Passagens sobre Preconceitos

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N√£o ca√ßoarei do senhor por isto, o que √© uma pena pois eu adoro rir… Orgulho e Preconceito

Direito não é Lógica

A vida do direito n√£o tem sido a l√≥gica; tem sido a experi√™ncia. As necessidades sentidas em cada √©poca, a moral e as teorias pol√≠ticas dominantes, as intui√ß√Ķes da pol√≠tica p√ļblica expressas ou inconscientes, mesmo os preconceitos que os ju√≠zes partilham com os seus concidad√£os t√™m contado mais do que o silogismo na determina√ß√£o das leis pelas quais os homens devem ser regidos. O direito incorpora a hist√≥ria do desenvolvimento duma na√ß√£o ao longo de muitos s√©culos e n√£o pode ser tratado como se contivesse apenas os axiomas e as regras dum livro de matem√°tica. Para sabermos o que ele √© temos de saber o que ele foi e o que ele tem tend√™ncia a ser no futuro.

E necess√°rio que n√£o haja nem paix√Ķes nem preconceito nos neg√≥cios do Estado; a √ļnica paix√£o permitida √© a do bem p√ļblico.

Poucas pessoas s√£o capazes de expressar com equanimidade opini√Ķes que diferem dos preconceitos do ambiente social delas.

O Teatro e a Sátira Política

O teatro pol√≠tico coloca toda uma s√©rie de problemas. H√° que evitar os serm√Ķes a todo o custo. A objectividade √© essencial, deve-se deixar as personagens respirar o seu pr√≥prio ar. O autor n√£o pode confin√°-las nem obrig√°-las a satisfazer o seu pr√≥prio gosto, inclina√ß√Ķes ou preconceitos. Tem de estar preparado para as abordar sob uma grande variedade de √Ęngulos, um leque de perspectivas diversas, apanh√°-las de surpresa, talvez, de vez em quando, mas deixando-lhes a liberdade de seguirem o seu pr√≥prio caminho. Isto nem sempre funciona. E a s√°tira pol√≠tica, √© evidente, n√£o obedece a nenhum destes preceitos; faz exactamente o inverso, e √© essa a sua fun√ß√£o principal.

Felicidade a Longo Prazo

Procuremos manter-nos de boa sa√ļde, n√£o ter quaisquer preconceitos, ter paix√Ķes, p√ī-las ao servi√ßo da nossa felicidade, substituir as nossas paix√Ķes por gostos, conservar preciosamente as nossas ilus√Ķes, ser virtuosos, nunca nos arrependermos, afastar de n√≥s as ideias tristes e nunca permitir ao nosso cora√ß√£o conservar uma centelha de gosto por algu√©m cujo gosto diminua e que deixe de amar-nos. Por pouco que envelhe√ßamos, um dia seremos for√ßados a abrir m√£o do amor, e esse dia deve ser aquele em que o amor j√° n√£o nos fa√ßa felizes. Pensemos, enfim, em cultivar o gosto pelo estudo, esse gosto que faz depender a felicidade apenas de n√≥s pr√≥prios. Ponhamo-nos ao abrigo da ambi√ß√£o e, sobretudo, cuidemos bem de saber o que queremos ser; decidamo-nos sobre o caminho que queremos seguir para passar a nossa vida e procuremos seme√°-lo de flores.

Quase toda a seita do cristianismo representa uma perversão da sua essência, com a finalidade de adaptá-lo aos preconceitos do mundo.

Tornamo-nos Mais Objectivos Depois de Reconhecermos a Nossa Subjectividade

Toda a arte da psicologia ou da ci√™ncia da psicologia, se lhe quisermos chamar assim, √© baseada numa invers√£o do processo de objectividade. N√£o que n√£o possamos tornar-nos objectivos, mas que apenas possamos tornar-nos objectivos depois de termos confrontado as nossas atitudes n√£o objectivas, as nossas atitudes n√£o racionais. Atingir uma objectividade honesta significa termos de saber quais os pontos da nossa natureza que s√£o propensos a determinado preconceito, que parte de n√≥s √© defensiva, que parte de n√≥s distorce o que ouvimos. E √© necess√°ria uma tremenda auto-honestidade para come√ßar a remover essas distor√ß√Ķes e a clarificar a nossa vis√£o. De modo que s√≥ podemos atingir a objectividade depois de termos descoberto quais as √°reas da nossa psique que n√£o s√£o objectivas.
Além disso, o reconhecimento básico da psicologia é que, lá bem no íntimo, a maior parte da nossa vida é desconhecida da mente consciente e que, quanto mais nos tornamos consciente dela, mais honestos e mais objectivos nos podemos tornar. Nós não vemos os outros com clareza, e o que obscurece a nossa visão são os preconceitos que a pessoa supostamente objectiva se recusa a reconhecer. Uma pessoa objectiva diria que não é responsável pela guerra,

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O preconceito √© uma opini√£o sem julgamento. Assim em toda terra inspiram-se √†s crian√ßas todas as opini√Ķes que se desejam antes que elas as possam julgar.

Deve-se evitar toda precipitação e todo o preconceito ao se analisar um assunto e só ter por verdadeiro o que for claro e distinto.

Mediocridade de Espírito

O nosso m√°ximo esfor√ßo de independ√™ncia consiste em opor, por vezes, um pouco de resist√™ncia √†s sugest√Ķes quotidianas. A grande massa humana nenhuma resist√™ncia op√Ķe e segue as cren√ßas, as opini√Ķes e os preconceitos do seu grupo. Ela obedece-lhe sem ter mais consci√™ncia do que a folha seca arrastada pelo vento.
S√≥ numa elite muito restrita se observa a faculdade de possuir, algumas vezes, opini√Ķes pessoais. Todos os progressos da civiliza√ß√£o procedem, evidentemente, desses esp√≠ritos superiores, mas n√£o se pode desejar a sua multiplica√ß√£o sucessiva. Inapta a adaptar-se imediatamente a progressos r√°pidos e profundos em demasia, uma sociedade tornar-se-ia logo an√°rquica. A estabilidade necess√°ria √† sua exist√™ncia √© precisamente estabelecida gra√ßas ao grupo compacto dos esp√≠ritos lentos e med√≠ocres, governados por influ√™ncias de tradi√ß√Ķes e de meio.
√Č, portanto, √ļtil para uma sociedade que ela se componha de uma maioria de homens m√©dios, desejosos de agir como toda a gente, que t√™m por guias as opini√Ķes e as cren√ßas gerais. √Č muito √ļtil tamb√©m que as opini√Ķes gerais sejam pouco tolerantes, pois o medo do ju√≠zo alheio constitui uma das bases mais seguras da nossa moral.
A mediocridade de espírito pode, pois, ser benéfica para um povo,

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Os Dias Ricos

√Č bom ter um dia complicado se formos n√≥s a complic√°-lo, √† medida que vamos andando. S√£o os dias ricos. Nunca sabemos o que vamos fazer a seguir mas fazemos sempre qualquer coisa a seguir, para n√£o interromper a cadeia.

Em vez de jantarmos em casa ou jantarmos fora, entramos num restaurante onde costumamos jantar e comemos apenas um petisco, um aperitivo. Os anfitri√Ķes tamb√©m apreciam a mudan√ßa. √Č como ir cumpriment√°-los.

Metemos conversa com um casal que s√≥ nos parece japon√™s porque queremos que seja, para lhes perguntar como preparam a massa Shirataki, que tem zero calorias. Perguntamos de onde s√£o? Da Holanda, respondem. Os preconceitos, no sentido de pr√©-ju√≠zos ou pensamentos j√° feitos (na verdade, substitutos e obst√°culos do conhecimento), s√£o cada vez mais in√ļteis.

Os hábitos são diferentes. Para celebrá-los, nem é preciso esquecê-los ou trocá-los por alternativas, felizes ou desagradáveis. O melhor é interrompê-los e acrescentar-lhes desvios espontaneamente decididos que enaltecem, através da diversão, a felicidade subjacente.

Os dias ricos levam outro dia inteiro a contar. Só fazer a lista do que se fez cansa tão bem como nadar um quilómetro, devagarinho, num oceano vivo que nos consente.

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A Força do Preconceito

Nós em teoria compreendemos as pessoas, mas na prática não as suportamos, pensei, na maior parte das vezes só a contragosto lidamos com elas, e tratamo-las sempre de acordo com o nosso próprio ponto de vista. Não deveríamos no entanto considerar e tratar as pessoas apenas segundo o nosso ponto de vista, mas sim considerá-las e tratá-las segundo todos os pontos de vista, pensei, lidar com elas de uma maneira que pudéssemos dizer que lidámos com elas sem o mínimo preconceito, por assim dizer, mas isso não é possível porque, na realidade, alimentamos sempre preconceitos para com toda a gente.