominares as palavras nem, por exemplo, uma qualquer audi√™ncia que tenhas √† frente se n√£o tiveres um total e absoluto conhecimento a teu pr√≥prio respeito, se n√£o confiares em ti e se n√£o tiveres como h√°bito dar voz aos teus sentidos. Vai sempre soar a falso. N√£o √© poss√≠vel agarrares uma plateia nem mexer com as emo√ß√Ķes de quem te ouve se n√£o te vulnerabilizares, se n√£o te assumires como o ser humano que √©s e se tudo o que disseres j√° tiver sido dito por outros. Vais fazer figura de parvo. E n√£o esperes nunca sensibilizar ou gerar identifica√ß√£o em algu√©m se n√£o falares sobre ti mesmo, se n√£o te expuseres ao erro e se n√£o partilhares o segredo que tu pr√≥prio desvendaste para superar um qualquer problema. Vais ver as pessoas a bocejar. As pessoas precisam de saber que n√£o s√£o as √ļnicas a ter problemas por resolver, que h√° mais gente em busca de si mesma, com crises existenciais e que errar √©, afinal, absolutamente humano, assim como desvendar solu√ß√Ķes para tudo. √Č isso que gera identifica√ß√£o, √© isso que fortalece os la√ßos entre as pessoas e √© isso que te torna num bom comunicador.

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Somos os Comandantes das Nossas Vidas

Se alguém te disser que aquilo que queres não interessa para nada, desinteressa-te dessa pessoa.

Somos os comandantes das nossas vidas.

Somos n√≥s, portanto, que escolhemos com quem queremos caminhar, e ai de algu√©m que acredite que pode entrar √† for√ßa na nossa vida sem a devida autoriza√ß√£o. Na minha n√£o entram, disso podes ter a certeza. E se todos pens√°ssemos assim, se todos ag√≠ssemos em conformidade com esta breve alus√£o ao nosso poder pessoal, viver√≠amos todos num aut√™ntico mar de rosas. Mas n√£o. Este princ√≠pio b√°sico √© o terror de muita gente. A maioria talvez. Malta que acredita que tem de aguentar o supl√≠cio de viver ou conviver com quem lhe quer mal ou lhe √© indiferente. √Č uma desgra√ßa. √Č o reinado do medo. Do medo de ficar sozinho, de nunca mais sentir nada por ningu√©m, de tudo o que possam dizer ou pensar se agirem como desejam, da rea√ß√£o do outro, de mago√°-lo, enfim, o medo de tudo. Ora bem, esta onda de passividade e permissividade gera a extin√ß√£o da confian√ßa, fomenta o canibalismo do amor-pr√≥prio e inverte todo e qualquer tipo de educa√ß√£o apropriada. Como √© que algum filho, por exemplo, pode desenvolver-se em amor se tudo o que v√™ em casa s√£o duas pessoas que mal se olham ou que se atacam,

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Agrada-te a Ti

Nunca conseguir√°s agradar a todos, mas podes sempre agradar-te a ti.

Querer agradar a toda a gente é o primeiro passo para o desrespeito e o caminho mais rápido para a perdição.

√Č, ali√°s, t√£o perigoso e letal que chega a ofuscar toda a luz que nos alimenta e dizimar todo e qualquer sentido de vida com o qual tenhamos nascido. Quem escolhe essa via nunca passar√° de um p√°ssaro de asas partidas, fr√°gil e desesperado, que a qualquer momento pode ser pisado, ca√ßado, esmagado ou morto por qualquer um. E o que n√£o falta a√≠ √© gente que precisa cilindrar, torturar e macerar algu√©m para sentir algum bem-estar na sua vida.

N√£o te podes permitir isso.

N√£o podes querer ser o par de sapatos de toda a gente.

Tens de ser as tuas pernas, o teu próprio coração e a orientação da tua cabeça.

De que te adianta agradar a todos se isso pode ser desagrad√°vel para ti?

As pessoas só vão gostar todas de ti depois de morreres ou se escolheres ficar calado para sempre, o que, e na minha opinião, é apenas outra forma de estar morto,

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A Mente Precisa de Ser Desafiada Todos os Dias

A mente, muito mais do que o corpo, precisa de ser desafiada todos os dias. Se poss√≠vel com treinos bi ou tridi√°rios. Sair da cama sem identificar a raz√£o pela qual acordamos maldispostos, passar horas a julgar este e aquele sem conhecer verdadeiramente ningu√©m ou a contestar o emprego que n√≥s pr√≥prios escolhemos e ir para a cama enjoados com o dia que tivemos, s√£o raz√Ķes mais do que suficientes para nos questionarmos. A soma de n√£o sei quantos dias assim, e acredita que se n√£o for o teu caso √© a situa√ß√£o da maioria das pessoas, resultar√° indubitavelmente em estados depressivos e de enfermidade precoce. N√£o podes continuar a aceitar a dor sem que fa√ßas nada para a curar e √© por isso, por desejar profundamente o teu reencontro contigo e com a tua verdadeira realidade, que te grito: ¬ęH√Ā SOLU√á√ÉO!!!¬Ľ E a solu√ß√£o passa por identificares o artista que h√° em ti, pois treinar a mente √© meramente uma arte. At√© se atingir o estatuto de comandante da nossa vida e a t√£o pretendida velocidade cruzeiro naquele que √© o oceano da nossa mente √© necess√°rio um alt√≠ssimo n√≠vel de concentra√ß√£o e criatividade. Precisas de estar sempre alerta e altamente focado no que a tua mente te sugere para depois,

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Dar é Viver

D√°-te.

Dar é viver.

Ningu√©m, por muito pouco que receba, viver√° em alegria se n√£o der nada a ningu√©m. D√°-se um sorriso, uma m√£o, um beijo, um abra√ßo, um conselho, uma ideia, uma palavra, uma hora, duas ou tr√™s, de sil√™ncio ou de ouvidos em alerta para o outro poder desabafar, chorar ou libertar-se. D√°-se boleia, d√£o-se sugest√Ķes, brinca-se, d√°-se o corpo, d√°-se prazer, d√£o-se pistas, d√°-se tanta coisa. Tanta coisa que custa zero mas vale tanto. E quanto mais dermos de n√≥s, mais recebemos. Nem sempre daqueles a quem damos, √© um facto, faz parte da experi√™ncia de aprender a lidar com a expectativa, o apego e a cobran√ßa, mas se dermos de cora√ß√£o, e s√≥ porque nos faz sentir bem, recebemos sempre e quase sempre de onde menos esperamos.

Quando somos incondicionais podemos ser surpreendidos a qualquer momento.

√Č t√£o bom. Sabe t√£o bem. Dar e nunca saber de onde podemos vir a receber. Torna os dias surpreendentes. A vida agiganta-se. Acaba-se a agonia do ¬ętem de ser¬Ľ e de repente √© tudo novidade. √Č como dizer ¬ęAmo-te¬Ľ a algu√©m que amo, e porque o senti naquele instante, e n√£o ficar √† espera de ouvir o mesmo dessa pessoa no segundo a seguir.

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O Sucesso é a Felicidade

O sucesso n√£o passa por seres melhor que os outros, passa por seres melhor todos os dias.

A nossa sociedade ensina-nos que o sucesso nesta vida passa por aquilo que fazemos e tanto maior o é quanto mais dinheiro, empregados ou propriedades tivermos.

Errado.

O sucesso é tudo menos isso. Não é nada do que possas fazer e muito menos alguma coisa que possas ter.

O sucesso é a felicidade.

E ningu√©m, em primeira inst√Ęncia, √© feliz porque faz ou porque tem. As pessoas s√£o felizes pelo que s√£o, pelo que sentem, pela forma vibrante como respeitam as suas vontades e depois sim, e como pr√©mio, alegra-as fazer o que fazem porque escolheram faz√™-lo com paix√£o e alegra-as ter o que t√™m porque conseguiram-no atrav√©s do m√©rito de escolherem ser livres.

√Č sempre o que somos, o que escolhemos e o que conseguimos. Somos sempre n√≥s.

Assim sendo, de que te vale querer ser melhor do que eu, se isso te desfoca de quem verdadeiramente √©s? √Č que se eu sou bom naquilo que sou, tu jamais ser√°s melhor que eu naquilo que eu sou porque n√£o √©s tu.

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Ultrapassar o Medo

As pessoas vivem com medo. Tu tens medo. Todos temos. Uns mais outros menos, uns de uma forma consciente outros de uma forma inconsciente, uns enfrentam-no outros morrem nas suas m√£os. O medo, e repito o que j√° escrevi no ‚ÄúArrisca-te a Viver‚ÄĚ, √© a √ļnica emo√ß√£o que n√£o gera a√ß√£o. Se entrares em p√Ęnico foges, se sentires raiva bates ou gritas, se tiveres medo encolhes-te. O medo algema-te, tolda-te as possibilidades e faz de ti seu prisioneiro.
Porque √© que achas que o mundo, o pa√≠s e a tua pr√≥pria vida se encontram no estado em que est√£o? Medo. Muito medo. E nesta mat√©ria, permite-me ser assertivo, se tens medo seja do que for de nada te adianta comprar um c√£o, sabes porqu√™? Porque vais educ√°-lo baseado no medo, logo, vais estragar mais uma vida. N√£o te chegava a tua? Pobre do animal, merecia melhor sorte. Ora bem, uma educa√ß√£o alicer√ßada no medo far√° com que ele viva no pr√≥prio medo e tu com medo que ele te desobede√ßa. √Č uma desgra√ßa. Ser√°s incapaz de am√°-lo, assim como √©s incapaz de amar seja quem for, muito menos a ti. E se me disseres que n√£o est√°s de acordo com o que acabei de escrever,

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Abandonar a Zona de Conforto

Ningu√©m adquire confian√ßa na rotina. √Č imposs√≠vel. √Č mais do mesmo, todos os dias para o resto das suas vidas. √Č uma esp√©cie de piloto autom√°tico programado para embater, a qualquer momento, na montanha mais alta e √© uma agoniante e pasmacenta viagem √† ingratid√£o e ao pior dos h√°bitos da ra√ßa humana: a pregui√ßa. Viv√™-la √© morrer todos os dias. A rotina, essa resigna√ß√£o perante a putrefa√ß√£o, √©, portanto, para os desistentes, para os ingratos e fracos de esp√≠rito. Na verdade, por que motivo querer√£o eles confiar em si mesmos se j√° pereceram? N√£o faz sentido, certo? Deixai-os estar, ap√°ticos como eles gostam, pois ainda que deambulem de um lado para o outro, a verdade √© que n√£o passam de voltas e viravoltas dentro das suas pr√≥prias urnas.

Toquei-te? De alguma forma te pareci violento nestas √ļltimas linhas?
Se sim, fant√°stico; mas n√£o, esta forma de me expressar nada tem a ver com agressividade ou viol√™ncia. √Č apenas dizer, letrinha a letrinha, o que penso e sinto a este respeito e a isso chama-se ser assertivo.

Quem Cobra n√£o Ama

Quem cobra não ama, quer atenção.

0 amor, como nos ensinaram, salvo rar√≠ssimas exce√ß√Ķes, √© uma mentira. N√£o √© amor, √© medo. Ensinaram-nos a amar atrav√©s do medo. Do medo de perder ou deixar de ter, do medo de falhar por sermos obrigados a agradar e por termos sistematicamente de ceder.

0 propósito de amar está certo, o caminho está errado.

A cobran√ßa, entre muitos outros comportamentos ego√≠stas, √© fruto de um total desconhecimento acerca do amor verdadeiro, daquele que nunca deixou de ser e apenas foi mortificado pelo homem. Cobrar √© feio. √Č afirmar, por outras palavras, que existe o direito de faz√™-lo porque detemos os direitos da vida de algu√©m e que, para esse mesmo algu√©m, temos de ser a coisa mais importante da sua vida. N√£o somos. E mesmo que o consigamos convencer durante um determinado per√≠odo da sua vida, nunca seremos, pois nada √© nosso al√©m de n√≥s.

Cobrar é, assim, viver na ilusão.

Compete-te, portanto, e para viveres de acordo com a realidade e com amor como ele deve ser vivido, identificar quem s√£o as pessoas que fazem parte da tua vida e que se comportam desta maneira.

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A Força da Intuição

Para adquirirmos o bilhete de ida ao amor que somos basta estarmos atentos e confiarmos nos sinais que recebemos de dentro e de fora. S√£o pistas, s√£o oportunidades, aut√™nticos tesouros que nos devolvem a casa. Ser√° que est√°s desperto para isto? Ser√° que consegues reconhecer-te enquanto sabedoria superior? Repito, todos os dias te surgem novas oportunidades. Todos os dias! Se existe for√ßa que nunca desiste √© a nossa intui√ß√£o. Todos os dias se faz ouvir e pode manifestar-se nas mais simples sensa√ß√Ķes.
Desde cedo que aprendi a escutar-me e a interpretar os sinais que a vida me dava. N√£o me sinto superior a ningu√©m, mas a consciencializa√ß√£o desta verdade coloca-nos num patamar distinto, de visibilidade maior e certezas absolutas. Certezas pr√≥prias, a nosso respeito, claro est√°. Convic√ß√Ķes que nos catapultam para estados prolongados de felicidade e que nos permitem antecipar acontecimentos, habilitando-nos com um apurado leque de escolhas acertadas e condizentes com aquilo que verdadeiramente somos. Ou seja, j√° n√£o vamos a todas, s√≥ vamos onde sentimos que devemos ir e onde sabemos que se encontram fragmentos nossos. Isto √© ser espiritual.

Depender de Alguém

Depender de alguém, das ideias dos outros ou das filosofias das massas é negar a nossa própria existência, é abdicar totalmente do poder que nos foi concedido à nascença e a mais profunda ingratidão para com a oportunidade que nos foi dada de aqui estar. Como já o disse, cada um de nós é um ser especial e precioso, com responsabilidades pessoais e sociais diferentes de todos os outros. Cada um de nós pode fazer a diferença.
Quantas vezes já deixaste de arriscar porque não to permitiram? Quantas vezes já sonhaste com algo diferente daquilo que te foi imposto ou ensinado e por isso desististe? Quantas vezes foste feliz por depender de algo ou alguém?
Muitas pessoas optam, conscientemente, pela depend√™ncia por acharem que a vida se torna mais f√°cil nesse estado de submiss√£o. Na verdade n√£o lhes √© exigido que lutem por nada, por ningu√©m e, muito menos, por elas. Agora, pergunto eu, que interesse √© que isto tem? Esta gente, apesar de respirar e dar ares da sua gra√ßa, j√° morreu e s√≥ anda aqui a fazer figura de corpo presente, pois as suas vidas j√° n√£o s√£o desafiantes. Ser dependente √© ter medo de assumir o risco das suas paix√Ķes,

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A Culpa é uma Doença

A culpa √© uma doen√ßa que te arrasta e se alastra aos outros. De um momento para o outro, tu pr√≥prio, por habitua√ß√£o, culpasse por tudo e por nada, por situa√ß√Ķes em que podias ter feito melhor e por outras em que nada havia a fazer. Muitos de n√≥s residem no condom√≠nio da culpa. √Č essa a sua zona de conforto, pois foi a ela que se acostumaram e n√£o conhecem nada para l√° dos limites dessa emo√ß√£o. Depois √© a altura de eles ensinarem aos outros que somos todos culpados √† vez, passam o testemunho do pecado aos conhecidos, familiares, amigos e filhos e, pronto, c√° andamos todos num ciclo penoso de gera√ß√£o em gera√ß√£o.
Há solução? Claro! Há sempre solução para tudo.
√Č preponderante viver com a convic√ß√£o de que apenas somos culpados de alguma coisa se agirmos com inten√ß√£o de magoar, caso contr√°rio somos apenas respons√°veis. N√£o, n√£o √© a mesma coisa. A culpa sufoca-nos, a responsabilidade empurra-nos para a a√ß√£o e promove a mudan√ßa.
De que forma, ent√£o, posso eu parar este ciclo vicioso?
РNão permitindo que te considerem culpado seja do que for e se insistirem em fazê-lo expulsa essas pessoas da tua vida.

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A Vontade de Mudar

A mudan√ßa implica dor. D√≥i porque nos obrigamos a romper com padr√Ķes calcinados de conforto e pregui√ßa onde controlamos e sabemos tudo. Obriga-nos a crescer e n√£o h√° nada que cres√ßa sem nos abanar, criar desconforto e necessidade de adapta√ß√£o. Mas quem muda sempre alcan√ßa. Ningu√©m chega a lado nenhum que valha a pena sem ter mudado alguma coisa. A vontade de mudar √© uma esp√©cie de igni√ß√£o que liga o principal motor que nos conduz, o cora√ß√£o. Mudar √© voltar a sentir, assumir responsabilidades, curar o que h√° para ser tratado e, finalmente, agir. E muitas vezes nem √© preciso sair do mesmo lugar, basta alterarmos o significado mental que damos √† situa√ß√£o que estamos a viver.

O Amor a Dois

O amor a dois só funciona se as individualidades se amarem a elas próprias em primeiro lugar.

E quem pensar o contrário ou é infeliz ou tem os dias contados para ser solteiro outra vez.

Existem três tipos de relacionamento a dois:

1 – Cada um dos dois vive primeiro para o outro e s√≥ depois para si mesmo, ou seja, o que interessa s√£o as vontades do parceiro e nunca as suas, o que torna as coisas esquisitas, pois nenhum vive a sua verdade nem se respeita em momento algum, porque vivem ambos com medo de se perder. Deve ser enfadonho e, muitas vezes, confuso. √Č do g√©nero, eu quero uma coisa que n√£o vou ter para dar ao outro, no entanto vou receber algo parecido com aquilo que queria mas n√£o √© bem a mesma coisa, o que √© normal, pois mais ningu√©m al√©m de n√≥s sabe o que nos sabe melhor e quando nos sabe bem.

2 – As duas pessoas vivem em fun√ß√£o da mesma. Pior ainda. √Č que se no exemplo acima ainda existe alguma energia, embora desfasada, a ser trocada de um para o outro, aqui nem isso.

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A Sabedoria da Velhice

Nós, os novos, seremos velhos um dia. Essa é mesmo a melhor saída para a nossa vida, sinal de que atingimos uma sabedoria maior, prémio por termos alcançado o topo da hierarquia da existência. Não é o tempo que nos faz auferir esse estatuto, mas o tempo dá-nos mais tempo para fazermos alguma coisa com ele e assim aprender para saber mais.
Ningu√©m sabe mais do que um velho. Ao lado do seu av√ī, um doutorado √© um ignorante e, se afirmar saber mais do que aquelas duas gera√ß√Ķes de diferen√ßa, √© um ignorante imbecil. √Č o que n√£o falta entre n√≥s, os novos. D√°-se mais valor ao que se aprende nas faculdades do que ao que se aprende na vida, d√°-se mais valor √† teoria do que √† pr√°tica. Coitados de n√≥s. E depois n√£o nos lembramos da idade, achamos que nos passa ao lado e por isso n√£o reconhecemos aos velhos o estatuto de s√°bios e o respeito que lhes √© devido. Somos imbecis. A maior parte de n√≥s √© tonta. S√≥ isso justifica o abandono. Um velho √© um mapa de conhecimento, tem dentro dele muitas estradas principais, muitas vias secund√°rias e muitos atalhos, muitos becos sem sa√≠da,

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O Medo do Sucesso

H√° muitas pessoas com um enorme potencial e s√≥ n√£o o materializam porque t√™m medo de deixar de ser quem s√£o se atingirem determinado patamar. Ora isto √© o maior sinal de que, e desculpa se estou a falar de ti, por muito que penses saber quem √©s, a verdade √© que n√£o fazes ideia do que pensas ser. Ningu√©m que saiba ser vive com medo de deixar de s√™-lo √† medida que vai conquistando novos mundos. Ningu√©m que saiba ser deixa de ser o que verdadeiramente √©, ainda que a terra desabe ou o para√≠so se torne parte dos seus dias. Quem √©, √©, ponto final, e n√£o desenvolveres os teus dons com medo de abandonares quem pensas ser, √© como condenares-te √† morte pela asfixia da frustra√ß√£o, √© como se metade de ti soubesse o caminho e a outra metade te puxasse para tr√°s, √© como estares t√£o perto do que √©s e t√£o longe de vires a s√™-lo. O desgaste ser√° um saco de pl√°stico √† volta do teu pesco√ßo, cada vez mais apertado e tu mais ofegante at√© ao dia em que deixas de acreditar e pereces. √Č isso que queres? Outro dos motivos para o medo do sucesso √© a possibilidade de perder pessoas,

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