IncoerĂȘncia Humana

É fĂĄcil imaginar os homens inteiriços, reduzi-los a fĂłrmulas simples que se condenam com uma palavra, negligenciando o resto, que as desmente; o mais difĂ­cil seria sair de si para entrar nos outros e julgĂĄ-los segundo o ponto de vista deles, sem preconceitos, acompanhar nos seus desvios e nas suas incoerĂȘncias uma natureza incerta feita mais pelo acaso do que pela vontade, desenredar, quando falha a lĂłgica, os sofismas semiconscientes sob os quais a paixĂŁo dissimula o egoĂ­smo dos seus conselhos.